quinta-feira, 27 de julho de 2017

Organizações exigem posição firme contra mineração no Mar

O apelo surge na fase de preparação do encontro anual da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, a decorrer de 7 a 18 de Agosto, na Jamaica.


A "Seas at Risk", uma associação europeia de organizações não-governamentais (ONG) dedicadas à defesa de questões ambientais, exige ao Governo que tome uma posição contra a mineração em águas profundas. O apelo surge na fase de preparação do encontro anual da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, a decorrer de 7 a 18 de Agosto, em Kingston, capital da Jamaica.
Para a associação europeia, o executivo deve assegurar que a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos aplica "o princípio da precaução e que determina o fim dos trabalhos de prospecção e exploração de minérios em curso actualmente".
A próxima sessão anual da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, entidade responsável pela regulamentação da exploração dos fundos marinhos e subsolo que estão para além da jurisdição nacional de um país, terá lugar em Agosto. No encontro, serão votadas possíveis reformas da própria instituição e dos procedimentos ambientais internacionais.
A "Seas At Risk" já tinha apelado para o fim da mineração em águas profundas na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas no início de Junho.
O GEOTA, a LPN, a Quercus e a Sciaena solicitaram ainda ao Governo uma reunião para expor as suas ideias e preocupações. Para estas ONG, há vários argumentos contra a mineração de fundos marinhos e a favor da aposta numa economia que respeite os ecossistemas e a biodiversidade nos fundos marinhos.
A mineração em mar profundo contraria as metas definidas na Agenda de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030. O impacto ambiental negativo destas actividades pode ser irreversível.
A "Seas At Risk" é composta por organizações como o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), a Liga Para a Protecção da Natureza (LPN), a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Sciaena – Associação de Ciências Marinhas e Cooperação.
Fonte: RR

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