terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Alguns peixes comunicam entre si através da urina

A comunicação de alguns animais surge-nos de forma bastante evidente: os gatos miam, os cães ladram e até os pássaros cantam. Outros, porém, não dão sinais tão óbvios, como os peixes.


A comunicação de alguns animais surge-nos de forma bastante evidente: os gatos miam, os cães ladram e até os pássaros cantam. Outros, porém, não dão sinais tão óbvios, como os peixes. Investigadores descobriram agora que algumas espécies comunicam entre si através da urina, enviando sinais químicos para os seus rivais durante momentos agressivos. O estudo foi publicado pela revista Science.
Para efectuar a experiência, os investigadores colocaram peixes grandes e peixes pequenos em dois aquários separados por uma divisão. Metade dessa divisão tinha furos e permitia que a água fluísse, a outra metade tinha uma barreira sólida. De seguida, os cientistas injectaram num dos peixes um corante violeta que transformava a urina em azul brilhante, como descreve a Science. Quando os peixes se veriam uns aos outros, levantaram as suas barbatanas e nadaram em direcção à divisória.
Depois de se verem, a sua forma de urinar mudou, libertando químicos mais activos. Os peixes que estavam separados pela barreira sólida não conseguiram identificar a urina do adversário, o que levou a que os outros peixes libertassem ainda mais urina, para passarem a sua mensagem. Como não eram ‘ouvidos’, os peixes mais pequenos continuavam a tentar atacar os seus rivais maiores.
Esta experiência foi partilhada este mês na Behavioral Ecology and Sociobiology. Segundo os autores do estudo, existem outros sinais (que não são perceptíveis à vista humana, de imediato). Para além dos químicos da urina, os animais comunicam também através de vibrações sísmicas, electricidade e luz ultravioleta. Ainda que alguns sinais visuais, como alguns movimentos, sejam facilmente visíveis e analisados, os cientistas ressalvaram a importância de continuar a procurar formas de comunicação que não são tão visíveis, para que se consiga entender alguns comportamentos dos animais.
Fonte: Observador

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Em 2050, pode haver no mar mais plástico do que peixe

Novo estudo prevê que dentro de 33 anos haja 937 toneladas de resíduos de plástico nos oceanos.


Se recolhêssemos todo o plástico nos oceanos e o pesássemos, o seu peso seria 25 vezes superior ao da Grande Pirâmide de Gizé.

Há atualmente cerca de 165 toneladas de plástico nos oceanos, número que tende a aumentar de ano para ano.
Em 2050, haverá no mar mais plástico do que peixe, prevê um novo estudo da fundação Ellen MacArthur em parceria com o Fórum Económico Mundial.
Enquanto todos os peixes somariam 895 toneladas, os detritos não degradáveis de plástico vão superar os 937 toneladas.
Apenas 14% do plástico pode ser reciclado. O que não o é vai parar a lixeiras e aterros a partir de onde pode ir parar ao oceano, recorda este relatório, citado pelo Internacional Business Times.
Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Porto de Sines cresce 16% e bate recordes


O porto de Sines encerrou 2016 com um recorde de 51,2 milhões de toneladas movimentadas, mais 16,4%, ou 7,2 milhões de toneladas, que no ano anterior.
Para o novo recorde absoluto foi determinante o comportamento da carga geral, entenda-se carga contentorizada. Cresceu 25% e atingiu os 20,7 milhões de toneladas. O movimento de contentores no Terminal XXI avançou 13,6% e superou pela primeira vez os 1,5 milhões de TEU: foram precisamente 1 513 083.
Em forte alta esteve também a movimentação de granéis líquidos: subiu 14,3% e chegou aos 24,6 milhões de toneladas.
A impedir um crescimento ainda mais pronunciado de Sines, a movimentação de granéis sólidos praticamente estagnou cerca dos 5,9 milhões de toneladas (mais 0,2% em termos homólogos); penalizada pelas menores necessidades de carvão para a produção de energia eléctrica.
Ao longo de 2016, o porto de Sines foi demandado por 2 422 navios.Mais navios (mais 235, ou 10,7% em termos homólogos)  e de maiores dimensões, com a tonelagem média a crescer 18,3%.
Fonte: T e N

Açores participam em estudo europeu sobre utilização do mar



A Fundação Gaspar Frutuoso vai participar no projecto Usos Múltiplos nos Mares Europeus (MUSES), que visa analisar como o oceano está a ser utilizado e dotar a Comissão Europeia de informação para tomar decisões.


“Este projecto pretende informar a política europeia sobre quais são os obstáculos ou as formas de facilitar o multiuso do espaço marítimo”, declarou a docente da Universidade dos Açores Helena Calado.
A investigadora afirmou que o projecto surge na sequência da política europeia de ordenamento marítimo e da gestão dos seus recursos, como as pescas ou as áreas marinhas protegidas.
Helena Calado frisou que se pretende “perceber como é que se pode tirar o máximo proveito de cada uso num determinado espaço e se aquele pode ou não facilitar os usos marítimos”.
A investigadora considerou que, no caso específico dos Açores, “haverá, eventualmente, forma de facilitar a coutilização do espaço marítimo” pela pesca, turismo, mergulho e defesa do património cultural, entre outras áreas.
A responsável referiu que a academia açoriana, que é um dos dez parceiros europeus do projecto, ficou responsável pela bacia do Atlântico Norte e, especificamente, pelo caso do arquipélago.
Helena Calado adiantou que o projecto, como visa informar a Comissão Europeia, tem um espaço temporal para a sua elaboração “muito curto”, até dois anos, estando vocacionado para “encontrar soluções operacionais”.
Segundo a docente, os primeiros relatórios devem ser produzidos no final de 2017, concluindo-se, assim, o processo com as informações necessárias para Bruxelas tomar as suas decisões.
O MUSES é financiado pelo programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia. É maior programa de investigação e inovação da União Europeia, com cerca de 80 mil milhões de euros de financiamento disponível ao longo de sete anos (2014 a 2020).
O projecto MUSES é desenvolvido por especialistas da Polónia, Alemanha, Itália, Grécia, Portugal (Açores), Países Baixos e Escócia.
As zonas contempladas pelo MUSES são o Báltico, mar do Norte, Mediterrâneo, mar Negro e o Atlântico.

Fonte: Açoriano Oriental Foto: Eduardo Resendes

Tanto mar... e só um investigador de acidentes marítimos

Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos esteve meses em 2016 sem Director-geral e há anos que tem falta de meios. Só na última semana aconteceram três acidentes graves.


Portugal tem a terceira maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia. São cerca de 19 vezes o tamanho da área terrestre, mas o Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos do país tem funcionado com falta de meios.
O último relatório desta entidade, dependente do Ministério do Mar, referente ao primeiro semestre de 2016, recorda que "o transporte marítimo funciona 24 horas por dia, de forma ininterrupta, e que os acidentes neste sector podem acontecer a qualquer altura", mas o gabinete não tem o mapa de pessoal completo nas funções de investigação.
É preciso mais pessoal e o objectivo é "dispor de uma equipa de investigação 365 dias por ano".
Várias fontes adiantam que o gabinete funciona há muito tempo com apenas um investigador, mas além desta falta esteve vários meses de 2016, em diferentes períodos, sem director-geral.

Com nomeações e demissões, no último ano passaram pelo gabinete pelo menos três directores-gerais (a maioria acumulando com outras funções no Estado) e o último foi nomeado há dias.
Três acidentes preocupantes na última semana
Entre Janeiro e Junho de 2016 Portugal registou 14 acidentes marítimos considerados muito graves, 32 graves e 44 pouco graves, com o relatório oficial a admitir que a tendência é para mais casos.
Só na última semana aconteceram três acidentes relevantes: com um catamarã em Lisboa que causou 34 feridos; com um navio encalhado na foz do Tejo; e com um navio de carga que abalroou um petroleiro e o terminal de Leixões causando prejuízos de 3 milhões de euros.
Há cerca de mês e meio que se tenta falar, sem resposta, com algum responsável do Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos.
O presidente da Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários admite que a situação deste gabinete, que tem tido uma sucessão de directores, é ridícula: "Para além de poucos investigadores... um é quase irrisório", sobretudo quando se ouve "tanto governante a falar do mar..." Alexandre Delgado acrescenta que a última investigação concluída que conhece tem mais de um ano.
Sousa Coutinho, presidente do Sindicato dos Oficiais de Mar, que representa os pilotos das barras, partilha da mesma opinião, avança os mesmos números e diz que a situação é grave: "falta orçamento, meios e investigadores que deixam os concursos desertos porque o ordenado não compensa, além da desmotivação natural" que leva os sucessivos directores a abandonarem o barco.
O último relatório oficial do gabinete recorda que o Estado português já foi alvo, nesta área, de um processo da Comissão Europeia, algo que Sousa Coutinho alerta que pode repetir-se em breve, pois o país voltará a ser alvo, em Fevereiro, de uma auditoria de Bruxelas.
Governo desdramatiza e garante reforço de pessoal
Contactado o Ministério do Mar confirma que durante 2016 o Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos "cumpriu com as suas obrigações e deveres com um investigador", mas desdramatiza a situação pois o quadro de pessoal não é muito maior e existiu sempre o apoio da Direcção-Geral de Política do Mar, decorrendo actualmente o processo de recrutamento para completar as vagas em aberto.
O mapa de pessoal aprovado tem, na parte de investigação de acidentes, um chefe de equipa de investigação, um investigador, um apoio técnico/administrativo, sendo segundo o governo suficiente para cumprir com a missão e prevenir acidentes no transporte marítimo.
A resposta do Ministério garante ainda que em 2016 foram iniciadas e concluídas investigações, com todos os casos a decorrerem dentro dos prazos legais.
Ao todo, no último ano foram reportados 230 acidentes, dos quais cerca de 20 classificados como muito graves.
Fonte: TSF

Subida do nível do mar poderá ser mais rápida

O aumento do nível do mar até ao final do século poderá ser mais rápido do que o previsto, adverte a agência Oceânica norte-americana, alertando para um risco acrescido de inundações devastadoras.


O aumento do nível do mar até ao final do século poderá ser mais rápido do que o previsto, adverte a agência Oceânica norte-americana, alertando para um risco acrescido de inundações devastadoras se acontecer um cenário extremo.
Tendo em conta os últimos estudos e observações, nomeadamente sobre o gelo da Antártida e a sua instabilidade, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) considera “plausível” um aumento do nível das águas “de 2 a 2,7 metros até 2100”.
Os autores do relatório da NOAA recomendam “rever em alta o cenário extremo da subida do nível médio do mar de 2,5 metros até 2100” previsto num relatório publicado em 2014.
Robert Kopp, professor na Universidade Rutgers, precisou em declarações à agência France Presse que uma subida daquela amplitude poderá acontecer com “o pior cenário em termos de emissões de gases com efeitos de estufa”.
Ou seja, se nada for feito para os reduzir, o que poderá levar a um aumento das temperaturas de três a cinco graus Celsius em relação à era pré-industrial.
Os especialistas também reviram em alta a estimativa da subida mínima do nível do mar, de 0,1 a 0,3 metros até ao final do século, após terem analisado dados sobre a amplitude das marés e variações na altura em relação ao nível médio das águas do mar medidas por satélites durante 25 anos.
O relatório visa sobretudo determinar os possíveis riscos de inundação das zonas costeiras norte-americanas e ajudar as autoridades a prepararem-se.
Fonte: Observador

Detectada mancha de poluição com 126 hectares


A Força Aérea portuguesa informou em comunicado, que foi descoberta uma nova mancha de poluição no mar, entre Portugal e Espanha, provocada pela lavagem de tanques de um navio petroleiro.
A mancha de poluição tem a extensão de 126 campos de futebol e foi detectada a noroeste da costa continental portuguesa, apesar de se situar sobretudo em águas espanholas. O porta-voz da Força Aérea, o coronel Rui Roque, explicou que ainda não são conhecidos os componentes da mancha de poluição mas que não há risco da mancha atingir as zonas costeiras dos dois países. A mancha parece deslocar-se cada vez mais para norte (Espanha), devido às correntes marítimas.
A Força Aérea e a Marinha portuguesas receberam o alerta no início do ano passado e enviaram uma aeronave — equipada com sensores para a detecção e avaliação de poluição marítima — até ao local para avaliar a mancha de poluição.
O Centro de Reconhecimento e Vigilância e Informações da Força Aérea recebeu, no dia 23 de Janeiro de 2017 um reporte da European Maritime Safety Agency sobre uma potencial mancha de poluição localizada na zona Norte de Portugal.
A Força Aérea confirma que a mancha foi provocada “por derrame de combustível” mas ainda não conseguiu detectar a origem da mancha. A TSF avança que análises feitas pela Marinha concluíram tratar-se de um hidrocarboneto pouco denso, provavelmente, causado pela lavagem de tanques de um navio petroleiro.
Em declarações à Rádio Renascença, o comandante Pedro Coelho Dias da Marinha disse que a mancha, entretanto, já se terá dissipado e que pode ter sido provocada por uma descarga extensa e autorizada de combustível.
Este tipo de ocorrências são relativamente comuns. Este mês uma mancha de espuma branca e amarelada — constituída por óleo de palma — foi detectada na costa da Ria Formosa, no Algarve. A capitania do Porto de Olhão investigou o caso mas não descobriu os responsáveis nem se o despejo foi propositado ou acidental.
No passado mês de Outubro de 2016, ocorreu um derrame de óleo combustível que poluiu o estuário do rio Sado e um areal com 800 metros de extensão. A Polícia Marítima investigou o incidente e atribuiu culpas à “The Navigator Company”, empresa de fabrico e comercialização de papel.
Fonte: Observador

Morreu o oceanógrafo Mário Ruivo


O Biólogo e especialista em oceanografia Mário Ruivo morreu aos 89 anos. Biólogo formado pela Universidade de Lisboa, Mário Ruivo especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne. Considerado um cientista e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal. Mário Ruivo foi presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. Entre 1995 e 1998 foi coordenador da comissão mundial independente para os oceanos e ainda conselheiro científico da Expo'98. Entre outros cargos foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1974-75, secretário de Estado das Pescas, Director-geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (1974-1979). Foi agraciado com vários galardões, como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil), Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada (Portugal) ou Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A globalização do peixe


Os ovos vêm da Noruega, o salmão cresce na Escócia, será defumado na Polónia ou cortado em filetes na China. Selvagem ou de cativeiro, o peixe globalizou-se como nunca devido a uma concentração inédita da indústria pesqueira e de uma explosão da aquicultura.
No site chinês de comércio electrónico Alibaba, com apenas alguns cliques pode-se comprar três toneladas de filetes de cavala norueguesa enviada do porto de Qingdao (leste da China). A entregá estará disponível em 45 dias.
A China e os cargueiros frigoríficos gigantes desempenham um papel fundamental nesta industrialização mundial do peixe. Primeiro exportador de produtos pesqueiros e primeiro produtor de peixes de cativeiro do mundo, o país é também um grande importador.
“Há, efectivamente, uma quantidade significativa de peixes congelados enviados à China unicamente para o corte de filetes, para o que se aumenta a sua temperatura, sem chegar à descongelação total”, disse à AFP uma fonte do sindicato de importadores e exportadores de produtos congelados de um dos 28 países da União Europeia.
“Principalmente para produtos de apelo que são em grande quantidade e que fazem baixar os preços”, acrescentou, pedindo anonimato.
A prática ajudou a transformar as províncias costeiras chinesas de Liaoning e Shandong em centros globais de processamento de peixes.
“Uma loucura”
Na Grã-Bretanha, Don Stainford, Director da Aliança Global contra a Aquicultura Industrial, não esconde a sua indignação ante a guinada taylorista do planeta – uma “loucura”, segundo ele.
“Os criadouros escoceses importam os seus ovos da Noruega, a alimentação dos salmões vem do Chile, o salmão é defumado na Polónia, pois é mais barato”, disse, em entrevista por telefone desde Paris.
Os consumidores “não percebem que o salmão barato tem um custo social e ambiental muito grande”, apontou, criticando a hipocrisia da indústria salmoneira escocesa, dominada por gigantes noruegueses, particularmente a Marine Harvest.
Mas as doenças resistentes aos antibióticos ou os parasitas presentes nos peixes obrigam a matanças em massa tendem a fazer subir os preços do salmão no mundo.
O Chile, segundo produtor mundial atrás da Noruega, também se viu afectado no início de 2016 pela acção de uma microalga que implicou uma forte mortalidade, reduzindo suas perspectivas de produção em 30%.
O potencial de desenvolvimento continua sendo, ainda assim, enorme. Segundo uma previsão do gabinete americano Allied Market Research, publicada a quinta-feira, o mercado mundial da aquicultura deveria atingir 242 biliões de dólares em 2022, em comparação aos 169 biliões de 2015.
A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Banco Mundial prevêem que em 2030 dois terços dos produtos do mar em nossos pratos procederão de granjas aquícolas, que “desenvolvem suas capacidades de produção a toda velocidade”, segundo a OCDE.
Menos pescadores, mais aquicultores
O ano de 2014 foi decisivo. Nesse ano, a pesca marítima mundial só aumentou em 81,5 milhões de toneladas de peixes em suas redes, contra os 86,4 milhões que alcançou em seu máximo histórico em 1996, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). E o planeta perdeu 1,5 milhão de pescadores.
Além disso, pela primeira vez, as pessoas consumiram mais peixes de cativeiro do que selvagens pescados em mares ou rios.
Em relação ao emprego, a pesca e a aquicultura supõem uma fonte de renda e de subsistência para 56,6 milhões de pessoas no planeta.
Estes dados traduzem a evolução do sector: a parte dos funcionários na pesca de captura diminuiu, passando de 83% em 1990 a 67% em 2014, enquanto que a dos trabalhadores na aquicultura aumentou, de 17% para 33%.
Tanto para os profissionais quanto para os defensores do meio ambiente, a sobrepesca industrial é um dos principais motores deste fenômeno. A escassez de peixes selvagens leva a uma concentração das grandes multinacionais da pesca.
“Estamos assistindo a um fenómeno inédito de compra e de concentração do sector na Europa e no mundo”, afirmou à AFP François Chartier, especialista em economia do mar para a ONG Greenpeace.
“Na França, para a pesca do atum, dois dos três últimos armadores especializados acabam de ser comprados por grupos holandeses”, afirmou.
O mesmo acontece em relação ao processamento. Petit Navire, o líder do atum enlatado na França – o peixe mais consumido no país – foi adquirido em 2010 pelo número 3 mundial do peixe enlatado, o tailandês Thai Union Frozen Products.
Fonte: Isto é

Surf nocturno? Sim, no Cabedelo, já no próximo ano.



Na Figueira da Foz está a nascer a primeira e, até ver, única praia com iluminação artificial, preparada para permitir surf nocturno.

A partir do próximo ano, a praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, onde, ainda antes de Peniche, se realizava o circuito mundial do Surf, vai estar preparada para a prática nocturna da modalidade.
Toda a zona costeira, na margem esquerda da foz do Mondego vai ser intervencionada e, no paredão, que entra mar adentro serão colocadas quatro torres de iluminação. O surf nocturno passa a ser possível numa área equivalente a um campo de futebol.
"Desde sempre que nos deparámos com o problema do surf acabar quando o sol se põe, e deparámo-nos com a ideia de prolongar o surf pela noite dentro", denota Eurico Gonçalves, surfista e professor de surf, que assegura ainda que para surfar a onda, noturna, vão chegar mais amantes da modalidade. E, sendo à noite, e dependendo o surf da luz, há cuidados extra. "À noite é sempre mais complicado, mas o projecto vai ser bem executado e teremos aqui luz para praticar o surf na plenitude", explica.
O Cabedelo vai ser o único local da Europa onde será possível surfar durante a noite.
O escritor Gonçalo Cadilhe partilha a vida entre os livros, as viagens e o surf. É o rosto mais conhecido do movimento pelo surf nocturno na Figueira da Foz. Dá a cara e a voz pelo movimento. "Não podemos esquecer que o surf não é um desporto para ver no sofá a olhar para a televisão, mas sim para os praticantes virem para o mar limpar a alma e oxigenar".
Quanto ao surfar durante a noite, depende, "se estiver o frio que está hoje nem pensar", garante. Mas, haverá dias de noites quentes ou amenas e aí, "claro que sim, nem que seja pela prática de surf nocturno num dos poucos sítios do mundo onde é possível fazê-lo durante a noite".
O arquitecto surfista, Miguel Figueira, é quem dá as explicações técnicas, porque é quem está na crista da onda do projecto de iluminação. "Aqui a onda principal corre para a direita e como ficamos com os postes à esquerda o surfista nunca fica encadeado com a luz".
Miguel Figueira lembra que, mais importante do que surfar durante a noite, é que a iniciativa vai permitir manter a Figueira da Foz ligada ao surf. "Concorre para a preservação das ondas. Este projecto nasce em 2010 perante a ameaça das obras do porto comercial. Andávamos à procura de acções que permitissem preservar a onda. Esta, de todas as propostas, é aquela que, com menor investimento, dá maior visibilidade ao local".
A ideia do surf noturno foi levada ao orçamento participativo da Câmara da Figueira da Foz. A autarquia foi na onda. Em 2018, a praia do cabedelo terá surfistas durante a noite.
A autarquia vai investir cerca de dois milhões de euros na requalificação da praia do Cabedelo. 50 mil euros são destinados a iluminar as ondas e à prática do surf nocturno.
A proposta da iluminação da praia do Cabedelo surgiu da Associação Pró-Surf. A Câmara Municipal da Figueira da Foz mostrou-se receptiva a incluir a iluminação no projecto de requalificação da zona, que no total vai custar dois milhões de euros, financiados por fundos Europeus.
Fonte: TSF

PSA International cresceu 5,5%

A PSA International movimentou 67,6 milhões de TEU em 2016, mais 5,5% do que no ano anterior. O crescimento foi suportado exclusivamente pelos mercados internacionais.


De facto, a movimentação de contentores no terminal de Singapura estagnou (-0,1%), tendo fechado o ano passado com 30,59 milhões de TEU. Já nos terminais internacionais, os 37 milhões de TEU registados pela PSA representaram uma subida de 10,6% em relação a 2015.

A companhia não detalhou a performance dos seus cerca de 40 terminais, em 16 países, um pouco por todo o mundo.

“2016 foi outro ano difícil para o sector marítimo-portuário. Tivemos de lidar com um comércio mundial escasso, uma procura débil do transporte por contentor, uma sobrecapacidade de oferta e baixos preços médios dos fretes”, lembrou, citado pela assessoria de imprensa, o CEO da PSA International.

Sobre 2017,  Tan Chong Meng admitiu que a conjuntura se manterá “difícil” para o sector. E alertou para as mudanças que ocorrerão, em resultado da convergência da fraca procura, do desenvolvimento tecnológico e das novas necessidades dos clientes, aliada à rápida consolidação do sector do transporte marítimo.

A PSA International controla o Terminal XXI de Sines. Os números finais de 2016 ainda não são conhecidos mas é seguro que o terminal cresceu a dois dígitos.

Fonte: T e N

Surfista é salvo após 16 horas à deriva no Oceano Pacífico.


Um surfista passou por horas de apuros no Oceano Pacífico na última sexta-feira, em Sydney, na Austrália. Um japonês, cujo nome não foi revelado, agarrou-se a sua prancha e tentou remar por seis horas até que perdeu as forças e ficou flutuando afastado da costa por mais dez horas. As informações são do portal “Daily Mirror”, do Reino Unido.
A princípio, o banhista estava a 6km da costa, mas foi levado a mais de 80km da Bulli Beach, no sul de Sydney. O homem decidiu flutuar sobre sua prancha até que encontrou ajuda. um navio o encontrou na sexta-feira pela manhã porque a tripulação o viu no meio do Pacífico.

Segundo o homem, grandes ondas o afastaram da costa. A polícia afirma que o japonês, de 37 anos, recebeu comida e roupa seca depois de capturá-lo no mar. Mesmo assim, o porta-voz da polícia contou que o homem estava aparentemente tranquilo após correr risco de morte.
“A maioria das pessoas que se desespera nessa situação morre”, disse ele. “Nós não podíamos acreditar. Ele estava lá fora numa prancha de surfe, onde passou toda a noite. A única coisa que podia mantêlo vivo era a prancha. Outro fator de sorte foi que as águas do oceano estão relativamente quentes: com a temperatura a 21 graus”.
Após receber atendimento médico, o surfista teve alta do hospital, sem ferimentos.

Fonte: Globo


Português descobre primeiro réptil marinho do Atlântico


O paleontólogo Octávio Mateus, único português em expedições paleontológicas à Gronelândia, anunciou este sábado a descoberta de fósseis de plesiossauro, um réptil marinho que testemunha a primeira incursão no mar durante abertura do Atlântico há 200 milhões de anos.
O anúncio este mês num congresso científico pelos investigadores Jesper Milan, Octávio Mateus, Lars Clemmensen e Marco Marzola, validou a descoberta do “plesiossauro mais antigo da Gronelândia, com cerca de 200 milhões de anos, e dos primeiros animais marinhos a explorar aquela zona” no início da separação dos continentes europeu e norte-americano, que resultou na abertura do Oceano Atlântico, afirmou à agência Lusa o português.
O Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Museu da Lourinhã, que em 2012 e já este ano integrou expedições internacionais à Gronelândia, explicou que os cientistas tinham escavado apenas animais de “ambientes terrestres” do Triásico, com 220 milhões de anos, como anfíbios, dinossauros e fitossauros, répteis semelhantes a crocodilos.
“Em camadas um pouco mais acima, portanto mais recentes, do Jurássico Inferior, encontrámos três ossinhos [vértebras e costelas] que são de um plesiossauro, que é um animal marinho, logo é um dos primeiros vertebrados marinhos ligados à abertura do Atlântico e testemunha uma mudança ligada à abertura do Atlântico”, descreveu.
Pela escassez do material fóssil, os cientistas não conseguem identificar o género e a espécie de plesiossauro.
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No último verão, os quatro investigadores escavaram vestígios de fitossauros na Gronelândia de uma espécie ainda por determinar.
Além disso, poderá trazer novas explicações para a paleogeografia. “Se for mais aparentado a uma espécie europeia, quer dizer que do ponto de vista paleogeográfico aquela zona da Gronelândia tinha conexões terrestres com a Europa. Se for mais aparentado a espécies norte-americanas, mostra o contrário” apontou o especialista, esclarecendo que “a maioria da fauna daquela região tem uma afinidade europeia maior, o que é estranho, porque do ponto de vista geológico a Gronelândia pertence ao continente americano”.
“Todo aquele território está por explorar. É uma oportunidade para os paleontólogos descobrirem material novo”, disse Octávio Mateus.
Sendo um local inóspito e polar, os paleontólogos são transportados de helicóptero para as expedições e têm de levar tendas para pernoitar, mantimentos alimentares e foram ensinados a manusear armas para lidar com possíveis encontros com ursos polares.
Os achados escavados na última expedição científica acabam de chegar ao laboratório do Museu da Lourinhã para serem preparados e estudados e seguirem depois para exposição num museu dinamarquês, o Geocenter Moensklint.
“É uma forma de dar continuidade a um trabalho de relacionamento com instituições de vários países com projectos e materiais que vieram de outras parte do globo, desde Moçambique, Angola e Estados Unidos da América”, afirmou Lubélia Gonçalves, presidente da direcção do Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã, associação que gere o museu.
Trata-se da maior colecção estrangeira recebida pelo Museu da Lourinhã.
Texto: Lusa (FYC)
Edição: Francisco Marques

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Já nasceu o primeiro museu aquático da Europa

O escultor britânico Jason Taylor deCaires criou o primeiro museu aquático da Europa, em Lanzarote. Para além de promover a economia, o projecto vai ajudar a vida submarina. 
Nasceu o primeiro museu aquático da Europa, em Lanzarote, pelas mãos do escultor britânico Jason Taylor deCaires. O projecto consiste em 12 instalações e mais de 200 figuras humanas moldadas em tamanho real, instaladas de 12 a 14 metros debaixo de água. O objectivo da ideia é promover a consciência ambiental e provocar uma mudança social. As esculturas têm, ainda, uma função muito importante: vão servir de recife artificial e promover a vida marinha. Vai também promover a economia do país, nomeadamente pela atracção turística de mergulho.
Depois das estátuas criadas, surge a instalação: uma equipa de mergulho e os próprios residentes locais, ou até visitantes, envolveram-se na instalação das estátuas no meio do oceano.








Sines garante recorde de cargas nos portos do Continente

Nos primeiros 11 meses do ano findo, o movimento de cargas nos portos do Continente cresceu 4,1% em termos homólogos até ao recorde de 85,4 milhões de toneladas, anunciou a AMT. Sines garantiu 46,8 milhões de toneladas. Além do porto algarvio só a Figueira da Foz cresceu.

Um recorde é um recorde, e assim sendo pode dizer-se, sem receio de desmentidos, que nunca os portos nacionais movimentaram tantas cargas. Mas a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, que dá a boa noticia, também alerta para os “limites” desse recorde. Desde logo, porque o recorde é (quase) exclusivo de Sines, com um crescimento homólogo de 16,1% e uma quota de mercado que já vai nos 54,8% (mais 5,5 pontos percentuais que no inicio de 2016).
Mas também, sublinha a AMT, porque mesmo os números de Sines são muito alavancados pelo tráfego de contentores de transhipment (que valem quase 80% dos movimentos no Terminal XXI) e tiveram a “ajuda” da inoperância da monobóia de Leixões (entre Março e Outubro), que desviou os maiores petroleiros para o porto alentejano, “que realizou a descarga e posterior carga de cerca de 1,7 milhões de toneladas”.  Verdade seja, na inversa, Sines sofreu com a quebra da movimentação de carvão, por exemplo.
Certo é que Sines acumulou, no final de Novembro, 46,8 milhões de toneladas. E que a Figueira da Foz avançou 2,9% até aos 1,9 milhões de toneladas.
Todos os demais portos perderam cargas nos primeiros 11 meses do ano face ao período homólogo de 2015: 3,7% Leixões (para 16,6 milhões de toneladas), 15,3% Lisboa (para 9,1 milhões de toneladas), 5,7% Setúbal e Aveiro (para 6,4 e 4,1 milhões de toneladas, respectivamente), 12,7% Viana do Castelo (para 354 mil toneladas), 5,1% Faro (para 152 mil toneladas).

Contentores e petróleo bruto

A carga contentorizada e o petróleo bruto foram os tipos de mercadorias que mais cresceram no período em análise. A primeira cresceu 12,1% e chegou aos 29,7 milhões de toneladas. A segunda disparou 25,4% e atingiu os 15,9 milhões de toneladas.
Com o contributo dos contentores, a carga geral cresceu 6% entre Janeiro e Novembro e atingiu os 36,5 milhões de toneladas. Do mesmo modo, os granéis líquidos avançaram 7,7% e contaram 32,3 milhões de toneladas.
Na inversa, os granéis sólidos recuaram 5,6% para os 16,6 milhões de toneladas, penalizados, nomeadamente, pelas descargas de carvão, menos necessário para a produção de energia eléctrica face ao desempenho das fontes de energia mais “limpas”.
Fonte: T e N

Milhares de "Ovos Kinder" deram à costa na Alemanha


Milhares de brindes do "Ovo Kinder" deram à costa numa ilha alemã. Não se sabe como ou porquê, apenas que aconteceu e que se transformou num evento pascal fora de época.
A Polícia alemã informou no Twitter, que a praia da Ilha de Langeoog, na Alemanha, tinha sido invadida por milhares de "ovos de plástico".



De acordo com a imprensa alemã, as cápsulas continham brinquedos e ocuparam vários quilómetros do areal.
Apesar de o chocolate não estar presente, os objetos são brindes do "Ovo Kinder" e as autoridades denominaram o acontecimento, num comunicado de imprensa, como "Páscoa em Langeoog".
A polícia afirmou à Comunicação Social que os "ovos" contêm inscrições russas no interior e que devem ter caído de um barco durante uma tempestade na altura do Natal.
Uwe Garrel, presidente de Langeoog, organizou a recolha das cápsulas, com o objetivo de impedir que estas chegassem ao mar e representassem um risco para a vida animal.
Garrel decidiu ainda permitir que as crianças do jardim-de-infância local recolhessem os ovos que quisessem.
Os adultos e as crianças foram para a praia com o objetivo de conseguir recolher parte do que se transformou numa prenda de Páscoa antecipada.


Fonte: JN

Mancha que atingiu mar do Algarve já foi limpa


A remoção dos resíduos envolveu mais de 500 pessoas, muitas delas voluntárias.
Terminou hoje a operação Mar Limpo, que retirou do mar do Algarve cerca de 90 toneladas de óleo vegetal no estado sólido.
Os trabalhos de remoção da substância poluente começaram dia 5, depois de ter sido avistada uma mancha de vinte quilómetros que atingia as praias das ilhas da Armona, Culatra e Deserta.
Face à grande quantidade e uma vez que se encontravam afectadas as áreas de duas capitanias, foi activado o Plano Mar Limpo, que prevê o envolvimento de elementos da Marinha e da Autoridade Marítima de todo o Algarve. 
A remoção dos resíduos envolveu mais de 500 pessoas, muitas delas voluntárias.
A capitania do Porto de Olhão já deu início a uma investigação para encontrar os responsáveis pelo despejo destes resíduos no mar. Entre as hipóteses de investigação está a possibilidade de ter havido um despejo por um navio que tenha passado ao largo da costa algarvia.
Fonte: Ionline

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vela: Coville arrasa o recorde da volta ao mundo em solitário


Thomas Coville, o skipper do Sodebo Ultim', cruzou neste domingo, às 16h57, ao largo de Ouessant (Bretanha), a "linha de chegada" da volta ao mundo em vela em solitário, totalizando uma jornada de 49 dias, 3h07m38s e pulverizando o anterior máximo, que vigorava desde 2008 e tinha sido alcançado por Francis Joyon.

O velejador francês, que partiu de Brest a 6 de Novembro, ultrapassou a linha virtual de chegada com oito dias de avanço sobre o recorde anterior (57 dias, 13h34m06s). Pode dizer-se que, para Coville, à quinta foi de vez, já que em duas das quatro tentativas anteriores abandonou (2008 e 2014) e nas restantes falhou o recorde (2009 e 2011).

Depois do canadiano Joshua Slocrum, em 1895, foram vários os "aventureiros" que aceitaram o desafio de tentar uma volta ao mundo à vela, mas a verdade é que o percurso acabou por ser feito em diferentes registos: houve velejadores em solitário mas com escala, voltas ao mundo sem escala mas com tripulação e viagens em solitário e sem escala em monocascos. No caso de Coville, estamos a falar de uma "empreitada" feita num multicasco, um maxi trimarã.

A proeza de Thomas Coville afasta do topo da lista a façanha de Joyon, que pode continuar, porém, a vangloriar-se de ter sido o primeiro a baixar da barreira dos 80 dias, em 2004, fixando também o primeiro tempo de referência em solitário, sem escala, a bordo de um multicasco (72 dias, 22h54m22s). Um ano mais tarde, seria a britânica Ellen MacArthur, aos comandos do B&Q Castorama, a elevar a fasquia, baixando para 71 dias, 14h18m00s, para se ver novamente ultrapassada por Francis Joyon, que desde 2008 não encontrava um "adversário" à altura.
Esse rival chegou em pleno dia de Natal de 2016, na pele de um compatriota que não conteve as lágrimas quando viu o Falcon 50 da Marinha francesa aproximar-se da embarcação quando se preparava para pôr fim à aventura: "É genial. Obrigado, rapazes, por esta super-prenda. Estou muito emocionado por poder ver-vos", comentou, de acordo com o jornal Le Figaro
Não é caso para menos. De acordo com o canal France 24, o velejador de 48 anos raramente cumpriu períodos de sono de mais de 30 minutos consecutivos, para acautelar todas as ameaças e eventualidades, combinando-se na reacção deste domingo à tarde um misto de contentamento e alívio. Para segunda-feira, a equipa Sodebo tem planeada uma festa à altura das circunstâncias, a ter lugar no porto de Brest. Afinal de contas, não é todos os dias que se “dobra” o planeta a esta velocidade.

Fonte: Público