sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Misterioso ‘tubarão fantasma’ é filmado pela primeira vez


As imagens inéditas de um tubarão-fantasma, filmadas a grande profundidade, estão a entusiasmar cientistas e não só, ajudando a desvendar um pouco do véu em torno desta estranha criatura marinha.
Estas primeiras filmagens inéditas deste animal vivo e no seu habitat natural, no Oceano Pacífico, nas águas entre a Califórnia e o Hawai, foram captadas em 2009 mas só agora foram divulgadas, depois de se concluir que se trata mesmo de um tubarão-fantasma.
Esta estranha criatura, que foi descrita pela primeira vez em 2002 e que é conhecida como quimera, tubarão-fantasma, peixe-rato ou ainda “coelho de água”, foi captada pelo Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI na sigla original em inglês), na Califórnia, EUA, através de um aparelho subaquático controlado remotamente.
Foi filmado a uma profundidade de mais de dois mil metros e as dúvidas que surgiram sobre se seria um novo tipo de tubarão-fantasma só agora foram desfeitas, após uma elaborada investigação que foi publicada no jornal científico Marine Biodiversity Records.
Os cientistas concluíram que se trata de um Hydrolagus trolli, um quimera de nariz pontiagudo e com um órgão sexual retráctil na cabeça, conforme reporta a revista The National Geographic, que dá especial destaque à pesquisa.

Lisboa, Sines e Leixões concentram investimentos portuários

Dos 2,5 mil milhões de euros de investimentos previstos na Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária para os próximos dez anos (2016-2026), mais de 2,3 mil milhões concentram-se nos três principais portos. Só Sines poderá captar 1 140 milhões.


O aumento da capacidade de movimentação de contentores é a primeira aposta estratégica do Executivo para o sector. Para Leixões prevê-se a expansão do Terminal de Contentores Sul e a construção do terminal com fundos de -14 metros; em Lisboa avançará o terminal de contentores do Barreiro e o “aumento de eficiência do terminal de Alcântara”, e em Sines far-se-á a terceira fase de expansão do Terminal XXI e será lançado o novo Terminal Vasco da Gama (aliás, os números avançados contemplam até 470 milhões de euros para a segunda fase  desse empreendimento).
Nota-se neste rol a ausência de Setúbal, que nos últimos tratou de se afirmar como uma alternativa mais barata à expansão da capacidade de Lisboa. Ao que parece, sem sucesso.
Ainda no relativo a novos terminais, ou à melhoria dos existentes, a Estratégia ontem apresentada contempla o aumento da eficiência do terminal de granéis sólidos e alimentares de Leixões, a construção do terminal intermodal na ZALI de Aveiro e a implementação da operacionalidade do terminal de granéis líquidos no mesmo porto.
Envolvendo menos recursos mas com impacte directo na melhoria das operações portuárias e no aumento da movimentação de carga, serão melhoradas as acessibilidades marítimas em Viana do Castelo, Figueira da da Foz, Setúbal e Portimão, e as condições de navegabilidade no Douro e no Tejo (até Castanheira do Ribatejo).
A generalização da JUP III/JUL e da FUP e a modernização do sistema VTS são outras medidas.
Dos 2,5 mil milhões de euros de investimentos previstos, Sines receberá então 1140 milhões, Lisboa 746 milhões, Leixões 429,5 milhões, Figueira da Foz 36,1 milhões, Setúbal 25,2 milhões, Viana do Castelo 24,5 milhões, Aveiro 24 milhões e Portimão 17,5 milhões.
Os privados deverão garantir 83% do montante global, o Estado entrará com 11% e os fundos comunitários com 6% apenas (desde logo, Bruxelas não se dispõe a financiar a construção de terminais).
Com tantos investimentos, o Governo projecta um aumento de empregos (cerca de 12 mil), um aumento do volume de negócios do sector e um aumento da carga movimentada.
Neste particular, o maior crescimento deverá acontecer em Sines, que se espera mais do que duplique os números actuais com um ganho de 56,9 milhões de toneladas. Para Leixões projectam-se mais 8,2 milhões de toneladas (+44%), para Lisboa 5,6 milhões de toneladas (+49%), para Setúbal 4,5 milhões de toneladas (+60%), para Aveiro 1,2 milhões de toneladas (+26%) e para a Figueira da Foz 933 mil toneladas (+47%).
Fonte: T e N

Cruzeiros em Lisboa crescem 2% até Novembro

A quebra na actividade verificada em Novembro não deverá colocar em causa o objectivo de crescimento de 2% do negócios de cruzeiros no porto de Lisboa este ano.


Em Novembro, o porto da capital contabilizou 31 escalas de cruzeiros (menos 9% em termos homólogos) e 453 881 passageiros (menos 8%).
Todavia, no acumulado dos 11 meses de 2017, o resultado manteve-se positivo nos 2%, com 298 escalas e cerca de 499 mil passageiros.
Para o final do ano, a previsão da administração portuária de Lisboa é de 311 escalas e cerca de 520 mil passageiros, o que representará um ganho de 2% face ao realizado em 2015.
Fonte: T e N

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

E se no futuro tivéssemos baterias de água do mar?

As baterias são o que faz actualmente o mundo da tecnologia girar. Igualmente, os seus problemas quer de performance quer de sustentabilidade podem atrasar o desenvolvimento tecnológico.

Assim, as baterias que dominam o mundo são as com o núcleo de iões de lítio o que traz diversos problemas. Entre os vários, os mais fáceis de identificar são o preço do lítio que está a aumentar de forma rápida e a pegada ambiental que é difícil de apagar do planeta. Então, os cientistas da UNIST lançaram uma alternativa surpreendente. E se houvesse uma nova bateria que é produzida a partir de água do mar?

Das baterias de iões de lítio até às baterias de água do mar

As baterias de iões de lítio até podem ajudar a humanidade a largar a dependências dos combustíveis fósseis, é verdade, e os projectos que apareceram nos últimos anos, como foi o caso dos vários apresentados pela Tesla, são prova que a humanidade está carente destas alternativas. Contudo, essa procura está a fazer o preço do lítio disparar arrastando toda a gama de produtos dependentes igualmente para um campo perigoso.
Existe já uma forte preocupação ambiental que questiona a forma como o lítio é extraído. Estas preocupações, associadas também a uma performance que demora a ser considerada satisfatória, está a colocar em causa esta tecnologia e a dar espaço a que outras possam ser “a bateria perfeita”.
Para tentar solucionar este problemas, nove cientistas formaram o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (UNIST) em Ulsan, Coreia do Sul. O seu projecto é tornar a água do mar na solução disponível para esta substituição.

Mas então como é que vai funcionar?


O dispositivo que foi projectado é basicamente uma bateria de sódio-ar ou oxigénio de sódio. Estas baterias podem ter um custo mais elevado que as normais de iões de lítio, mas ainda não estão prontas para a comercialização.
Inicialmente, o objectivo era encontrar uma solução para usar a água do mar como núcleo das novas baterias. Ao que parece, essa solução está descoberta. A água do mar é um excelente católito, que é basicamente a combinação de um cátodo e de um electrólito. Num artigo publicado na revista “Applied Materials e Interfaces“, segundo os cientistas, “Um fluxo constante de água do mar para dentro e para fora da bateria fornece os iões de sódio e água, dinâmica responsável ​​pela produção de uma carga.”
Esta não é a primeira vez que se avança com os iões de sódio como alternativa aos iões de lítio. Já em 2015, uma equipa de investigadores franceses do CNRS, Le Centre national de la recherche scientifique e a equipa da CEA, Comissão de Energia Atómica e Energias Alternativas, anunciaram num artigo que estavam a produzir em colaboração com o RS2E, Research Network on Electrochemical Energy Storage, um protótipo de uma bateria de iões de sódio. Esta bateria consegue armazenar energia na mesma quantidade e no mesmo formato padrão da indústria das baterias de iões de lítio. São, contudo, ligeiramente mais largas que as tradicionais baterias AA—18 mm x 65 mm.

Muito o que aperfeiçoar mas muita esperança depositada

A nova bateria de água do mar pode ser comparada com a bateria de Li-Ion mais convencional, através da medição da tensão de descarga. A tensão média de descarga para a bateria de água do mar foi de cerca de 2,7 volts, enquanto a tensão para a bateria de iões de lítio foi de 3,6 a 4 volts. Os cientistas ainda têm muito trabalho a fazer para maximizar a tensão na bateria de água do mar, mas se conseguirem isso, o futuro será visto com outros olhos.
Fonte: Pplware

Um monstro do mar? Uma cápsula do tempo?

Será um monstro do mar ou uma cápsula do tempo? O debate está instalado. Este objecto estranho deu à costa na praia de Muriwai, em Auckland, e foi descoberto por uma residente.



Uma cápsula do tempo? Um monstro do mar? Uma baleia? Um extraterrestre? As opiniões dividem-se nas redes sociais perante o objecto estranho que apareceu numa praia da Nova Zelândia após o forte sismo de 14 de Novembro e a polémica instala-se.
Este objecto gigante e cheio de crustáceos deu à costa na praia de Muriwai, em Auckland, e foi descoberto por Melissa Doubleday, uma residente que se encontrava a passear na zona.
Fotos deste estranho fenómeno foram publicadas no Facebook, por Melissa e foi aí que foi lançada a discórdia. Entre palpites, especulações e debates sobre o que poderia ser este objecto, ninguém ainda assumiu do que se tratava.
O Dailymail conta que há quem pense estar perante uma canoa dos maori – povo nativo da Nova Zelândia -, mas especialistas acreditam ser apenas um pedaço de madeira que rapidamente ficou coberto de crustáceos.
Este objecto deu à costa devido ao impacto do terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter, registado a 14 de Novembro, que terá movimentado o que estava no fundo do mar. O sismo fez com que toda a costa da Nova Zelândia se levantasse entre 1 e 3 metros acima do solo, o que fez com que as rochas e as espécies ficassem expostas acima do nível da água do mar.
A ‘criatura’ misteriosa  já é apelidada de ‘Monstro de Muriwai’.
Fonte: Observador

Bactéria do fundo do mar destrói células cancerígenas do cancro da próstata

Os resultados são surpreendentes, até para os médicos. Há uma bactéria que "destrói" as células cancerígenas do cancro da próstata nos estados iniciais sem danificar as boas.


Há uma nova esperança no tratamento do cancro da próstata e vem do fundo do mar. Os primeiros testes, realizados em 413 doentes, são promissores. A nova droga, que é administrada como uma injecção normal, contém uma bactéria foto-sensível encontrada no fundo do mar que, já na corrente sanguínea, é “acordada” por um laser e começa a destruir células cancerígenas sem, no entanto, danificar tecido saudável.
“Os resultados são excelentes para homens com cancros na próstata em estágios iniciais, oferecendo um tratamento que mata as células cancerígenas sem danificar o órgão em si ou obrigar à sua remoção. É um enorme passo da ciência”, disse Mark Emberton, o urologista da University College London, que liderou os testes.
O tratamento, que se chama qualquer coisa como “terapia foto-dinâmica intra-venosa” ou VTP, em inglês, foi desenvolvida numa parceria entre os cientistas do Weizmann Institute of Science, em Israel, e a STEBA Biotech.
A droga, abreviada para WST11, é constituída por uma bactéria que se aloja no fundo do oceano e que, para conseguir sobreviver no escuro, evoluiu até conseguir transformar a pouca luz em energia. Os médicos estão bastante optimistas porque as terapias mais agressivas contra este cancro podem provocar disfunção eréctil e incontinência, o que pode ser evitado com este tratamento.
O tratamento está agora a ser analisado pelas agências europeias mas deverá levar ainda alguns anos até ser aprovada para uso hospitalar.
Fonte: Observador

Jamie Mirchell venceu o Nazaré Challenge


O australiano Jamie Mitchell é o vencedor do Nazaré Challenge 2016, evento da WSL que decorreu na Praia do Norte.
“É um local muito especial”, salientou o surfista. O big rider expressou a sua admiração pela terra e pela população. Sobre o dia disse que “foi incrível, e desafiante”, com um “mar muito imprevisível”. “Alcancei um grande resultado usando o meu conhecimento sobre este mar”, sublinhou.
A Nazaré acolheu a primeira prova europeia de surf de ondas grandes. O Nazaré Challenge 2016, que se realizou pela primeira vez em Portugal, contou com os melhores surfistas mundiais de ondas grandes, cumprindo a missão da World Surf League (WSL) juntar os melhores surfistas às melhores ondas.
O presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Walter Chicharro, declarou a sua grande felicidade pelo acolhimento de um evento internacional. “Ter uma grande competição internacional na Nazaré, preferencialmente, com a chancela da WSL, sempre foi um objectivo.”

Portos: António Costa diz que pode existir mais crescimento.


António Costa e a sua Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, estiveram presentes no edifício principal da PSA Sines, onde falaram sobre a “Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária”. António Costa falou do potencial de crescimento da actividade portuária devido ao contexto favorável do comércio internacional por via marítima, devido não só ao facto de Portugal ser membro da comunidade ibero-americana, mas igualmente à duplicação do Canal do Panamá que irá proporcionar na valorização das rotas entre o Pacífico e o Atlântico. Por sua vez,  Ana Paula Vitorino, anunciou um conjunto de acções que passam pela captação de novos investimentos e pela intenção da criação de 12 mil novos postos de trabalho até 2030 e tentar captar mais investimento nacional e internacional e maximizar o investimento privado e comunitário, considerando que os portos nacionais são uma peça fundamental do Plano Nacional de Reformas e “cruciais para maximizar a vantagem competitiva da centralidade euro-atlântica de Portugal”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Luz solar é solução para destruir antibiótico em aquacultura marinha


Por vezes a solução de um problema pode estar mesmo à frente dos olhos. Neste caso, uma investigação do Departamento de Química e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro demonstrou isso mesmo. A luz do Sol é a fonte e com ela pode ser possível eliminar o antibiótico presente nas águas de aquacultura marinha, que entram através da alimentação dos peixes cultivados em tanques.

Para a criação de peixes em sistema de aquacultura é necessária a aplicação de determinadas substâncias químicas, tendo em vista eliminar doenças. Entre essas substâncias está um antibiótico de nome oxitetraciclina (OTC). 

oxitetraciclina é utilizada na aquacultura e serve para combater uma grande variedade de infecções nos peixes, como explica a investigadora Joana Leal, da Universidade de Aveiro.

É um sistema em rede, no qual diversos tanques com aquacultura activa estariam simplesmente em contacto com a luz solar.

Segundo Joana Leal, o teste laboratorial consistiu na exposição à luz solar de um tanque cheio de água, com a presença de composto antibiótico diluído (4mg/litro).

Água do mar que, após uma exposição de 21 a 25 minutos à luz solar e sempre ao nível médio das águas marinhas, apresenta uma diminuição em cerca de 50 por cento da presença do fármaco (meia-vida). 

"A meia-vida é precisamente o tempo que demora a concentração (antibiótico) a degradar-se a metade, isto é, obtermos 2mg/litro nas águas", refere a investigadora.

Joana Leal explica que os resultados podem ainda ser amplificados caso a exposição solar seja maior. 

O resultado citado pela investigadora também tem em conta a posição geográfica portuguesa, que pressupõe a exposição solar a uma latitude de 40 graus norte, durante o verão. 

Até agora a remoção antibiótica era geralmente feita com recurso à difusão de ozono nas águas - um método caro, pouco eficaz e gerador de compostos perigosos para a saúde, quando se trata de água salgada. O trabalho da equipa de investigadores da Universidade de Aveiro, realizado pela doutoranda Joana Leal, sob a orientação científica de Valdemar Esteves e Eduarda Santos, permitiu concluir que, em alternativa, o antibiótico pode ser eficazmente destruído com um recurso simples e gratuito: a luz do Sol.

A investigadora Joana Leal diz que, apesar de o espectro luminoso do Sol ser composto por múltiplas frequências, é o seu todo que fornece a combinação exacta para a degradação antibiótica.

"Não é só a radiação ultravioleta. A radiação solar contêm apenas cinco por cento da radiação ultravioleta. Grande parte da radiação solar é visível (50 por cento). No caso da amostra é colocá-la à luz solar e deixá-la lá estar".

Antibióticos em aquacultura marinha

Apesar da utilização de antibióticos na aquacultura portuguesa ter decrescido nos últimos anos, o oxitetraciclina (OTC) continua a ser um dos poucos antibióticos autorizados no país para esta finalidade. O produto que é administrado através da alimentação

Os produtores optam cada vez mais por medidas de prevenção como a vacinação.

Há, no entanto, países em que o uso de antibióticos neste tipo de cultura é elevado e sem uma malha apertada de controlo.

O que, e de acordo com os investigadores da Universidade de Aveiro, "incrementa a potencialidade de aplicação da metodologia" proposta. 

O principal prejuízo decorrente do uso deste ou qualquer outro antibiótico, garantem os investigadores do Departamento de Química e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA, “tem a ver com o aumento da resistência bacteriana que a sua eventual libertação no ambiente” pode propiciar.

Esta é uma investigação com resultados práticos e de baixo custo, já publicada no último número da Environmental Pollution, da editora Elsevier, uma referência mundial na área da química aplicada.

Faça-se luz

Houve já várias tentativas de eliminação do factor antibiótico das águas.  Muitos aquicultores recorrem à remoção do fármaco, na água doce, através da ozonização das águas. Uma técnica de oxidação química que tem como agente oxidante o ozono (O3) produzido a partir do ar, do oxigénio puro ou da água altamente pura.

Contudo, apontam os investigadores, "em sistemas de aquacultura marinha a aplicação desta metodologia é limitada pela formação de subprodutos perigosos resultantes da interacção do ozono com os iões da água salgada". 

Para evitar tal situação, "as concentrações de ozono têm de ser mais baixas, o que diminui a eficiência deste processo na remoção da OTC de águas de aquacultura marinha".

Daí o método proposto agora pela UA para a degradação da OTC, através da luz solar de forma "simples e de baixo custo, com demonstrada eficiência, principalmente em águas de aquacultura marinha". 

ETAR podem vir a usar foto-degradação

Este sistema ecológico e simples, através da foto-degradação de compostos orgânicos, nos quais se enquadram os antibióticos, tem vindo a destacar-se. 

Contudo, apontam os investigadores, "os bons resultados obtidos com esta metodologia e este antibiótico não podem ser extrapolados para outros antibióticos". Isto porque os comportamentos, face à mesma metodologia, podem variar em função das propriedades físicas e químicas que os caracterizam e da constituição da própria água. 

Mas a aplicação desta metodologia não está posta de parte como solução para a degradação de outros antibióticos cujos resultados deverão ser avaliados caso a caso. 

Também devido ao potencial de aplicação e relativo baixo custo, os investigadores antecipam que "esta é uma metodologia que poderá ser aplicada a outro tipo de indústria, por exemplo, a estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que são um dos principais focos de acumulação de antibióticos e outros compostos".

"Para já, o projecto continua em análise, referindo a investigadora Joana Leal que os produtos resultantes da foto-degradação do antibiótico OTC não apresentam actividade biológica, isto é, não criam resistência, nas estirpes estudadas (Escherichia coli, Aeromonas e Vibrio). Mas ainda não se conseguiu provar se surgem ou não, a posteriori, compostos com toxicidade, ou seja, se os foto-produtos são inócuos."

Fonte: RTP

Ílhavo quer ser referência em investigação na área da aquacultura


Ílhavo acolhe algumas das mais activas aquaculturas do país, estatuto a que deseja associar um pólo de referência na investigação e desenvolvimento para apoiar o sector.
A autarquia aproveita, assim, o impulso anunciado pelo Governo no âmbito do Programa 2020. Para tanto, desafiou a Universidade de Aveiro a instalar o Centro de Inovação e Tecnologia em Aquacultura (CITAQUA),  a que se juntaram também como parceiros a Associação Portuguesa de Aquacultura e a Administração do Porto de Aveiro.
"O protocolo assinado tem todo o significado para Ílhavo. Queremos valorizar a Ria em termos económicos, nomeadamente no desenvolvimento da aquacultura, onde somos campeões na produção de ostras. Há muito caminho para a andar", disse Fernando Caçoilo, no Museu Marítimo de Ílhavo.
"Associando o conhecimento, o centro pode ser a mais valia para as empresas darem o salto. Hoje exportamos metade da produção para França, são eles que têm a mais valia. É produto de excelência, com grande potencial", sublinhou.
A Câmara quer aproveitar o plano Aquacultura +, no âmbito do programa 2020, um momento de investimentos que irá motivar candidaturas para actividades futuras do centro a instalar no Ecomare, na Gafanha da Nazaré, envolvendo como parceiros a Associação Portuguesa de Aquacultura e o Porto de Aveiro, que facultará a antiga depuradora.
O reitor da Universidade de Aveiro mostrou-se agradado pela participação no projecto. "Poderemos testar soluções inovadoras pré-industriais, para desenvolver métodos de produção de aquacultura sustentáveis, ambiental e economicamente", sublinhou


Presidente da República e Ministra do Mar nos 80 anos do Grupo ETE


O Grupo ETE comemora este ano o seu 80º aniversário e realizará, no próximo dia 9, a cerimónia que assinala a data histórica. Num evento marcado para os Estaleiros da Naval Rocha, estão confirmadas as presenças de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, e de Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar.

Saliente-se que o Grupo ETE é o principal 'player' marítimo, portuário e fluvial do país, integrando vários ramos de actividade da economia do mar (Operação Portuária, Transporte Fluvial, Transporte Marítimo, Agentes de Navegação, Operação Logística e Engenharia e Reparação Naval – num universo de mais de 40 empresas), estando presente em cinco países com operação própria (Colômbia, Uruguai, Cabo Verde, Moçambique e Portugal). É o maior armador português de marinha de comércio, líder Ibérico no transporte fluvial de mercadorias (sendo em Portugal o único a movimentar cargas entre navios e barcaças), o operador nacional com maior número de concessões portuárias (estando na vanguarda das empresas que movimentam granéis sólidos e líquidos) e é líder no agenciamento de navios em portos portugueses.


Fonte: Cargo

Maersk Line compra Hamburg Süd

A Maersk Line chegou a acordo com Grupo Oetker para a compra da Hamburg Süd. O valor do negócio não foi revelado mas deverá rondar os quatro mil milhões de dólares. A companhia alemã e respectivas marcas continuarão a existir.


Com esta compra, a Maersk Line dá um salto significativo para reforçar a liderança do mercado mundial. Com a Hamburg Süd, a companhia dinamarquesa passará a deter 741 porta-contentores (com uma idade média de 8,7 anos), com uma capacidade agregada de 3,8 milhões de TEU, a que corresponderá uma quota de mercado de 18,6% (contra os 15,7% actuais).
A Hamburg Süd opera 130 navios (625 mil TEU), sob as marcas Hamburg Süd, CCNI e Aliança, que deverão manter-se até pela sua notoriedade nos respectivos mercados. A empresa da família Oetker emprega 6 960 trabalhadores em mais de 250 escritórios em todo o mundo.
A companhia germânica é particularmente nos tráfegos Norte-Sul, nomeadamente nos mercados da América Latina, onde a Maersk Line vê um forte potencial de crescimento nos tempos mais próximos.
O acordo agora anunciado deverá ser formalizado no decurso do segundo trimestre do próximo ano, depois de realizadas as due diligence. Dependendo das necessárias autorizações das entidades da Concorrência (e no Brasil, por exemplo, Maersk Line e Hamburg Süd poderão ter uma posição dominante), a aquisição deverá ficar concluída até ao final de 2017. O valor acordado deverá ser pago em cash.
Depois da integração da Cosco e da CSCL, da CMA CGM e NOL/APL, da Hapag-LLoyd e0UASC, d0os negócios do transporte marítimo de contentores da NYK, MOL e K Line, e agora do acordo Maersk Line/Hamburg Süd, o movimento de consolidação do sector não deverá ainda ficar por aqui.
Fonte: T e N