sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O casamento dos corais na Grande Barreira

A Grande Barreira de Coral "casou-se" na passada segunda-feira à noite. É que uma vez por ano, todos os corais do maior recife do mundo juntam-se para reproduzir. Conheça a sua vida secreta (e íntima).


“Festival de sexo” é como lhe chama Chris Jones, da Great Barrier Reef Marine Park Authority, ao evento anual na Grande Barreira de Coral, na Austrália, onde os corais reproduzem em massa. “Esperma e ovos são libertados todos ao mesmo tempo, na água, e juntam-se”, acrescenta àBBC.
Jones e a sua equipa foram capazes de prever o tempo da “desova” dos corais — meia hora — através do seu conhecimento da temperatura da água, marés e lua. Mas o festival pode ter os dias contados. É que a Grande Barreira de Coral está a morrer, graças a uma série de ameaças causadas pelo Homem. Um quarto do recife já está morto e, em algumas áreas, o número de corais mortos já é cerca de metade.
Os corais são animais pequenos e simples que existem há cerca de 500 milhões de anos. Alimentam-se de algas e reproduzem-se de diferentes formas. Por vezes clonam-se. Outra alternativa é se o coral se partir e pousar num local adequado, onde, com as condições necessárias, pode crescer e formar uma nova colónia de corais.
A maioria dos corais são de cor verde acastanhada, mas existem alguns de fluorescentes, uma reacção à luz solar, como explica Jones. A cor actua como uma espécie de protector dos protege dos raios ultravioleta. Quando um coral morre transforma-se em pedra e é assim que se formam os recifes.

A imensa diversidade

A Grande Barreira de Coral tem duas vezes a idade da humanidade é incrivelmente grande, com 2.300 quilómetros — dez vezes maior do que o segundo maior recife de coral do mundo, a Barreira de Belize — e tem cerca de 3.000 recifes de coral. A sua dimensão faz com que tenha uma enorme diversidade de espécies, que não se encontram em mais nenhum sítio. É o caso do dugong, uma mistura entre uma foca, uma vaca e um elefante. Também existem crocodilos, seis das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, esponjas e moluscos gigantes.
A Grande Barreira de Coral é agora um dos últimos lugares na Terra onde podes ver moluscos gigantes”, afirma Jones.
Mas os organismos verdadeiramente importantes são aqueles que raramente vemos, como os vermes e bactérias que asseguram o ecossistema. A Grande Barreira de Coral têm tantas formas e tão estranhas que Chris Jones apenas conseguiu explicar ao filho, de nove anos, que “há donuts, fungos e crateras da lua”.

A presença humana

Os povos aborígenes da Austrália utilizam os recursos naturais do recife há pelo menos 40.000 anos. “O mar é tão importante para eles como a terra, em termos de espiritualidade e uso de recursos“, diz Jones. Entretanto, foram muitos os navegadores e cientistas que tentam estudar e compreender o recife.
Hoje em dia o recife recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano. Mas Jones entende que o turismo não é a grande ameaça à Grande Barreira de Coral. O pior são as alterações climáticas, a má qualidade as águas e a actividade piscatória, que envolve herbicidas e pesticidas.
Fonte: Observador

Factura Única Portuária dá galardão europeu à APS


A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) recebeu o galardão europeu CEEP-CSR Label, o qual reconhece as empresas de serviços públicos pelo seu cumprimento da excelência na prestação de serviços e das melhores práticas no âmbito da responsabilidade social. A distinção feita à APS está inserida na categoria “Práticas high-tech e amigas do ambiente”, reconhecendo o projecto-piloto da “FUP – Factura Única Portuária” pelo seu impacto directo nos agentes económicos a operar no porto (permitindo desmaterializar o processo e reduzir o tempo despendido) e pela diminuição do consumo de papel em toda a comunidade portuária.  Este projecto-piloto, sob coordenação do Ministério do Mar, é também uma clara demonstração de cooperação entre as cinco autoridades presentes no Despacho de Largada dos navios (Sanidade, SEF, AT, Portuária e Marítima), no sentido de prestar um melhor serviço aos clientes dos portos, para além de aumentar a atractividade do sector portuário nacional. “Este rótulo atesta o facto de que os prestadores de serviços públicos na Europa fazem mais do que cumprir os seus serviços. Eles também são particularmente conscientes e activos quando se trata de impactar positivamente a sociedade e o meio ambiente”, afirmou Valeria Ronzitti, Secretária-Geral do CEEP, na cerimónia de atribuição do prémio.


É oficial: o mar morto está a morrer

O mar morto é o ponto mais baixo da terra, a cerca de 1.388 metros abaixo do nível do mar. No entanto, é oficial: o nível do mar está a encolher a olhos vistos e de uma forma alarmante.


Situado no Médio Oriente, entre a Jordânia e Israel, o Mar Morto é actualmente um lago de água tão salgada que faz qualquer um flutuar sem qualquer esforço, sendo um dos locais de maior interesse turístico. Mas, e agora é oficial o Mar Morto está, realmente, a morrer.

De acordo com o grupo de ecologistas da EcoPeace Middle East, o nível das águas está a descer cerca de 1 metro por ano, avança a CNN. As acções humanas são as grandes responsáveis, nomeadamente as realizadas pelos próprios moradores da região.
O Mar Morto, também conhecido como Mar Salgado em hebraico, é actualmente um dos mares mais salgados do mundo, com cerca de 34% de salinidade, cerca de oito a nove vezes mais salgado que o resto dos mares. Todas as acções humanas na região estão a fazer com que a água fique, cada vez mais e mais, salgada e, consequentemente, baixe progressivamente o nível.
Embora o estudo sobre a ‘morte’ lenta do Mar Morto não seja algo de surpreendente, estes novos dados preocupantes estão a dar conta da cada vez mais evidente alteração do nível da água do mar.

Construção de infraestruturas de desvio de águas

O Mar Morto necessita de se abastecer de água externa, de outras fontes naturais que o rodeiam, como é o caso do Rio Jordão. Mas a partir da década de 60 começaram a construir-se infraestruturas que desviaram fontes de água para abastecer as populações.

Indústrias de extracção mineral

Outra das razões pelas quais o Mar Morto está, de facto, a ‘morrer’, é devido às indústrias de extracção mineral, segundo os especialistas. Os componentes minerais existentes no Mar Morto foram classificados como tendo propriedades terapêuticas e, por isso mesmo, são muitas vezes encontrados em produtos de cosmética.
A extracção desenfreada dos minerais existentes no mar estão a prejudicar a sua sobrevivência.

O impacto do clima

O clima seco, quente e árido, típico do Médio Oriente, também não ajuda ao reabastecimento do Mar Morto, devido aos períodos longos de seca.
Todas estas situações, combinadas, estão a fazer com que o nível da água baixe e, também, o nível de densidade de salinidade aumente. E quais são as consequências para tudo isto? Uma taxa de evaporação elevada que, embora não resulte no desaparecimento efectivo do Mar Morto, resultará, sem dúvida – e como já se está a ver – numa diminuição significativa do mesmo.

O que se está a fazer para tentar reverter a situação?

Foi no ano passado que Israel e a Jordânia se juntaram num acordo para a estabilização dos níveis da água do Mar Morto. A assinatura do acordo prevê a construção de um canal entre o Mar Vermelho e o Mar Morto avaliado em 847.13859000 euros.
O objectivo é que tanto Israel como a Jordânia possam, através deste canal, não só abastecer de água as suas populações como também bombardear a água necessária para que o nível de água do Mar Morto seja estabilizado. Seriam necessários 300 milhões de metros cúbicos por ano.
Este é o acordo mais importante e significativo desde o tratado de paz com a Jordânia (em 1994)”, afirmou Silvan Shalom, ministro da Energia e dos Recursos Hídricos de Israel na altura, segundo a CNN.
O projecto deverá demorar cerca de três anos a ser construído e, se funcionar conforme o pensado, irá efectivamente ajudar a reverter a actual situação.
Fonte: Observador




Sonha explorar o fundo do mar? Já pode ter o seu submarino pessoal


Se sempre sentiu um fascínio com a perspectiva de explorar o fundo do mar a fabricante holandesa Ortega tem a solução para si sob forma do MK. 1-C, um pequeno submarino que lhe permitirá explorar o fundo do mar.

Conta o Design Boom que o MK. 1-C está construído para poder viajar à superfície e debaixo de água, tendo uma velocidade máxima de 16,7km/h e de 20,4km/h, respectivamente. Este submarino tem capacidade para três tripulantes e pode atingir uma profundidade de 95 metros. Caso queira pode ainda equipá-lo com mais funcionalidades, nomeadamente magnetómetros, sonares, câmaras FLIR e mais capacidade de carga e de armazenamento de oxigénio.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Novo tipo de analgésico vem do mar do Algarve

Um novo medicamento analgésico para a dor crónica está a ser desenvolvido pela empresa portuguesa de biotecnologia 'Sea4us', cujo princípio activo é fornecido por organismos marinhos.


Um novo medicamento analgésico para a dor crónica está a ser desenvolvido pela empresa portuguesa de biotecnologia ‘Sea4us’, cujo princípio activo é fornecido por organismos marinhos recolhidos no mar de Sagres, no Algarve.
“O princípio activo está identificado, já o conseguimos purificar e, actualmente, existem três fórmulas que têm a actividade analgésica para a dor persistente”, disse à agência Lusa Pedro Lima, neurofisiologista, biólogo e um dos investigadores da empresa.
Iniciada há seis anos, a pesquisa demonstrou resultados eficazes em laboratório no combate à dor crónica, encontrando-se numa fase avançada: “Procura-se um método de sintetizar artificialmente a fórmula para produzir em quantidade, para que o medicamento possa chegar a toda a gente”.
O processo está a ser trabalhado em conjunto com os químicos da Universidade Nova de Lisboa”, sublinhou o investigador.
Segundo Pedro Lima, a produção sintética “é o caminho preferido, ao representar uma grande vantagem em termos de sustentabilidade ecológica, evitando a retirada de grandes quantidades de organismos marinhos, mesmo que não tenham valor comercial”.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a dor crónica afecta cerca de 30% da população mundial, para a qual não existe um tratamento eficaz, sem efeitos secundários significativos nos doentes.
O investigador frisou que o projecto desenvolvido em Portugal, “é pioneiro, porque é a primeira vez que se tenta encontrar a solução para a dor crónica no mar”, embora exista muita investigação acerca do flagelo que atinge uma grande percentagem da população mundial.
É um fármaco de grande eficácia, com efeitos secundários vestigiais, não sendo previsível qualquer habituação ou dependência, actuando especificamente numa proteína localizada nos gânglios neuronais situados fora da coluna vertebral, ao contrário dos opióides e outros medicamentos utilizados no tratamento da dor”, assegurou o investigador.
O organismo invertebrado marinho que contém o princípio activo para a produção do analgésico, foi identificado no mar de Sagres, um dos dois pólos da empresa de biotecnologia, onde se desenvolvem as actividades de mergulho e a triagem e preservação das espécies.
Em Sagres, os organismos são recolhidos, catalogados e imortalizados, seguindo depois para o laboratório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, para serem efectuados os testes de neuro-actividade.
É retirado um extracto impuro do seu composto, estudado o efeito analgésico, e tenta-se atingir a parte indivisível ou seja, a fórmula que constitui o valor bioactivo”, explicou Pedro Lima, acrescentando que, “nesta fase da investigação, existe a convicção de que daqui vai sair uma grande ajuda para quem sofre de dor crónica”.
Contudo, refere, existe ainda um longo caminho a percorrer até que o medicamento possa ser comercializado, “pois são necessários, em média, 12 anos desde a descoberta do princípio activo até à colocação do fármaco no mercado”.
Não queremos fazer o caminho todo, mas sim chegar a um ponto em que o valor seja suficiente para mitigar o risco e vender para que possa ser produzido pela indústria farmacêutica”, frisou.
O investigador disse, ainda, que “a pesquisa tem sido possível com os apoios de várias entidades, nomeadamente da Universidade Nova de Lisboa e da Câmara de Vila do Bispo”.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, assegurou que o projecto “vai continuar a ser apoiado, pois é de todo o interesse, não só para quem sofre de dor crónica, mas também para se conhecerem as potencialidades do território”.
A investigação serve para identificar e criar condições para que as gerações vindouras possam ter aqui uma matéria de conhecimento com elevado rigor científico”, destacou.
Além do desenvolvimento do analgésico para a dor crónica, a ‘Sea4us’ está envolvida na identificação e selecção de espécimes marinhos com potencial para a produção de outros medicamentos, em parceria com laboratórios europeus.
Fonte: Observador

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Investigadores isolam microalga que pode produzir biodiesel


A microalga foi isolada a partir de águas costeiras do Algarve provenientes da Ria Formosa, e pode também ter aplicação no tratamento de águas residuais
Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg) isolaram uma microalga de águas da Ria Formosa que pode ser usada na indústria alimentar e na produção de biodiesel, informou ontem um participante no projecto.
João Varela é um dos três investigadores que fizeram este trabalho e explicou à agência Lusa que a microalga foi isolada em ambiente laboratorial, a partir de águas costeiras do Algarve provenientes da Ria Formosa, e pode também ter aplicação no tratamento de águas residuais.
O investigador do CCMAR contou que a microalga foi encontrada através da utilização de uma técnica normalmente utilizada na medicina e que "permite pesquisar milhares e milhares de células em questões de minutos por uma determinada característica", que neste caso foi a de ser "rica em bio-óleos, normalmente chamados de lípidos".
"Esta microalga mostrou, através de processos de microscopia, que produz realmente grandes quantidades de lípidos, sintetizámos também biodiesel e verificámos que a qualidade desse biodiesel é bastante superior ao da maioria das microalgas que actualmente são utilizadas comercialmente", afirmou João Varela.
O investigador da UAlg disse que as microalgas comerciais, "normalmente utilizadas na aquacultura", precisam de grandes quantidades de ácidos gordos polinsaturados, mas frisou que isso "não é bom para o biodiesel, porque o biodiesel não pode ser instável a nível de presença de oxigénio", factores que causam maior probabilidade de oxidação.
"O biodiesel tem de ser estável e não pode ser oxidado na presença de ar", acrescentou, frisando que se procura neste caso microalgas "com menor probabilidade de sofrer oxidação" e a que foi isolada tem "uma estabilidade bastante superior às microalgas que existem actualmente na indústria".
O próximo passo é, adiantou João Varela, "tentar adaptá-la para uso industrial", num trabalho de parceria com a "recentemente inaugurada Unidade de Produção de Microalgas (Algafarm), considerada como o maior conjunto de fotobiorreatores em sistema fechado da Europa" e que surgiu de um investimento de 15 milhões de euros realizado pela cimenteira Secil, para "desenvolver tecnologias de mitigação do impacto da libertação de CO2, decorrente da sua actividade".
João Varela alertou, ainda, para o facto de actualmente "não existirem métodos de produção de microalgas que permitam competir com o petrodiesel" e, por isso, é importante encontrar outras aplicações distintas para a microalga isolada.
O investigador apontou "a produção de rações ou alimentos inovadores para consumo humano" como outras formas de valorizar a microalga isolada e deu como exemplos a aplicação que já é feita de outras microalgas "em bolos, pastéis de bacalhau ou, até, produtos como suplementos alimentares".
O investigador revelou, ainda, que a microalga em causa já foi testada em efluentes de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e revelou ter "robustez suficiente e necessária não só para crescer nessas condições, como para tratar águas residuais que, com os processos normais, não se conseguem tratar".
"A microalga não é sensível a antibióticos que, devido ao consumo humano, vão parar às águas residuais e matam as bactérias" normalmente utilizadas para fazer o tratamento desses efluentes, precisou.

Fonte: DN

Álvaro Marinho conquistou Título Nacional de Match Racing


O velejador Álvaro Marinho conquistou o 5.º título nacional de Match Racing, depois de vencer todas as regatas disputadas junto à Afurada, em Vila Nova de Gaia. Numa co-organização da Federação Portuguesa de Vela e da Academia de Vela BBDouro, as 8 equipas em competição realizaram um total de 40 regatas durante o fim-de-semana.


Acompanhado por Nuno Barreto, Joaquim Moreira e Gil Conde, o treinador olímpico Álvaro Marinho eliminou a concorrência e acabou por defrontar na final a tripulação comandada por Gustavo Lima, o velejador com quem Marinho partilhou a última experiência de alta competição no Rio de Janeiro.



"Regressar ao leme foi uma sensação óptima, e terminar um fim de semana bastante competitivo com o título nacional é algo que ainda estou a assimilar. Confesso que já tinha saudades de subir ao pódio. Ter conquistado o meu 5.º título de Match Racing numa final contra o Gustavo Lima foi a cereja no topo do bolo. Por ser um amigo com quem partilhei 20 anos de espírito olímpico, e por ser um dos melhores velejadores do Mundo em qualquer modalidade da vela", salientou Álvaro Marinho.

Gustavo Lima, velejador da classe Laser que participou ao lado do irmão Jorge Lima - olímpico da classe 49er no Rio de Janeiro - perdeu três regatas consecutivas contra a tripulação de Marinho e terminou o campeonato na 2.ª posição. "Foi uma vitória indiscutível do Álvaro Marinho. Foram a tripulação mais forte durante todo o campeonato e mereceram o título. Admiro muito o Álvaro e a forma como se apresenta para discutir o 1.º lugar em todos os campeonatos", adiantou.

Classificação final:

1.º Álvaro Marinho
2.º Gustavo Lima
3.º Afonso Leite
4.º Manuel Marques
5.º David Aleixo 
6.º Tiago Roquette 
7.º Diogo Costa
8.º Frederico Melo

Artigo e Foto do Record

A volta ao mundo em menos de 80 dias em Vela


A mais radical e extrema de todas as maratonas oceânicas começou dia 6 de Novembro, em França. Uma volta ao mundo, um velejador só por barco, sem paragens nem assistência.
Começou no passado dia 6 de Novembro em Les Sables d"Olonne, na baía da Biscaia, costa atlântica francesa, a mais louca de todas as regatas oceânicas. Ocorre de quatro em quatro anos e exige dos velejadores o que nenhuma outra competição no mundo da vela exige.
Pelas 11.00 da manhã, 29 homens cruzaram a linha de partida para uma volta ao mundo. Cada um só no seu barco (monocascos de 18,28 metros). Todos sabendo que a prova tem duas regras sagradas: não parar em lado nenhum (quanto muito podem regressar à partida para reparações e voltar a partir); e não serem de forma alguma assistidos a partir do exterior. Mais do que uma competição, é uma epopeia. Dos 138 velejadores que já tentaram fazer a prova, só 71 terminaram.

A Vendée Globe - assim se chama a prova - fascina amantes da vela no mundo inteiro, em particular em França. Por estes dias, a marina onde os 29 barcos estão estacionados tem sido visitada por centenas de mihares de pessoas, numa romaria incessante.
O que provoca este entusiasmo é do domínio do misterioso. O que se tem passado até agora para merecer a visita de tantas pessoas? Nada. Os barcos lá estão, parados. Às vezes é possível uma selfie com os skippers. A prova é francesa, os media franceses dão-lhe grande destaque e todas as sete edições que já decorreram (a primeira foi em 89/90) foram vencidas por velejadores franceses. Dos 29 marinheiros que partiram - um recorde na história da prova - vinte são franceses. O mais velho, Rich Wilson, norte-americano, tem 65 anos; o mais novo, Alan Roura, suiço , apenas 23. Já houve mulheres a competir (a melhor classificada foi, em 2000/2001, a britânica Ellen Macarthur, que ficou em segundo lugar) mas desta vez nenhuma avançou.
Um único homem conseguiu vencer duas vezes: Michel Desjoyeaux. É um lobo solitário do alto mar e na última Volvo Ocean Race (outra volta ao mundo, mas esta com várias paragens e tripulações) integrou na primeira etapa, entre Alicante (Espanha) e a Cidade do Cabo (África do Sul), a tripulação de nove homens de uma equipa espanhola, o Team Mapfre. As coisas não correram bem. O barco foi o último a chegar à Cidade do Cabo. Desjoyeaux não voltaria a embarcar.
Este ano há uma novidade nos barcos que pode revolucionar a vela oceânica em monocasco: os chamados foils. São dois patilhões colocados lateralmente nos veleiros, num formato que faz lembrar o bigode de Salvador Dali. Com condições favoráveis, fazem o casco içar-se da água, perdendo atrito e com isso ganhando velocidade. Literalmente, os veleiros planam, e podem atingir velocidades na ordem dos 30 nós. A revolução começou em 2013 nos multicascos que disputaram a Taça América (a Fórmula 1 da vela) mas agora estende-se a monocascos para uma volta ao mundo sem paragens nem assistência. Dos 29 barcos concorrentes, sete estão equipados com foils. Caso esta solução técnica vença, então todas as outras maratonas oceânicas - a mais conhecida das quais é a Volvo Ocean Race - tenderão a imitá-la.

Mas essa é a grande dúvida. Um veleiro que quase literalmente voa torna-se bastante mais difícil de controlar do que um convencional. A tensão a que estarão sujeitos os materiais (velas, cascos, patilhões, leme) aumentará brutalmente, sendo portanto mais natural que surjam avarias. Além do mais, esta é uma regata que se percorre em grande parte nos furiosos mares do sul. E há outra coisa com os que velejadores dos barcos convencionais também contam: o esgotamento físico dos concorrentes dos barcos voadores. Controlar um barco destes exige muito mais músculo do que nos outros. Necessariamente terão de levantar o pé do acelerador.
O recorde da prova foi estabelecido na última edição (2012-13) por François Gabart: 78 dias, 2h e 16m. Se os foils vencerem, espera-se que essa marca seja batida por três ou quatro dias. Se assim for, tudo mudará. Até lá, dias e dias no mar a dormir 20 minutos de quatro em quatro horas e enfrentando sós a natureza mais extrema.

O David Beckham dos mares
A Vendée Globe é uma prova de franceses - e por isso os britânicos não descansam enquanto não a vencerem. O principal pivot desse esforço é Alex Thomson, uma super-estrela da vela a quem o patrocínio milionário da Hugo Boss obriga a uma pose que faz lembrar David Beckham e a proezas acrobáticas com propagação viral na net como a famosa caminhada no mastro. Na última edição ficou em 3º.

Fonte: DN

Sábado, visite este belo Veleiro Holandês em Sines


Inspirado no desenho das escunas do século XIX, o veleiro Atyla parece saído de um filme de piratas. Vai estar no porto de recreio de Sines este fim de semana e estará aberto a visitas no sábado, 12 de Novembro, nos períodos 10h00-13h00 e 15h00-18h00.
O Atyla é um dos veleiros que vai participar na regata Tall Ships de 2017, mas antecipa a sua presença em Sines com uma escala da viagem que está a fazer do Mediterrâneo para Bilbau.
Este navio-escola internacional, com pavilhão holandês, foi construído em Espanha entre 1980 e 1984. Tem 31 metros de comprimentos, 7 metros de largura e um impressionante perfil de dois mastros.
É um dos raros grandes veleiros de casco de madeira fabricado à mão ainda em actividade.
A presença do Atyla em Sines é uma iniciativa da Aporvela, com o apoio da APS e da Câmara Municipal de Sines, no âmbito da promoção da Regata dos Grandes Veleiros – Rendez-vous 2017 Tall Ships Regatta.

João Guedes nas ondas da Indonésia em "Notes From Paradise".


O surfista João Guedes, ex-campeão nacional e campeão europeu amador, acaba de apresentar o seu  mais recente filme, ‘Notes from Paradise’, um relato de uma surf trip à Indonésia. A apresentação oficial decorreu no Posto de Turismo, em Matosinhos, com a presença de João Guedes e de mais de 250 representantes de quatro gerações de surfistas nortenhos.
‘Notes from Paradise’, o novo vídeo de João Guedes, relata aquilo que são as viagens deste surfista ao arquipélago da Indonésia, das movimentadas cidades às inóspitas praias destas ilhas, mostrando todo o potencial deste destino como local de eleição para a prática do surf.
Rodado entre Java, Sumbawa e as ilhas Mentawai, o filme conta com imagens de Inês Rodrigues, Luís Villa de Brito e Miguel Soares, edição de Luís Villa de Brito, design gráfico de Hugo Almeida e o apoio da Deeply e da Polen Surfboards.
“O filme apresenta 10 minutos de pura energia e liberdade, num cenário de ondas e surf breaks perfeitos, praias de areia branca, vegetação exuberante, calor e sol. Tudo isso associado à simpatia das pessoas são factores que fazem da Indonésia o último paraíso dos surfistas! Voltar lá é sempre uma experiência nova, por isso foi com grande entusiasmo que aceitei este desafio e agradeço à Deeply e à Polen o apoio a este projecto de projecção do surf, nacional e internacional”, afirma João Guedes.
Sobre João Guedes

João Guedes, 30 anos, é um atleta e surfista profissional, reconhecido entre os melhores do país. Natural de Cascais, João Guedes foi viver para o Porto muito jovem, elegendo as praias da região Norte do país durante todo o seu percurso de formação. De salientar no seu palmarés o título de Campeão Nacional absoluto em 2009 e Vice-Campeão Europeu Amador em 2010, para além de muitos outros resultados e performances de excelência que tem vindo a obter.

Lago descoberto sob o mar mata tudo que nada ali [ Com Vídeo ]


Investigadores descobriram um “lago” no Golfo do México que fica no fundo do mar. Praticamente todo o ser vivo que entra ali morre rapidamente, e é possível ver carcaças de caranguejos nas margens deste reservatório de água tóxica. Erik Cordes, professor de biologia da Universidade Temple (EUA), publicou as suas descobertas na revista Oceanography.
“Foi uma das coisas mais incríveis do mar profundo. Vamos até o fundo do oceano e observamos um lago ou um rio fluindo. Parece que não estamos nesse mundo”, diz Cordes.
A água neste lago é cerca de cinco vezes mais salgada que o restante da água da região e contém concentrações tóxicas de metano e sulfeto de hidrogénio. Assim, ela não se mistura com o restante do mar.
Ela fica contida por uma pequena barragem de minerais e moluscos, mas esta barreira é frágil e rompe-se em alguns pontos. Nesses locais, é possível ver a água mais escura fluindo como uma pequena cachoeira debaixo de água.
Apenas bactérias, poliquetas e camarões conseguem sobreviver às condições deste ambiente. Para os caranguejos esse pode ser um local terrível, mas para os cientistas é como um parque de diversões para as suas pesquisas. Eles podem explorar como alguns organismos conseguem sobreviver em habitats extremos.
“Muitas pessoas vêem estes habitats extremos na Terra como modelos para o que poderemos encontrar quando formos para outros planetas”, explica Cordes. 


Plástico, esferovite e materiais de pesca. Há de tudo no Mar Português


O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objectos a boiar.

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na "lista negra" das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.
A recolha de dados foi efectuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projecto "LIFE+ MarPro", coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.
Com o registo total de 752.740 objectos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antárctica.
De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.
O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.
Estes objectos, explica Sara Sá, "incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo".
Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.
Fonte: TSF Foto: Pedro Correia / Global Imagens

Póvoa de Varzim comemora o Dia Nacional do Mar


No dia 16 de Novembro, o Município da Póvoa de Varzim vai comemorar o Dia Nacional do Mar, com um vasto leque de iniciativas do património marítimo poveiro.
Da parte da manhã, às 11h50, na Escola EB Aver-o-Mar, terá lugar “O Mar na Toponímia Poveira”, sessão orientada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal e Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Luís Diamantino. Esta actividade pedagógica é alusiva à cultura marítima patente na Toponímia Poveira, que evoca lugares, feitos, heróis e personalidades ligadas ao Mar e à comunidade piscatória.
De tarde, às 14h30, na Escola Básica Dr. Flávio Gonçalves, as “Histórias do Mar da Póvoa” serão contadas por José de Azevedo, que através duma conversa informal irá abordar os mares e os costumes da comunidade piscatória poveira, evocando personalidades da terra cujos feitos marcam a nossa história.
Às 18h00, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto irá promover o lançamento do livro “Os Braços da Lancha”, de José Peixoto, e o filme documental (DVD) com o mesmo título, da autoria de Manuel Martins, José Peixoto e Paulo Pinto. A apresentação das duas obras será feita pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Luís Diamantino.
Estas três sessões pretendem reforçar as raízes culturais marítimas numa data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou e vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros nº83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar. 


Fonte: C.M.Póvoa do Varzim

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mar 2020 já recebeu 226 candidaturas

Programa operacional que irá apoiar as pescas até 2020 deverá ter 5% do valor global previsto, de 508 milhões a sete anos, executado até ao final deste ano, disse Ana Paula Vitorino.


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu esperar 10% do valor global de 508 milhões destinados para o período 2014-2010 aprovados até ao final desde ano. O que, a concretizar-se, representa contractos no valor de 50,8 milhões de euros.

Até ao final deste ano, também, a ministra tem a "ambição", disse na apresentação do Mar 2020 na Gare Marítima de Alcântara, "5% do total em execução", ou seja 25,4 milhões de euros disponibilizados às empresas e entidades que vejam os seus contractos aprovados e financiados pelos mecanismos do Estado que gerem o quadro de apoio às pescas, nomeadamente o IFAP.

Para comparticipar as verbas que virão de Bruxelas, o Orçamento do Estado para 2017 tem uma comparticipação nacional de 60 milhões de euros para o próximo ano, acrescentou a governante.


De acordo com os dados de Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, também apresentados esta sexta-feira, o mecanismo de apoio às pescas, aquicultura e outras actividades associadas à economia do mar recebeu já 226 candidaturas no Continente. O Mar 2020 arrancou em Junho último.

Das candidaturas aprovadas, segundo a gestora, foram aprovadas 33, "representativas de um investimento elegível de 12 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 11,2 milhões de euros".

Nos Açores, através do programa local POSEI, foram aprovadas 650 candidaturas, "representativas de um investimento elegível de 14 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de igual montante", de acordo com os dados da gestão. Não foram cedidos dados relativos à Madeira.





Tubarão filmado a comer vaca no Oceano Índico


Um grupo de amigos filmou um tubarão-tigre a comer uma vaca no meio do Oceano Índico.
São no mínimo bizarras as imagens gravadas por uma câmara aquática de um grupo de amigos, que estava a viajar perto da ilha francesa de Maiote, no Oceano Índico.
O vídeo mostra um tubarão-tigre, com cerca de cinco metros de comprimento, a comer a carcaça de uma vaca.




Fecho do Atlântico e Pacífico fará nascer novo supercontinente


Cenário está previsto, em novo estudo, para daqui a 300 milhões de anos
Cientistas em Portugal e na Austrália defendem, como cenário provável, a formação de um novo supercontinente, a que deram o nome Aurica, dentro de 300 milhões de anos, em resultado do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico.
O cenário, traçado com base em modelos computacionais, cálculos matemáticos, evidências e na história geológica da Terra, é sustentado pelos geólogos João Duarte e Filipe Rosas, do Instituto Dom Luiz e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Wouter Schellart, da Universidade de Monash, na Austrália.
Os resultados do estudo foram publicados na edição digital da revista Geological Magazine.
Ciclicamente, ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um supercontinente.
Há 200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em que a América do Sul estava ligada à África.
No novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão ligadas, daí o nome Aurica atribuído ('Au' de Austrália e 'rica' de América).
A hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na "evidência de que novas zonas de subducção se estão a propagar no Atlântico", refere a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em comunicado.
As zonas de subducção (locais onde uma placa tectónica mergulha sob a outra) são requisitos para os oceanos fecharem.
"Para fechar os oceanos, é necessário que as margens dos continentes se transformem em margens activas, se formem novas zonas de subducção", esclareceu à Lusa o geólogo João Duarte.
O Pacífico, explicou, "está rodeado de zonas de subducção", nomeadamente próximo do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos Andes (América do Sul).
As zonas de subducção "propagam-se de um oceano para o outro, do Pacífico para o Atlântico", sublinhou.
No Atlântico, já existem duas zonas de subducção totalmente desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas.
Uma nova zona de subducção poderá estar a formar-se ao largo da margem sudoeste ibérica, que apanha território português.
Segundo João Duarte, a chamada Falha de Marquês de Pombal, localizada ao largo do Cabo de São Vicente, no Algarve, e apontada como "uma das possíveis fontes do sismo de 1755", em Lisboa, está "a marcar o início dessa nova zona de subducção".
Hipóteses anteriores, de outros cientistas, sugerem a formação de um novo supercontinente a partir do fecho de um dos oceanos, do Atlântico ou do Pacífico.
O geólogo português, e investigador-principal no estudo, lembra que, no passado, dois oceanos tiveram de se fechar para dar origem a um supercontinente.
João Duarte advogou que manter o Pacífico ou o Atlântico aberto significa que um dos dois oceanos vai perdurar para lá da sua 'esperança de vida', cifrada em 200 a 300 milhões de anos.
"Isso é contraditório com a história, a geologia da Terra. Os oceanos não vivem mais do que 200 ou 300 milhões de anos", frisou.
O investigador acrescentou outro dado para sustentar a sua tese: a da fracturação da Euroásia (Europa e Ásia).
De acordo com João Duarte, o Oceano Índico "está a abrir" na Euroásia e existem novos riftes (fissuras da superfície terrestre causadas pelo afastamento e consequente abatimento de partes da crosta) que "estão a propagar-se para norte".
A cadeia montanhosa dos Himalaias, a Índia e o interior da Euroásia correspondem a "uma zona de ruptura, onde as placas tectónicas vão partir-se num futuro", permitindo "partir ao meio" a Euroásia, cenário possível dentro de 20 milhões de anos, admitiu.
Para o cientista, a fractura da Euroásia irá possibilitar o fecho dos oceanos Atlântico e Pacífico.
João Duarte e restante equipa propõem-se, agora, testar "até à exaustão", com modelos computacionais mais avançados, o cenário "muito provável" que avançaram, o de um novo supercontinente chamado Aurica.

Fonte: DN

Resgatado após 17 horas em mar com tubarões


Um mergulhador britânico de 68 anos foi resgatado após ter passado 17 horas em águas infestadas de tubarões na costa nordeste da Austrália. Les Brierley aventurou-se sozinho no mar, na tarde de domingo, para explorar um naufrágio em Cape Bowling Green, Queensland, mas acabou por ser arrastado por fortes correntes. Exausto e com queimaduras solares, foi encontrado por um helicóptero de resgate na manhã do dia seguinte, a cerca de 25 km do barco. 

Fonte: CM


PSD acusa ministra do Mar de destruir projecto do terminal do Barreiro


O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, acusou a ministra do Mar de estar a desenvolver uma “estratégia subtil para destruir o projecto do terminal de contentores do Barreiro”.
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, o social-democrata recorda que a posição do anterior governo sobre esta matéria era clara, avançar com o terminal de contentores no Barreiro, desde que fosse viável e houvesse investidores privados interessados.
“Ainda não se percebeu qual a posição do PS e do Governo ao longo dos tempos. Porque ela foi dúbia. Já foram contra e já foram a favor. Depois faltavam os estudos. Agora que já há estudos, a ministra anuncia muitos outros investimentos que vão esvaziar o projecto do Barreiro, como a aposta de Alcântara ou Setúbal como complemento a Lisboa. Depois de perder imenso tempo, de adiar as decisões e de retirar valor ao Barreiro é que afirma que vai consultar o mercado, numa altura em que já afastou potenciais interessados. Isto é uma forma subtil de destruir o projecto para o Barreiro”, sublinha.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho directos e atraindo muito mais investimento”

Ministra do Mar quer aumentar movimento nos portos em 200%

Previsão de Ana Paula Vitorino para a movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.


A ministra do Mar afirmou que espera um aumento "da ordem dos 200%" na movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.
Ana Paula Vitorino, sublinhou que esta actividade é relevante para a economia nacional, não só em termos de exportações, mas também no que respeita à transferência de carga da rodovia para a via marítima.
A governante adiantou ainda que as intenções de investimento privado no sector do mar ultrapassam os dois mil milhões de euros e que já recebeu "manifestações de interesse" para o novo terminal de Lisboa e para os portos de Sines e de Leixões.
Fonte: TVI24