quinta-feira, 9 de junho de 2016

Interdita a apanha e captura de bivalves em Portugal


Foi no dia mundial dos oceanos que o IPMA lançou um alerta temporário em relação à apanha e captura de bivalves na nossa costa, devido ao excesso de poluição.
Devido à presença de fitoplâncton produtor de toxinas marinhas ou de níveis de toxinas ou de contaminação microbiológica acima dos valores regulamentares* estão reclassificadas temporariamente e/ou interditas temporariamente a apanha e captura, com vista à comercialização e consumo, as espécies de bivalves provenientes das seguintes zonas de produção: consultar lista aqui.
O IPMA informa que as interdições de captura dos bivalves por toxinas marinhas aplicam-se ao público, mariscadores profissionais e amadores, independentemente do processo de captura.

A ingestão de bivalves contaminados por toxinas marinhas pode causar graves problemas de saúde.

Para mais informações podem consultar o site do IPMA | Imagem: Mapio




Ilhas Selvagens, um dos últimos lugares (quase) intactos dos oceanos

A National Geographic Society visitou as Selvagens, o ponto mais a sul de Portugal. Fez um relatório científico e um documentário da expedição. Mostrar a beleza destas ilhas e sensibilizar para sua protecção são os objectivos.


As Selvagens, duas pequenas ilhas do arquipélago da Madeira, receberam a visita do projecto Mares Pristinos da National Geographic Society, em Setembro de 2015. Durante dez dias, uma equipa de cientistas (que incluiu o biólogo marinho português Emanuel Gonçalves) e de filmagens procurou captar a essência subaquática destas ilhas. No relatório científico e no documentário resultantes da expedição, apresentados esta quarta-feira à tarde no Oceanário de Lisboa, os cientistas concluem que, apesar de tudo, este ecossistema marinho ainda se mantém globalmente saudável e defendem o aumento da área da reserva natural das Selvagens — para pelo menos 124.500 hectares, em vez dos actuais cerca de 9500.

No documentário, de quase meia hora, a beleza tem lugar de destaque — no azul do mar e do céu, na elegância das aves marinhas em voo, na aparente tranquilidade de peixes enormes ou no turbilhão das ondas visto dentro de água. “O projecto Mares Pristinos é sobre a preservação dos últimos lugares selvagens dos oceanos”, diz o narrador do documentário. “O que fazemos é procurar os últimos lugares imaculados dos oceanos. E protegê-los”, acrescenta o líder da expedição, Paul Rose, da equipa Mares Pristinos da National Geographic Society e da Royal Geographical Society britânica.

Lançado em 2008 por Enric Sala, explorador-residente da National Geographic Society, o Mares Pristinos pretende identificar, avaliar e proteger os últimos lugares verdadeiramente selvagens dos oceanos. Segundo o site do programa, já ajudaram a proteger mais de 3000 milhões de quilómetros quadrados de oceanos. Das Galápagos e Seychelles até a regiões a sul de Moçambique.

Quanto às Selvagens, a sua protecção “é uma história que começa com uma ave que migra pelo mar”, recorda Paul Rose no documentário, a transmitir no canal National Geographic. “Esta pequena ave acabou por proteger” as Selvagens, diz o cientista, também autor do relatório.

Essa ave marinha é a cagarra. Em 1971, as Selvagens eram propriedade privada, pertencendo ao filho do banqueiro madeirense Luiz da Rocha Machado. O Estado português comprou-as e classificou-as nesse mesmo ano como reserva natural. Ao protegerem-se as aves marinhas, de certa maneira protegeu-se o ambiente subaquático à volta da Selvagem Grande e da Selvagem Pequena. A Selvagem Grande tem agora a maior colónia mundial de cagarras. Nidificam ali, em terra firme, mais de 30.000 casais.

Mas quando as Selvagens foram compradas pelo Estado português, as cagarras estavam em declínio. Eram dizimadas. As comunidades piscatórias da Madeira, que as comiam, faziam campanhas sazonais de recolha das crias na Selvagem Grande. Salgadas e secas ao sol, eram armazenadas em barricas que iam para a ilha da Madeira. As penas vendiam-se para o fabrico de colchões, em Inglaterra. Numa campanha anual chegavam a matar-se 20 mil juvenis.

Na última, em 1967, caçaram-se “só” 13 mil cagarras. Nesse ano, o director do Museu Municipal do Funchal, Alexander Zino, comprou a licença de caça por alguns anos. Queria que colónia recuperasse e que as Selvagens fossem uma reserva natural. Em 1970, começou a negociar a sua compra pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF), associação internacional de defesa da natureza. O filho do banqueiro madeirense quis antes vendê-las ao Estado português.

Uma pérola no Atlântico
A criação da reserva natural permitiu atenuar algumas das cicatrizes humanas nas Selvagens. Por ano, recebem só algumas centenas de visitantes, que chegam sobretudo em iates, e a ida a terra requer autorização do Serviço do Parque Natural da Madeira. Mas ainda lá estão as marcas das tentativas de colonização ao longo da história (que falharam porque não há água doce), seja em muros de pedra no planalto da Selvagem Grande, seja numa cisterna. Os coelhos, introduzidos pouco depois da descoberta das Selvagens no século XV, pelo navegador português Diogo Gomes, só se conseguiram erradicar no início do século XX. Tal como se fizeram esforços para eliminar plantas introduzidas. No tempo dos Descobrimentos, também se levaram para lá cabras como fonte de alimento de quem visitasse estas ilhas e que a caça só exterminou no século XIX.
“Felizmente, em 1971, aquando da protecção, conseguiu-se eliminar estes factores [de desequilíbrio]”, diz Paul Rose, referindo-se às espécies introduzidas. “Foi um esforço enorme. Muita gente, muito dinheiro, muito empenho. Limparam tudo. E agora está de novo quase imaculado.”

Entre as marcas mais visíveis que perduram dos seres humanos estão navios naufragados. “Os destroços do Cerno ainda se mantêm desde 1971 no recife entre-marés na Selvagem Pequena, ameaçando este ambiente pristino. Este petroleiro de bandeira norueguesa aproximou-se de mais das ilhas para lavar ilegalmente os tanques”, lê-se no relatório da equipa dos Mares Pristinos, assinado à cabeça por Alan Friedlander, cientista principal do projecto e que esta quarta-feira apresentou o documento e o filme no Oceanário de Lisboa, numa sessão com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o ministro do Ambiente, José Pedro Matos. Na terça-feira, a equipa foi ao Funchal divulgar os resultados ao presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

“Três meses depois [do Cerno], outro petroleiro, o Morning Breeze, afundou-se na Selvagem Grande”, lembra o relatório. “É provável que destroços de navios e/ou derrames de petróleo tenham tido efeitos devastadores e a longo prazo no ecossistema marinho costeiro, em particular na zona entre-marés quase pristina.”

Já houve várias expedições científicas às Selvagens. A primeira que foi multidisciplinar, em 1963, foi organizada por Alexander Zino. E em 2010, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental fez a maior expedição até à data às Selvagens, envolvendo mais de 70 cientistas, para inventariar de forma exaustiva a biodiversidade marinha — trabalhos que incluíram mergulhos de biólogos até a 25 metros de profundidade e, ainda, do robô submarino Luso a 2000 metros. A expedição de 2010, frisa o relatório do Mares Pristinos, “aumentou consideravelmente a nossa compreensão científica sobre estas ilhas remotas”.

Agora os cientistas dos Mares Pristinos também quiseram ir às Selvagens “fazer o levantamento da saúde dos seus ecossistemas submarinos, da superfície às profundezas, e documentar este ecossistema em filme”, explica-se no relatório. Interessaram-se por estas ilhas a 163 milhas náuticas a sul da ilha da Madeira e 82 a norte das Canárias. As Selvagens são o extremo sul de Portugal. Não têm árvores, só vegetação rasteira. Apenas os vigilantes da natureza vivem lá.

“Os resultados desta expedição serão usados para aumentar a sensibilização pública sobre o valor extraordinário desta pérola do Atlântico e recomendar ao Governo português a ampliação da actual área marinha protegida à volta das Selvagens, que apenas abrange águas até aos 200 metros de profundidade.”

Os cientistas fizeram vários mergulhos e largaram câmaras de filmar no mar, umas para flutuar a cerca de dez metros de profundidade e outras para ir até ao fundo, a mais de 2000 metros. “Não se pretendia fazer um levantamento exaustivo, mas usar os mesmos métodos em todos os locais. Há uma padronização da metodologia, para permitir comparações. Usamos censos visuais, em que avaliamos a biomassa e a diversidade de espécies num percurso. Repetimos isso em todos os pontos de amostragem e ficamos com uma ‘fotografia’ dessa zona, que podemos comparar com ‘fotografias’ de outras zonas”, explica Emanuel Gonçalves, professor associado do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente no ISPA-Instituto Universitário (em Lisboa) e um dos autores do relatório científico. Ainda este ano, a equipa irá à ilha da Madeira fazer o mesmo tipo de trabalho, para ter um termo de comparação entre um lugar mais selvagem e outro com bastantes impactos humanos.



Pescas e plásticos

Emanuel Gonçalves explica por que razão a protecção até aos 200 metros de profundidade não é suficiente. Funciona como tampão, e aí é proibido pescar, mas à volta das ilhas depressa se atingem grandes profundidades. Por isso, a área marinha protegida acaba por não ser grande: tem 9174 hectares. A reserva natural das Selvagens inclui outros 281 hectares de área terrestre, pelo que a reserva tem um total de 9455 hectares.
“Globalmente, essa protecção funcionou. Vêem-se peixes de grande porte, como garoupas e lírios, que são os primeiros a desaparecer quando há impactos significativos”, diz ao PÚBLICO o biólogo português, que entrou nesta expedição a convite de Enric Sala. “Permitiu proteger os ecossistemas costeiros, mas não permite uma protecção significativa para espécies mais móveis.”
É esse estado de saúde global que se dá conta no relatório. “Perto da costa, encontrou-se o ecossistema saudável, com um conjunto diverso de algas que consiste em pelo menos 47 taxa [unidades de classificação] diferentes. Os desertos de ouriços-do-mar, geralmente um sinal de pesca em excesso, eram raros e só cobriam cerca de 8% do fundo”, concluiu a equipa.



Quando há ouriços-do-mar a mais, eles raspam as algas e deixam as rochas nuas, perturbando a cadeia alimentar. Os cientistas designam este fenómeno por “desertos de ouriços-do-mar”. Nas Selvagens, acrescenta-se no documentário, os ouriços-do-mar estão em equilíbrio, o que significa que há peixes que os comem em número suficiente. A presença de predadores como lírios, meros e peixes-porco são aqui um sinal de um ecossistema em bom estado. Diz-se que há uma diversidade incrível de espécies subaquáticas. “Por todo o lado, vimos grandes meros. Isto é algo que já não se vê, infelizmente, na maior parte do litoral europeu ou mesmo em ilhas vizinhas”, frisa Emanuel Gonçalves no documentário.
Mas depois vem a pergunta: e onde estão grandes caçadores, os predadores de topo da cadeia alimentar, como os tubarões? Nas Selvagens, ainda que quase intactas, eles são a peça que falta. “Vimos um só tubarão na expedição”, conta-nos Emanuel Gonçalves. “Vimos os mamíferos marinhos [como golfinhos e baleias], mas os tubarões não. Os grandes atuns também não. Não estão lá alguns componentes que se esperava que lá estivessem.”



Por isso, os cientistas defendem que os actuais 9174 hectares de área marinha protegida da reserva sejam alargados e que se use como “ponto de partida” uma Zona de Protecção Especial criada nas Selvagens em 2014 ao abrigo da directiva europeia das aves, que abrange 124.530 hectares. “A expansão da reserva natural à volta das ilhas seria uma oportunidade excelente de proteger um ecossistema único no Atlântico Norte”, frisa o relatório.
Até porque, alerta-se, subsistem ameaças às Selvagens: navios de pesca perto da reserva natural, em particular do atum; pesca ilegal na área protegida; e fragmentos minúsculos de plástico, que inundam os oceanos e são ingeridos pelos animais. “Em 85% das amostras de água recolhidas à volta das Selvagens havia microplásticos”, lê-se.
Há ainda referência ao diferendo entre Portugal (que as considera ilhas, com direito a zona económica exclusiva, até 200 milhas) e Espanha (que as vê como rochedos, só com mar territorial até 12 milhas), o que mantém aí em aberto as fronteiras marítimas dos dois países.
Ao partir das Selvagens, a equipa da National Geographic deixa uma nota de esperança. “Tem-se pescado muito, e o mar está sob grande pressão”, remata Paul Rose. “Mas temos um sentimento de confiança ao deixarmos este lugar, dada a sua condição fantástica.”

Fonte: Público


8 motivos que fazem do polvo o 'gênio' dos oceanos


A notícia, divulgada em Abril, de que um polvo conseguiu escapar do Aquário Nacional da Nova Zelândia pode ter surpreendido muita gente. Mas só veio a confirmar o que muitos cientistas já suspeitavam: que essa espécie é uma das mais inteligentes do planeta.
Inky, o polvo fugitivo, aproveitou a tampa entreaberta do seu tanque e, durante a noite, conseguiu sair, atravessou uma sala até encontrar um ralo aberto e espremeu-se por um cano de 50 metros de extensão até chegar ao mar aberto.
Oito comportamentos já observados nestes animais que ilustram como eles são mais espertos do que pensamos.

1. Capacidade de planear



A psicóloga Jennifer Mather, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, estuda polvos desde 1972. Mas foi durante uma pesquisa de campo nas Bermudas, há mais de 30 anos, que ela se deparou com a primeira demonstração de inteligência por parte do animal.
Ela observou que um polvo-comum (Octopus vulgaris) caçava caranguejos e os levava para a sua toca para comê-los. Antes da refeição, no entanto, o animal catou algumas pedras para criar um espécie de barreira e impedir que as presas fugissem.
Segundo Mather, esse e outros exemplos mostram que o polvo tem a capacidade de fazer previsões e de sequenciar acções.
"Ali estava um animal com uma imagem mental clara do que ele queria. E que conseguiu fazer um planeamento, o que é muito diferente de uma simples resposta a um estímulo, mais comum em outros bichos", afirma.

2. Bem equipado



Em 2009, Julian Finn e seus colegas do Museu Victoria, em Melbourne, na Austrália, conseguiram demonstrar que polvos sabem usar objectos como ferramentas.
Um grupo de polvos-venosos (Amphioctopus marginatus) desenterrava cascas de coco que foram jogadas no mar e, em seguida, as limpava com jactos de água. Alguns empilhavam cuidadosamente as cascas e as carregavam por até 20 metros para usá-las para montar um abrigo.
Finn chamou a atenção para o facto dessa movimentação deixar o animal mais vulnerável a predadores, por ser mais lenta e dispendiosa. "Isso mostra que o polvo está disposto a aceitar riscos em troca de Protecção para o futuro", afirma.

3. Brincalhão



Cientistas sempre defenderam que o acto de brincar é algo peculiar de animais com elevadas habilidades cognitivas, já que não serve a nenhuma função imediata a não ser a diversão.
Mather quis investigar se os polvos sabem brincar e estabeleceu uma experiência no Aquário de Seattle (EUA). Colocou oito polvos-gigantes (Enteroctopus dofleini) em tanques vazios e, ao longo de diversos testes, deu-lhes  frascos de plástico
No início, todos os animais levaram os frascos à boca, descartando-os ao perceberem que não era algo comestível. Depois de um tempo, dois deles começaram a jogar jactos de água nos frascos, que iam rolando até o outro lado do tanque e voltavam aos polvos com a corrente de água.
Para Mather e os outros investigadores, trata-se de uma forma de brincadeira exploratória, semelhante ao que crianças fazem ao brincarem com objectos desconhecidos.
"Quando um polvo está numa situação nova, a primeira coisa que ele faz é explorar", afirma a cientista.

4. Tentáculos temperamentais

Mather e o biólogo Roland Anderson, do Aquário de Seattle, já tinham tentado estudar a diferença nas personalidades de cada polvo.
Profissionais que trabalham com esses animais têm o costume de dar nomes a eles porque percebem que cada um se comporta de uma maneira consistente e diferente dos demais.
Numa experiência com 44 polvos-rubi (Octopus rubescens), um investigador visitava o tanque a cada dois dias, colocando o seu rosto perto da tampa, tocando os animais com uma escova e oferecendo caranguejos a eles.
Foram observadas 19 respostas diferentes e consistentes. Alguns polvos eram mais passivos, enquanto outros eram mais curiosos.
Em um estudo subsequente, Mather e Anderson encontraram indícios de que o polvo transmite traços de sua personalidade à cria. "Essas variações de personalidade permitem que o animal aprenda e se adapte rapidamente", afirma a investigadora.

5. Mestre do disfarce

A corrida evolutiva levou animais a desenvolverem muitas maneiras ardilosas para enganarem-se uns aos outros: das serpentes que se fingem de mortas para evitar serem caças a peixes machos que se passam por fêmeas para aumentar as chances de se reproduzirem.
Mas dentre todos os malandros da natureza, o polvo-imitador (Thaumoctopus mimicus) deveria levar o título de "mestre dos disfarces".
Outros polvos podem mudar a cor e a textura da pele para evitar os predadores. Mas o imitador é o único que já foi observado tentando passar-se por outros animais. Ele pode mudar a sua forma, os seus movimentos e o seu comportamento para ser confundido com 15 espécies diferentes, de peixes a serpentes marinhas venenosas.

6. Craque dos problemas

Polvos são capazes de usar a tentativa e erro para encontrar a melhor maneira de conseguirem o que querem.
Num estudo publicado em 2007, Mather e Anderson observaram polvos gigantes tentando chegar à parte comestível de diferentes tipos de mexilhões usando recursos como quebrar ou separar as conchas, ou ainda usar sua rádula para perfurar as cascas mais resistentes.
Os cientistas então costuraram os mexilhões e perceberam que os polvos trocaram de técnica. "Isso mostrou-nos que esses animais são muito bons em resolver problemas, pois têm diversas estratégias para atingir o mesmo objectivo, e utilizam primeiro a que for mais fácil", diz Mather.

7. Bem orientado

Durante uma pesquisa de campo, Mather observou que, depois de saírem para caçar, os polvos voltavam a suas tocas por outro caminho. Eles também visitavam áreas diferentes em cada caçada.
Num estudo publicado em 1991, ela concluiu que os polvos têm uma capacidade de memória complexa. Eles conseguem  lembrar-se dos locais onde há alimentos e retêm informações sobre os lugares que visitaram recentemente. Trata-se de algo que apenas nos animais cordados (dotados de espinha dorsal).

8. Como nós

Em muitos aspectos, o cérebro do polvo é como o nosso. Eles têm lóbulos torcidos, semelhantes aos cérebros dos vertebrados, o que é um sinal de complexidade.
Além disso, os padrões eléctricos gerados nos cérebros desses cefalópodes são semelhantes aos dos mamíferos.
O polvo também tem uma visão monocular, algo que tende a ocorrer em espécies cujos hemisférios cerebrais têm especializações diferentes.
O cefalópode até armazena memórias de maneira semelhante ao ser humano, usando um processo chamado de potenciação de longo prazo, que fortalece as ligações entre os neurónios.
Mas as diferenças entre o polvo e o homem são ainda mais fascinantes do que as semelhanças. Mais da metade dos 500 milhões de neurónios do animal concentram-se nos seus tentáculos. Isso significa que cada um deles pode agir sozinho ou em coordenação com os demais.
E, enquanto o cérebro humano é visto como um controlador central, a inteligência do polvo pode estar distribuída numa rede de neurónios, um pouco como a internet.
Se isso for provado, Inky e os seus parentes podem obrigar-nos a ver a essência da inteligência de uma maneira totalmente nova.
Fonte: BBC




Preservar oceanos é fundamental para a manutenção da vida no planeta

As Nações Unidas celebraram o Dia Mundial dos Oceanos e chamaram a atenção para os perigos enfrentados pela vida marinha. Cerca de 20 milhões de toneladas de plástico são despejadas anualmente nos mares, ameaçando animais aquáticos e também humanos que se alimentam de frutos do mar.


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou no Dia Mundial dos Oceanos – que a preservação dos mares é fundamental para a manutenção da vida na Terra. O chefe da ONU destacou que os oceanos contribuem para a regulação do clima, além de oferecerem recursos naturais e alimentos para biliões de pessoas.
“Embora os oceanos pareçam infinitos, a sua capacidade de resistir às actividades humanas é limitada, particularmente porque eles também enfrentam as ameaças colocadas pelas mudanças climáticas”, destacou Ban Ki-moon.
Em 2016, as celebrações do Dia Mundial contaram com o tema “Oceanos saudáveis, planeta saudável”. Actividades na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e em outras partes do mundo vão chamar atenção para os riscos associados ao despejo de cerca 20 milhões toneladas de plástico nos mares por ano.

Operação mar limpo em Lisboa

No Dia Mundial dos Oceanos, a Quercus faz uma acção de limpeza de lixo marinho na praia de Algés. O 'mar de plástico' assusta os ambientalistas.


O alerta é do Fórum Económico Mundial que num estudo recente avisou que em 2050 os oceanos poderão ter mais plástico que peixes (em peso). As últimas estimativas apontam para 150 milhões de toneladas de plásticos que circulam hoje pelos oceanos.
Os números foram apresentados pela associação ambientalista Quercus no Dia Mundial dos Oceanos.
Cármen Lima recorda que nos últimos dias fizeram uma visita à praia de Algés, às portas de Lisboa, e era impressionante a quantidade de plástico e entre todo este plástico a maior parte são cotonetes colocados nas sanitas e que acabam no mar.
Fonte: TSF

O “Bom Jesus” estava no fundo do Mar da Namíbia

Mineiros da Namíbia descobriram o navio "Bom Jesus" naufragado há quase 500 anos. A equipa de investigação descobriu que o navio terá naufragado no ano 1533, enquanto se dirigia para a Índia.


Mineiros namibianos descobriram um navio português – o “Bom Jesus” – que terá naufragado há quase 500 anos. Dentro do barco estava um carregamento de moedas de ouro que foi avaliado em cerca de 11,5 milhões de euros.
A notícia foi avançada pela Fox News, que afirma que o navio foi descoberto quando os mineiros que procuravam diamantes esvaziaram uma lagoa artificial no deserto da Namíbia.
Quando foi descoberto o navio, o arqueólogo Dieter Noli afirmou que não era muito surpreendente encontrar ali um navio – a área era conhecida pelos marinheiros como “Portões do Inferno” e há bastantes registos históricos de naufrágios no local. No entanto, o arqueólogo esperava encontrar, no máximo, “uma espada espanhola e um saco de ouro” e afirmou que não estava preparado para encontrar um tesouro daquela dimensão.
Entre o espólio do barco encontravam-se o tesouro, mosquetes, canhões, peças de cobre e “até mesmo espadas”.
A maior parte dos naufrágios naquela área ocorreram nos últimos 120 anos, informou Noli, que afirmou que o “Bom Jesus” é o barco naufragado mais antigo ali encontrado.
Depois de duas semanas de investigação, a equipa de arqueologia conseguiu desvendar que o “Bom Jesus” terá afundado por volta de 1535 a caminho da Índia.
Embora não sejam conhecidas as causas para o barco ter ido ao fundo, Noli afirma que, provavelmente, o mau tempo e o excesso de carga terão levado ao naufrágio do “Bom Jesus”.
Os bens dentro do navio terão sido oferecidos ao Governo de Portugal, mas este terá deixado os produtos resgatados ao governo namibiano, segundo o líder da investigação.
Fonte: Observador

terça-feira, 7 de junho de 2016

Medlog-MSC e PSA Sines juntaram-se à APS na visita a Talavera de La Reina


A convite de Jaime Ramos Torres, Alcaide da cidade de Talavera de La Reina, o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, João Franco, visitou a localidade, sendo acompanhado por uma comitiva composta por representantes da MSC-MedLog e da PSA Sines - a visita realizou-se no contexto da aproximação entre as partes, com vista o estreitamento de relações face ao desenvolvimento da futura plataforma logística de Talavera de La Reina. 

A visita a Talavera de La Reina contou ainda com a presença de várias autoridades e associações empresariais da região, incluindo representantes do Governo Regional e dos Puertos del Estado, indispensáveis ao desenvolvimento deste projecto. O encontro é mais um passo nas conversações iniciais que visam firmar uma cooperação estratégica luso-espanhola capaz de alavancar a concretização da plataforma, que, de acordo com o recente estudo estratégico, tem o potencial desejado para desenvolver o corredor logístico com o Porto de Sines

Assim, o desenvolvimento do projecto foca-se no incremento dos movimentos de importação e de exportação de bens, com o objectivo de intensificar as relações económicas da região para os principais mercados mundiais. O porto de águas profundas de Sines poderá, assim, funcionar como porta de entrada e saída das mercadorias por via marítima, as quais serão transportadas preferencialmente por transporte ferroviário de e para a referida plataforma logística. 

As presenças da MSC-Medlog ( Pelo CEO da MSC Portugal - Carlos Vasconcelos) e da PSA Sines ( Pelo Director das Operações - Nuno Santos) deram ainda maior ênfase ao enquadramento competitivo e estratégico da empreitada, já que ambas as empresas possuirão, com elevada probabilidade, papéis centrais na materialização viva do corredor logístico e da cadeia de abastecimento que nele ganhará corpo - a MSC-Medlog enquanto móbil ferroviário da ligação, e a PSA Sines na condição de 'player' crucial na integridade dinamizadora do Porto de Sines.


Presidente da República convida China a integrar Porto de Sines na Rota Marítima da Seda


Numa entrevista concedida ao jornal do Partido Comunista Chinês, publicada no passado dia 1 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa desenvolveu o tema da integração de Portugal na futura Rota Marítima da Seda, uma iniciativa chinesa que já mereceu a abertura do Porto de Sines, infra-estrutura que, dadas as suas características competitivas e geográficas, está disponível para funcionar como 'gateway' para a Europa - o Presidente da República sublinhou isso mesmo, explicando que Sines encontra-se em busca de investimento.

"Este porto encontra-se numa fase de atracção de investimento e acredito que poderá oferecer inúmeras vantagens a eventuais parceiros chineses", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, abrindo uma porta diplomática rumo a conversações que permitam a integração do Porto de Sines na Rota Marítima da Seda, projecto lançado em 2013 pelo Governo chinês que visa activar novamente a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

"Portugal está disposto a mover, em conjunto com a China, todas as diligências, no sentido de se tornar um ponto estratégico da Rota Marítima da Seda", declarou o Presidente da República, que enumerou os pontos essenciais que fazem do Porto de Sines um "ponto estratégico" capaz de fazer parte do mega-projecto que envolverá 65 países: "elevado grau de operacionalidade" e a "localização privilegiada" foram os trunfos descritos por Marcelo Rebelo de Sousa durante a entrevista.


Fonte: Cargo

Sines confirmado como hub da aliança 2M

A aliança 2 M, que agrega a Maersk Line e a MSC, anuncia para o terceiro trimestre do corrente a primeira grande revisão do network no Ásia-Norte da Europa, com a redução de escalas directas e hubs de transhipment. Sines não será afectado.


No espaço de uma semana, primeiro a Maersk Line e depois a MSC anunciaram a revisão da sua oferta no Ásia-Norte da Europa, que resultará numa redução de escalas e na melhoria de tempos de trânsito entre os principais portos.
No âmbito da aliança 2M, os cinco serviços semanais passarão a escalar 83 portos, contra os 95 agora tocados. O maior corte acontecerá na Ásia (de 54 para portos) e particularmente no Japão (que perderá três das quatro escalas directas).
Com os novos arranjos, os dois parceiros da 2M anunciam poupanças nos transit times entre Ásia e o Norte da Europa que podem chegar aos quatro dias.
E Sines? De acordo com a informação disponível, o porto alentejano manterá o seu estatuto de porto de transhipment, a par de Algeciras, Salalah, Dubai e Colombo. Tanger Med, por exemplo, perderá a sua única escala.
O Terminal XXI continuará a ser também o primeiro porto europeu do Lion Service da MSC, que terá a seguinte rotação: Yokohama, Ningbo, Xangai, Chiwan, Yantian, Tanjung Pelepas, Sines, Antuérpia, Le Havre, Southampton e Felixtowe.
Fonte: T e N

Canal do Suez corta até 65% nas “portagens”

A Autoridade do Canal do Suez (ACS) anunciou ontem um novo pacote de reduções nas “portagens” cobradas aos navios porta-contentores em viagem entre a Ásia e a costa Leste dos EUA. Os descontos variam entre os 45% e os 65%, consoante as origens/destinos.


As reduções serão válidas por 90 dias e seguem-se aos descontos de 30% implementados em Abril e que vigoraram até domingo passado.
Então como agora, o objectivo da Autoridade do Canal do Suez é evitar a fuga de navios, seja para a Rota do Cabo (mais longa mas mais barata por causa da baixa do preço do combustível), seja para o “novo” Canal do Panamá, que a partir do próximo dia 26 poderá receber navios de maiores dimensões.
Recorde-se, a propósito, que os descontos implementados em Abril não lograram reganhar os serviços que entretanto se mudaram para o Cabo, e que pelo contrário em Maio mais foram os navios que passaram a contornar África por Sul.
Apesar disso, o volume de receitas da ACS cresceu ligeiramente no primeiro trimestre do ano, de 1,236 para 1,239 mil milhões de dólares.
No ano passado, passaram pelo Canal do Suez 17 483 navios, mais 2% do que no ano anterior.
Em Agosto do ano passado, o Egipto inaugurou a expansão do Suez, realizada em tempo recorde, num investimento de 8,5 mil milhões de dólares.
Fonte: T e N

“Semana Gastronómica do Mar” anima Armação de Pêra























Armação de Pêra recebe a “Semana Gastronómica do Mar” entre 4 e 12 de Junho. A iniciativa envolve 12 restaurantes, com ementas diárias especiais, que incluem todos os produtos marítimos, desde o peixe ao marisco. 
Os restaurantes participantes são: Churrasqueira Balbino, Estrela-do- Mar, Marisqueira Hera, O Fernando, O Navegante, O Pelintra, O Silvense, Pôr-do- Sol, Rocha da Palha, O Casarão, Casa d’Ávó e Estrela-do- mar 2.
Segundo a Câmara de Silves, que promove o evento, «todos mostrarão a tradição gastronómica desta vila, profundamente associada à pesca e ao mar».
Ao longo dos dias, mais precisamente a 4, 5, 10, 11 e 12 de Junho, para além da vertente gastronómica, o evento contará com a animação do Grupo Etnográfico Amigos do Montenegro, que passará pelos restaurantes aderentes, animando os clientes, entre as 12h00 e as 15h00 e 19h30 e as 23h30.
No dia 12 de Junho, às 21h00, a Fortaleza de Armação de Pêra recebe o espetáculo de encerramento do evento com “Zeca e os Pelintras”. Às 22h30, o executivo camarário irá entregar lembranças alusivas ao evento aos restaurantes participantes.
A Câmara de Silves revela que «de modo a tornar esta experiência ainda mais completa, a organização criou um pequeno passaporte que permitirá aos seus portadores usufruir de um sorteio de um fim de semana (em regime de “alojamento e pequeno almoço”) numa das unidades hoteleiras de Armação de Pêra».
Além disso, a todos os participantes que completem as quadrículas do passaporte será, ainda, oferecido um bilhete diário para a Feira Medieval de Silves.
O sorteio para atribuição do fim de semana será feito no dia 17 de Junho, às 15h00, no auditório da Câmara Municipal de Silves, sendo os vencedores anunciados no portal e facebook do Município.
Para além disso, será feito um passatempo no Facebook, que permitirá aos participantes receberem refeições gratuitas nos restaurantes aderentes.
Facebook: Sul Informação

Mulher atacada por crocodilo durante mergulho no Mar


Uma mulher foi arrastada por um crocodilo numa praia australiana, enquanto nadava com uma amiga à noite. O corpo continua desaparecido.

Cindy Waldron entrou no mar da praia Thornton, no norte da Austrália, após um passeio nocturno com a amiga, quando o crocodilo a atacou e arrastou para dentro de água, no passado domingo.

A mulher de 46 anos viajou, segundo a imprensa australiana, da Nova Zelândia para a Austrália para celebrar o fim do tratamento de cancro da amiga, Leeann Mitchell.

As duas mulheres estavam dentro de água, que lhes daria pelos joelhos, quando o crocodilo atacou a vítima. Leeann Mitchell ainda tentou puxar a amiga para fora de água, mas sem sucesso.

Uma testemunha do acidente afirmou à imprensa que ouviu uma mulher a gritar.
"A amiga correu para um negócio local perto da praia e contou o que tinha acontecido. A partir daí, a Polícia e outras autoridades foram notificadas", reporta o porta-voz da Polícia Russel Parker.

Um bombeiro de Queensland afirmou ainda que um crocodilo de cinco metros foi recentemente avistado na área.
Os residentes locais contaram também aos media que a área é conhecida por ser um habitat para crocodilos e que existem bastantes sinais a alertar a presença dos animais.
"Foi uma tragédia, mas era evitável", disse Warren Entsch, habitante local, à imprensa. "Se vais nadar àquela hora, vais ser atacado", acrescentou o homem.
As buscas pelo corpo da mulher ocorreram durante a segunda-feira passada e foram retomadas esta terça de manhã.

Turismo pesa mais na Economia do Mar do que a Pesca

Mais de 35% do Valor Acrescentado Bruto das actividades ligadas ao mar são garantidos pelo turismo e recreio. Portugal é o primeiro país europeu a ter uma Conta Satélite do Mar, um projecto do INE.


As actividades económicas relacionadas com o mar significaram 3,1% de toda a riqueza nacional produzida no ano de 2013. E 60 mil empresas deste sector representavam 3,6% do emprego gerado na economia portuguesa no período de 2010-2013.A Conta Satélite do Mar (CSM) é um instrumento estatístico que dá mais detalhes e informações do que os que estão normalmente disponíveis nas contas nacionais, e que permite perceber, por exemplo, que a chamada economia azul já pesa mais na produção de riqueza nacional do que sectores de actividade como as telecomunicações (que pesa 1,9%), a agricultura (1,5%), ou as indústrias de madeira e cortiça (0,6%). E que em termos de emprego tem uma dimensão superior à da industria do vestuário (2,3%) e o fabrico de automóveis e seus componentes (0,8%).A CSM foi elaborada ao abrigo de um protocolo de cooperação assinado com a Direcção-Geral de Política do Mar, e, confirmou o PÚBLICO junto de fonte autorizada do INE, tornou-se no primeiro instrumento do género na Europa. “Embora existam estudos noutros países sobre a relevância económica do mar, não foram elaborados no contexto de uma Conta Satélite (conta completa de produção e quadro de equilíbrio de recursos e utilizações) como a presente conta para Portugal”, refere a mesma fonte do INE. Este projecto visa reorganizar a informação estatística para melhor avaliar a dimensão e a importância da economia do mar e servir de apoio às decisões de política pública para o sector. Para a chamada economia do mar no âmbito da CSM contribuem oito grandes agrupamentos de actividades já consolidadas (pesca e aquicultura; recursos marinhos não vivos; portos, transportes e logística; recreio, desporto cultura e turismo; construção e reparação naval; equipamento marítimo; infra-estruturas e obras marítimas; e serviços marítimos) e outras emergentes como os novos usos e recursos do mar.Duplicar o peso da economia do mar no PIB nacional “no curto a médio prazo” foi um dos objectivos assumidos pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. A governante apontou a meta dos 5% como um valor justo e consentâneo com o potencial que a chamada economia azul pode ter no desenvolvimento económico do país. E as margens de crescimento nas chamadas actividades emergentes da economia do mar são as mais promissoras, como frisou no Encontro Internacional dos Oceanos Oceans Meeting 2016, um evento que terminou esta sexta-feira em Lisboa, promovido pelo Ministério do Mar.  
"As actividades emergentes da economia do mar são geradores de alto valor acrescentado, que por si só podem formar uma nova fileira tecnológica inovadora da robótica e automação submarinas, alavancando outras indústrias", disse, citada pela Lusa, depois de referir que as novas tecnologias poderão criar uma nova fileira de negócio, o que poderá originar novas empresas ou a reconversão de existentes. 

Onde estaremos em 2030?

A divulgação da primeira Conta satélite do Mar aconteceu, também, no mesmo dia em que, no âmbito do Encontro Internacional dos Oceanos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou pela primeira vez  na Europa, o relatório sobre a Economia dos Oceanos, onde se faz uma análise prospectiva sobre o peso que ela terá na riqueza mundial em 2030.
O oceano é a nova fronteira da economia. Encerra em si a promessa de uma riqueza imensa em recursos e de um enorme potencial para impulsionar o crescimento económico, o emprego a inovação”, lê-se no relatório, que tem como um dos autores Barrie Stevens, um dos oradores convidados do Oceans Meeting.
O relatório da OCDE aponta para números muitos aproximados da análise portuguesa: em 2010 a produção global da economia dos oceanos terá rondado os 1,5 biliões de dólares (1,34 biliões de euros), significando cerca de 2,5% de toda a riqueza produzida no globo e garantindo 31 milhões de postos de trabalho em 2010. E as projecções apontam para que a economia dos oceanos possa mais do que duplicar o seu contributo para o valor acrescentado mundial, ultrapassando os três biliões de dólares e empregar 40 milhões de trabalhadores.
O INE usou este mesmo relatório para mostrar que o peso do VAB do “Mar” no Produto Interno Bruto português está acima daquele que é registado em França (2,8%) e até na Irlanda (0,7%). E abaixo do registado na Holanda (3,3%) e no Reino Unido (4,2%). As cautelas pedidas pelo INE reportam-se ao facto de não ter existir harmonização nas metodologias e nos períodos temporais analisados. Esse é um dos problemas apontados pela OCDE: a necessidade de melhorar a base estatística a nível nacional e internacional.
Fonte: Público



Centro de Mar inaugura exposição “Um mar de tradições”



O Centro de Mar de Viana do Castelo inaugura amanhã, dia 08 de Junho (Dia Mundial dos Oceanos), pelas 17H00,a bordo do navio Gil Eannes, mais uma exposição temática. “UM MAR DE TRADIÇÕES” pretende retratar os diversos usos, costumes e crenças, que um povo construiu e passou de geração em geração, ao longo da nossa faixa litoral, focando-se em quatro temas centrais: as actividades piscatórias, as actividades agro-marítimas, os trajes e as devoções.
Através de uma exposição interactiva e dinâmica, o Centro de Mar pretende dar a conhecer e relembrar as várias actividades que o povo do litoral desempenhava nesta área geográfica entre elas a conhecida apanha do sargaço criando um vasto leque de tradições.
Esta exposição contou com a colaboração de diversos testemunhos e vivências ligadas ao mar que torna esta mostra mais aprazível e agradável de ser visitável. A entrada é livre e as marcações de visitas guiadas devem ser efetuadas para centrodemar@viana-castelo.pt


Fonte: Rádio Alto Minho/Andrea Cruz