quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Italianos criam alhos e alfaces no fundo do Mar

Morangos, manjericão, feijão, alho ou alface cultivadas no fundo do mar? Sim, ao largo da costa italiana.



O projeto chama-se "Nemo's Garden" e consiste em cinco casulos subaquáticos, com diferentes tamanhos, colocados em profundidades que variam entre os 5,5 metros e os 11 metros. É ali que os olhos ou as alfaces estão a ser cultivados.
Para quê e porquê? A ideia é encontrar formas de criar alimentos em regiões onde não haja água potável, solos férteis ou aconteçam mudanças extremas de temperatura.

Trata-se de um projecto desenvolvido pela empresa "Ocean Reef" na baía de Noli, em Savona (Itália).
A rega das plantas faz-se por gotas de água condensadas nas paredes do interior dos casulos. Já a temperatura é constante durante todo o dia, o que beneficia o crescimento das plantas.
Os responsáveis monitorizam o que se passa nos casulos com mergulhos regulares e também com webcams que enviam imagens em tempo real.
Fonte: TSF

Paulo Portas dá Estaleiros de Viana como exemplo de "gestão privada mais eficiente"


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, visitou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que considerou um exemplo de "gestão privada mais eficiente" e de "economia do século XXI", após a privatização.

"Prestámos um serviço à estratégia industrial para Portugal. Portugal é um dos países com mais responsabilidades marítimas na União Europeia, vamos ter uma plataforma continental muito relevante e maior, seria um disparate completo perdermos a capacidade de construção naval", afirmou Paulo Portas.

Para o também vice-primeiro-ministro, os ENVC são um exemplo de "economia do século XXI" e "gestão privada mais eficiente", argumentando que o actual Governo herdou um "prejuízo diário de 110 mil euros, um passivo superior a 250 milhões de euros, um plano de despedimentos já assinado pelo anterior Governo e um problema muito sério em Bruxelas visando auxílios de Estado".

"Faço esta visita aos ENVC com uma certa emoção porque estes estaleiros que correram risco de vida são essenciais na construção e reparação naval de Portugal, que é um país oceânico e marítimo, estão vivos, estão com trabalho e estão com trabalhadores", disse.

De acordo com Paulo Portas, actualmente, os estaleiros têm quatro navios em construção, dois para turismo no Douro e dois de patrulhamento marítimo da Marinha portuguesa e empregam 220 pessoas directamente e 283 através de subempreiteiros, sendo que a força de trabalho é composta por um terço de trabalhadores que estiveram ao serviço dos antigos estaleiros.

"O ministro Aguiar-Branco estava certo quando defendeu a reestruturação", disse o presidente centrista.

A WestSea, empresa criada pelo grupo Martifer, que em 2013 venceu o concurso de subconcessão daquele estaleiro lançado governo português, assumiu os terrenos e infraestruturas da empresa pública no dia 02 de maio de 2014, pagando uma renda anual de 415 mil euros.

Neste processo, abandonaram os ENVC mais de 600 trabalhadores, através de um processo de rescisões amigáveis.

Em maio último a Comissão Europeia anunciou que as ajudas atribuídas pelo Estado aos ENVC, violavam "as regras de auxílios estatais da União Europeia", ao distorciam a concorrência no mercado único.

Fonte: Cargo

Navex realizou III edição do Encontro Nacional dos Agentes de Navegação do Grupo ETE


No passado dia 26 de Setembro, a Navex – maior agente de navegação nacional em número de navios agenciados nos portos portugueses – promoveu, no Palace Hotel Monte Real, o III Encontro Nacional de Quadros dos Agentes de Navegação do Grupo ETE. É a terceira vez consecutiva que o evento se realiza.

O programa do evento concentrou-se na temática “A Caminho da Excelência no Serviço ao Cliente”. Na primeira parte o foco recaiu na Inovação e Desenvolvimento e nas Novas Tendências no Serviço ao Cliente e, segunda parte, foram desenvolvidas variadas actividades de "team building".

O encontro contou com a participação de várias dezenas de colaboradores da Navex, entre eles a Euroline e Sofrena, que são os agentes de navegação do Grupo ETE.

Fonte: Cargo

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Mais um ‘Big Rider’ para desafiar as ondas nazarenas



O alemão Sebastian Steudtner, vencedor do prémio ‘Biggest Wave Award’ com a onda que surfou na Nazaré a 11 de Dezembro de 2014, já se encontra na Praia do Norte, onde irá preparar a nova época de ondas grandes.
Sebastian Steudner tem 30 anos. É conhecido como ‘Seabass’ (Robalo) e foi o surfista do ano 2010 e 2011 na Alemanha.


Fonte: DiarioLeiria

Depois da JUP, Portugal quer a JUL cá e além-fronteiras

A Janela Única Portuária é elogiada por todos. A Janela Única Logística já dá os primeiros passos. O próximo, passa por chegar além-fronteiras e integrar todos os operadores envolvidos na cadeia.



Os resultados já alcançados e os objectivos a prosseguir no âmbito do projecto ANNA foram apresentados em Lisboa, numa sessão presidida por Paulo Andrade, que recentemente assumiu a liderança do IMT (em substituição de João Carvalho, que transitou para a AMT).
O novo presidente do IMT explicou, desde logo, que o projecto ANNA – Maritime Single Window visa sobretudo “simplificar e harmonizar os procedimentos administrativos aplicados ao transporte marítimo”, recorrendo a ferramentas como a “plataforma única electrónica”, enquanto ferramenta de apoio à implementação da directiva CE 2010/65/UE, transposta para o direito interno com a publicação do Decreto-Lei nº 218/2012, de 9 de Outubro.
O ANNA envolve 14 parceiros europeus, incluindo Portugal, 10 países observadores e 10 organizações observadoras. Os resultados finais do projecto serão apresentados na Grécia, no próximo dia 3 de Dezembro.
Carlos Coelho, inspector do SEF, falou do contributo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para o desenvolvimento do ANNA, nomeadamente através da informação trabalhada na Janela Única Portuária (JUP), onde cada posto de fronteira emite instruções de embarque e desembarque, licenças de vinda a terra, etc. O processo “tem permitido”, inclusivamente, sublinhou, “uma estratégia de reforço do controlo das fronteiras,” visto tratar-se duma “ferramenta de alto desempenho”, que veio “simplificar procedimentos e reduzir a burocracia.”
 O director executivo da Agepor, Belmar da Costa, também alinhou nos elogios, até porque os agentes de navegação “estavam a afundar-se num mar de papel. Batalhámos para que a JUP fosse uma realidade, olhámos para toda esta evolução tecnológica como uma oportunidade. Começamos a ter exigências diferentes e agora, na Europa, estamos na linha da frente,” que é como quem diz, “na crista da onda”.
Belmar da Costa sublinhou, todavia, ser “muito importante a grande divulgação e acções de sensibilização junto dos armadores sobre as novas regras implementadas – novos formatos e modalidades de envio das listas de tripulantes, passageiros, etc.”.
José Pedro Soares, administrador da APS e coordenador do Grupo de Trabalho APP-SI no âmbito do projecto LSW, revelou que o futuro do projecto passa por uma “nova visão integrada”, onde sejam incluídos na Logistic Single Window “os portos secos, operadores de transportes rodoviários e ferroviários, operadores logísticos, importadores e exportadores.”
Neste momento o Projecto Logistic Single Windows inclui a participação de 30 entidades e empresas, entre as quais as administrações portuárias, Direcção Geral da Autoridade Marítima, Infraestruturas de Portugal, CP Carga, Refer, MSC, Sitank, Transportes os Três Mosqueteiros, Tracogás, Sinesparque, Faul, Agepor, AICEP, Antram, Apat, Aplog, APOL, AT, CDO, CPC, DGS, Laso, Palmetal, PTM, Rangel, Sadoport, SEF, Senvion, Sonae, TCL, TVT e Unicer.
José Pedro Soares apresentou também uma demonstração piloto em que se encontram envolvidos os portos portugueses de Leixões e de Sines, o porto espanhol de Cádis, e o porto letão de Riga, No cenário de teste é reutilizada “a informação nas aplicações informáticas por parte dos agentes de navegação”.
Fonte: T e N

MSC baptiza mais um navio de 19 224 TEU

O MSC Maya, o quarto navio porta-contentores  da série “Oscar” da MSC, foi baptizado no sábado, em Antuérpia.


O MSC Maya ficou pronto nos estaleiros sul-coreanos da DSMCE ainda o seu irmão mais velho, o MSC Zoe, estava a fazer a sua viagem inaugural em direcção à Europa, em meados de Agosto. Agora foi a vez do MSC Maya tocar pela primeira vez o Velho Continente.
Tal como os seus irmãos “gémeos” – o MSC Oscar, o MSC Oliver e o MSC Zoe -, o MSC Maya tem 395,4 metros de comprimento (o equivalente a cerca de quatro campos de futebol), 59 metros de boca e 23 filas de contentores no convés.
Com uma capacidade nominal de 19 224 TEU (18 000 TEU em termos efectivos), o MSC Maya é o mais jovem maior porta-contentores de mundo. Graças à tecnologia empregue, o aumento de 35% na capacidade de carga é conseguido com uma redução de 35% nas emissões de CO2.
A MSC encomendou 20 navios iguais: 12 à DSME, seis à Samsung e dois à Hyundai.
O MSC Maya irá operar nos serviços entre a Ásia e o Norte da Europa que a MSC opera agora conjuntamente com a Maersk Line, no âmbito da aliança 2M.
Fonte: T e N

Mais de metade do mar português tem potencial petrolífero


Portugal pode vir a produzir petróleo no futuro. Existem vários indicadores que demonstram este potencial, mas é preciso aumentar a exploração. Entre 2007 e 2013 petrolíferas gastaram mais de 260 milhões em pesquisa.
O mar português pode ter petróleo escondido. Apesar de vários indicadores apontarem para este potencial, os especialistas consideram que é preciso aumentar a pesquisa.

"Mais de metade da Zona Económica Exclusiva (ZEE) tem potencial petrolífero", disse José Miguel Martins da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) esta segunda-feira, 28 de Setembro, na conferência "Pesquisa de Petróleo em Portugal" que decorreu em Lisboa.
Desde 2007 que foram feitas 175 sondagens no offshore (no mar) português com 117 a demonstrarem indícios de petróleo e de gás. As várias companhias petrolíferas despenderam 264 milhões de dólares entre o período 2007-2013 para pesquisar estes recursos em Portugal.

Para aumentar a exploração, a ENMC pretende agilizar os processos de atribuição de direitos, de forma a que os interessados se deparem com menos burocracia.

Mas apesar do aumento da exploração desde 2007 nos 100 mil quilómetros quadrados das diferentes bacias, ainda existe muito trabalho a fazer, sublinhou o responsável do regulador. "A maior parte das bacias estão subavaliadas", afirmou José Miguel Martins. 

Fonte: Jornal de Negócios.

Há uma corrente gelada no Atlântico. E a causa está nas alterações climáticas

Uma corrente da água gelada no Oceano Atlântico pode ser o resultado do degelo da Gronelândia. Causa será o aquecimento global.


Há uma grande corrente de água gelada no Oceano Atlântico, mais concretamente a sul da Gronelândia e da Islândia, que está a preocupar os cientistas. Esta corrente oceânica de baixas temperaturas tem-se manifestado desde o início do ano. Segundo o Washington Post, alguns cientistas suspeitam que o fenómeno seja parte de um processo já há muito temido pelos investigadores – a circulação lenta das águas do Oceano Atlântico.
Segundo um artigo da Nature Climate Change, citado pelo Washington Post, esta “água gelada” é o resultado do derretimento da Gronelândia que está a perder mais de cem mil milhões de toneladas de gelo por ano. Stefan Rahmstorf, um dos responsáveis pelo artigo, adianta que há fortes provas “de que isto é uma consequência do já longo declínio da corrente do Golfo, ou seja, da inversão da circulação do oceano Atlântico como consequência do aquecimento global”, explica, cita o Washington Post.
Fonte: Observador

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Maiores quotas de pesca trazem mais benefícios económicos


Portugal conseguiria mais benefícios económicos se atribuísse maiores quotas de pesca às embarcações que dão mais emprego e têm menos impactos ambientais. Esta é a proposta de que Aniol Esteban, biólogo e especialista em economia do ambiente, que esteve na Fundação Gulbenkian no passado dia 25 de Setembro. Apresentou o BEMEF - Modelo Bio Económico das Frotas Europeias sobre os benefícios económicos da pesca sustentável. 
O BEMEF é o primeiro modelo que avalia os impactos económicos da redistribuição das quotas de pesca pelas diferentes frotas da UE através de critérios económicos e ambientais (criação de emprego, consumo de combustível, lucros e esforço de pesca), uma melhoria face ao actual modelo, que se baseia apenas nos dados históricos de capturas e por isso beneficia as frotas maiores e menos ecológicas.
Foi desenvolvido ao longo de dois anos para ajudar os Estados-Membros a melhorar a gestão das pescas, e assim assegurar a sustentabilidade dos stocks de peixe, um bem público de livre acesso.

Nesta apresentação, Aniol Esteban analisou também os actuais padrões de consumo de peixe na Europa e falará sobre o trabalho em curso para identificar os Estados-Membros que estão a atrasar a recuperação dos stocks de peixe na Europa ao encorajarem limites à pesca acima dos recomendados pelos cientistas.

A pesca é particularmente importante em comunidades litorais como Peniche e Nazaré, onde se centram vários projectos apoiados pela Iniciativa Gulbenkian Oceanos. Esta actividade económica permite-nos usufruir de um dos muitos benefícios dos ecossistemas marinhos – a provisão de alimentos.
Fonte: Ciência Hoje

domingo, 27 de setembro de 2015

A 1ª fábrica de ondas perfeitas em Portugal vai abrir dentro de 2 anos


A autarquia de Vila Nova de Gaia e a SVQ Invest vão trazer para a zona da Madalena um inovador parque de ondas artificiais, segundo confirmou esta semana o presidente da autarquia de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues.
A câmara aprovou por unanimidade um plano para a construção deste jardim de ondas, prevendo que esteja concluído dentro de dois anos na zona da Madalena, graças a um investimento privado na ordem dos 10 milhões de euros.
O Wavegarden é um novo conceito de tecnologia que cria ondas artificiais em piscinas, desenhado de forma a poder proporcionar até 120 ondas tubulares e perfeitas por hora, independentemente de variáveis como marés, ondulações ou vento. As ondas desenrolam depois por uma extensão de mais de 220 metros sem perder força ou forma, ou seja, permitindo surfar até 20 segundos numa única onda. É uma infraestrutura alternativa à praia.
A tecnologia patenteada usa um fole hidrodinâmico que desliza ao longo do chão, empurrando a água da lagoa artificial ao longo de 300 metros e criando a ondulação que curva sobre os bancos laterais da lagoa e quebra em direcção ao centro da lagoa, criando 2 ondas simultâneas.
Ao chegar à extremidade, o fole gira 180 graus e regressa à posição inicial, criando novamente ondas idênticas na direcção oposta. As ondas resultantes têm cerca de 1,20 metros de altura, embora modelos de simulação avançados mostrem que o Wavegarden pode produzir ondas de qualquer tamanho ou comprimento, conforme o tamanho da lagoa.
Vencedor de vários prémios internacionais, o desenvolvimento do conceito Wavegarden teve início em 2005 pelas mãos da empresa basca Instant Spot. A estrutura de baixo custo ambiental consome em média 270 kW, já abriu portas no País de Gales e em Espanha (para testes, apenas), e tem ainda projectos em vários estágios de desenvolvimento para Marrocos, Dubai, Austrália, França, Alemanha, Suíça, EUA e Brasil, e mais recentemente, Portugal.
Desenvolvido e explorado comercialmente pela SVQ Invest, especializada em desenvolvimento de projectos de turismo, desporto, saúde, lazer e imobiliário, e representante da exclusiva da Wavegarden em Portugal, Angola e Moçambique, o projecto de investimento privado tem um prazo de 2 anos, e tem todo o apoio da autarquia.
O crescimento elevado de praticantes de surf em Portugal está em linha com o resto do mundo, onde figura no ranking dos 20 desportos mais populares do planeta, pelo que o retorno comercial esperado é elevado, já que a estrutura pode funcionar quer de forma isolada, quer como complemento de parques aquáticos ou outras estruturas turísticas.
Fonte: Dinheiro Vivo

A espécie marinha mais rara dos oceanos voltou a ser avistada

Não se observava este cefalópode há mais de 30 anos. E ele também não quererá ser visto. Há 500 milhões de anos que nada pelo Pacífico, a muitos, muitos metros de profundidade.


Allonautilus scrobiculatus. É uma espécie de náutilos, da classe dos cefalópodes — como os polvos, as lulas ou os chocos, de quem é um antepassado distante. Este náutilo terá surgido há 500 milhões de anos, sobrevivido a duas eras glaciares e coabitado com os dinossauros, que desapareceram há 65 milhões de anos. Chamam-lhe os “fósseis vivos”, pela curvatura da sua concha, mas a verdade é que ninguém via esta espécie desde 1984.
Quem a viu pela última vez foi Peter Ward, biólogo da Universidade de Washington, que regressou em Julho à ilha de Ndrova, a nordeste da Papuásia-Nova Guiné, no Oceano Pacífico, precisamente ao local onde avistou o cefalópode pela última vez.
Reencontrá-lo não foi fácil, uma vez que só havia sido avistado três vezes pelo homem. Peter Ward instalou iscos com peixe e carne de galinha, para atrair os animais, uma vez que estes se alimentam de restos de animais. Os iscos foram colocados a uma profundidade entre os 150 e os 400 metros. Ao lado dos iscos, instalaram-se Câmaras de Vídeo . E a profundidade aqui é importante: o Allonautilus scrobiculatus é incapaz de sobreviver em águas muitos quentes e morrerá se descer abaixo dos 2.500 metros de profundidade.
A criatura “mais rara” do planeta, como Ward a designou ao site da Universidade de Washington, está em risco de desaparecer . E a culpa é da pesca ilegal naquela zona do globo, mas também dos coleccionadores que buscam a raridade da concha deste náutilo.
Fonte: Observador.

Oceanos perderam metade da sua população em 42 anos


Pesca e aquacultura são algumas das razões apontadas no mais recente relatório da WWF. Ao pepino-do-mar, por exemplo, bastaram três anos para decair 98% no mar Vermelho
É quase um cemitério de pepinos-do-mar: mais de dez anos depois de a pesca de holotúrias - consideradas uma iguaria de luxo em grande parte da Ásia - ter sido proibida no mar Vermelho, o stock continua a não mostrar sinais de recuperação. A conclusão consta do mais recente relatório sobre os oceanos divulgado pela organização ambiental WWF, que recorda que, só de 1998 a 2001, a população de pepinos-do-mar existente naquele local decaíra 98%. É um caso extremo: a nível mundial, a população de mamíferos, peixes, aves e répteis marinhos decresceu 49% entre 1970 e 2012 - um dado considerado, ainda assim, preocupante.
"A actividade humana danificou seriamente o oceano ao pescar mais rapidamente do que os peixes se conseguem reproduzir, ao mesmo tempo que destruía os seus viveiros", adiantou à britânica BBC Marco Lambertini, Director-geral da WWF International. De acordo com o documento tornado público ontem e intitulado "Living blue planet report: species, habitats and human well-being" ("Relatório planeta azul vivo: espécies, habitats e bem-estar humano", numa tradução livre do inglês), das 930 espécies de peixe incluídas no Índice do Planeta Vivo (Living Planet Index, em inglês), 352 servem de alimento ao homem. O atum e a cavala, por exemplo, decaíram 74% entre 1970 e 2010. O valor global de 49% refere-se às 1249 espécies de mamíferos, peixes, aves e répteis marinhos analisadas no âmbito deste relatório. Correspondem a um total de 5829 populações.
Fonte: Dn

APSS realizou seminário sobre formação marítima


No âmbito das comemorações da Semana do Mar 2015, organizada pela APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e pela Câmara Municipal de Setúbal, decorreu, dia 22 de Setembro, no auditório do edifício-sede da APSS, o seminário “Educação, Formação Marítimo-Portuária e Empregabilidade”, uma acção que visou discutir questões de formação e de oportunidades na Economia do Mar. Com a presença de várias personalidades ligadas ao porto e à autarquia, o seminário abordou a temática da formação e empreendedorismo na Economia do Mar na região de Setúbal, tendo sido ressalvado que, actualmente, já existe oferta para a formação de profissionais e empreendedores nesta crucial área. Destaca-se, no ensino superior, no Instituto Politécnico de Setúbal, a disponibilização de licenciaturas, como, Tecnologias do Ambiente e Mar, Biotecnologia, Tecnologias do Petróleo, Tecnologias de Energia, entre outras, a que acresce, no Centro de Formação Portuária, no Porto de Setúbal, a oferta de um vasto número de cursos profissionais que abrangem praticamente todas as actividades desenvolvidas nos portos de Setúbal e Sesimbra.

Fonte: Transportes Em Revista

MSC Portugal já movimentou mais de um milhão de TEU

A MSC Portugal atingiu esta semana um milhão de TEU movimentados nos portos nacionais no ano corrente. Para o final do ano, a empresa anuncia um crescimento folgado face a 2014.


Foi com a operação do MSC Shenzhen, que esta semana movimentou 809 TEU no Terminal XXI de Sines, que a MSC Portugal superou a fasquia do milhão de TEU processados em Portugal (Leixões e Sines).
“O ano de 2015 tem sido marcado por sucessivos recordes de movimentação dos nossos navios e este marco agora atingido é mais uma demonstração do dinamismo da empresa e do seu empenho em prol do desenvolvimento da economia portuguesa”, refere, em comunicado, o administrador da MSC Portugal.
E, de facto, este ano a MSC Portugal bateu por mais de uma vez o recorde nacional de movimentação de contentores numa única escala (sempre no Terminal XXI) e, recentemente, “trouxe” a Sines o MSC Zoe, o maior navio porta-contentores do mundo (com os seus irmãos gémeos).
A MSC reclama a liderança nacional na movimentação de contentores, sendo número um em Sines e em Leixões, os portos em que opera.
Para o final do ano, Carlos Vasconcelos antecipa que “face aos indicadores acumulados da nossa operação até agora, esperamos atingir volumes de movimentação (…) bastante acima dos registados o ano passado”.
Fonte: Cargo

‘É urgente proteger os oceanos’


“Persiste a ideia de que os oceanos são um sistema permanentemente regenerável. Não são”. O aviso é de Tiago Pitta e Cunha, especialista em políticas do oceano e assuntos marítimos, que representou Portugal na Assembleia Geral da Convenção do Direito do Mar das Nações Unidas.

O especialista na chamada ‘economia azul’, que defende há mais de uma década que o futuro de Portugal passa pelo mar, alerta que “o equilíbrio ambiental do sistema dos oceanos, da sua biomassa e de toda a cadeia trófica podem deixar de existir dentro de 30, 40 anos”. A explicação é simples: “Estamos a ficar sem os predadores, como tubarões, atuns, entre outros, e isso provoca um desequilíbrio tremendo em toda a cadeia”. No que é que isso diz respeito ao ser humano? Os oceanos cobrem 71% do planeta, portanto, “contêm a maior parte da sua biodiversidade”, explica o cientista.
A sustentabilidade ambiental do mar será, precisamente, o ponto em que Pitta e Cunha irá centrar a sua intervenção na Conferência dos Oceanos, marcada para amanhã (a partir das 11h), em mais uma Riviera Talks, no Museu do Mar Rei D. Carlos, em Cascais, avançou o especialista ao SOL.
A conversa ­– aberta ao público e que conta com a presença de Alan Simcock, coordenador do primeiro estudo realizado sobre o estado dos mares, de Patricia Ricard, ambientalista do Paul Ricard Oceanographic Institute e do Príncipe Alberto II do Mónaco – vai debruçar-se sobre o primeiro Relatório de Avaliação Global dos Oceanos da ONU, que acaba de ser publicado. Pretende-se aumentar a literacia dos portugueses em relação ao mar.
A responsabilidade de Portugal, a ’powerhouse’
O relatório da ONU contou com um painel de especialistas de todo o mundo e alerta para a “pressão perigosa sobre os mares, resultante da actividade pesqueira e dos transportes marítimos, a necessitar urgentemente de melhor gestão para protecção dos recursos”. E é neste ponto que Portugal tem uma “tremenda responsabilidade e uma oportunidade”, salienta Pitta e Cunha.
“Somos como uma ‘power house’, temos a maior área de jurisdição marítima da Europa e estamos entre os 10 e 15 maiores do mundo” – nada menos do que quatro milhões de quilómetros quadrados.
As vantagens em relação à Europa não ficam por aqui. “O Atlântico sob jurisdição nacional tem mais biodiversidade do que qualquer outro país”, assinala ainda Tiago Pitta e Cunha.
E que não restem dúvidas: “A bioeconomia é a única alternativa para o século XXI para a União Europeia. Estamos a falar de economia circular. Será impensável dentro de 10 anos que apenas 20% dos produtos que usamos venham de empresas que usam combustíveis fósseis ou que não venham de materiais que sejam reutilizados”.

Fonte: Sol