quinta-feira, 30 de abril de 2015

Oceanos avaliados em 24 triliões de dólares americanos


O valor dos oceanos está à altura das economias mais importantes do mundo, mas os seus recursos estão a diminuir de forma acelerada, de acordo com um relatório divulgado hoje pela WWF.
O relatório, ‘Reviving the Ocean Economy: the case for action – 2015’ (Revitalizar a Economia dos Oceanos: o caso de ação 2015), analisa o valor dos oceanos, à altura de uma grande potência económica, e destaca as ameaças que podem ditar o seu colapso.

O valor dos activos dos oceanos é estimado no relatório como sendo de, pelo menos, US $ 24 triliões. Num exercício de comparação com as 10 melhores economias do mundo, os oceanos ocupariam o sétimo lugar com um valor anual de bens e serviços de US $ 2,5 triliões.

O relatório, produzido em parceria com o ‘Global Change Institute’ da Universidade de Queensland e com o ‘Boston Consulting Group (BCG)’, é a análise mais actual e mais focada nos activos dos oceanos. Reviving the Ocean Economy revela a enorme riqueza do mar através de avaliações de bens e serviços que vão desde a pesca à protecção contra tempestades costeiras; mas o relatório também descreve o ataque implacável aos recursos do oceano através de sobre-exploração, o seu uso indevido e alterações climáticas.

"O valor dos oceanos está à altura das riquezas dos países mais ricos do mundo, mas está a naufragar até às profundezas de uma economia fracassada", disse Marco Lambertini, Director Geral da WWF. "Como accionistas responsáveis, não podemos manter esta forma imprudente de agir, se queremos continuar a extrair bens valiosos dos oceanos, sem investir no seu futuro."

De acordo com o relatório, mais de dois terços do valor anual dos oceanos dependem das condições saudáveis ?que garantam a sua produção económica anual. Pescarias em colapso, desflorestação de zonas húmidas, desaparecimento dos corais e ervas marinhas estão a ameaçar este motor económico marinho que protege vidas e meios de subsistência um pouco por todo o mundo.

"Ser capaz de quantificar o valor anual dos oceanos no mundo mostra-nos que estão em jogo números concretos, do ponto de vista económico e ambiental. Esperamos que isto sirva como uma chamada de atenção aos líderes empresariais e decisores políticos, para que, de forma mais informada, possam tomar decisões mais calculadas quando se trata de pensar o futuro da nossa economia oceânica", disse Douglas Beal, Director do Boston Consulting Group.

Uma pesquisa apresentada no relatório demonstra que o oceano está a mudar mais rapidamente do que em qualquer outro momento em milhões de anos. Ao mesmo tempo, o crescimento da população humana e a dependência do mar faz com que a recuperação da economia do mar e dos seus activos principais tenha um carácter de urgência global.

"O oceano vive um risco maior agora do que em qualquer outro momento registado na história. Estamos a extrair demasiados peixes, a despejar muitos poluentes; o aquecimento e acidificação do oceano estão num ponto em que os sistemas naturais essenciais simplesmente vão parar de funcionar", disse Ove Hoegh-Guldberg, o principal autor do relatório e Director do Instituto de Mudança Global da Universidade de Queensland, na Austrália.
O Relatório "Reviving the Ocean Economy: the case for action – 2015" está disponívelonline
Fonte: Naturlink

UE impõe monitorização das emissões dos navios

Poderá ser o primeiro passo para a inclusão do transporte marítimo no mecanismo de comércio de licenças de emissões. O Parlamento Europeu aprovou legislação que impõe aos operadores divulgarem a performance energética dos seus navios.


O regulamento sobre o “Monitoring Reporting and Verification” agora aprovado aplica-se a navios de mais de 5 000 toneladasde arqueação bruta. Os respeectivos armadores/operadores terão de monitorizar as suas emissões de CO2 e a sua eficiência energética e comunicá-la a Bruxelas, que processará os dados e os tornará públicos num relatório anual.
A medida aplica-se a todos os navios que naveguem em águas comunitárias, independentemente da sua nacionalidade e da nacionalidade dos respectivos armadores/operadores.
A ideia subjacente à legislação comunitária é que a maior informação e transparência levarão a maior concorrência entre os operadores ante o mercado, à adopção de novas tecnologias e, no limite, à contenção ou mesmo redução das emissões poluentes.
Um estudo da IMO (Organização Marítima Mundial) sobre as emissões de GEE (gases de efeito de estufa) estima que as emissões da responsabilidade do transporte marítimo crescerão entre 50% e 250% até 2050. Isto porque a eventual maior eficiência dos navios novos será superada pelo crescimento do tráfego.
No mesmo horizonte temporal, o peso do transporte marítimo nas emissões globais de GEE aumentará dos actuais 3% para os 10%, calcula a IMO.
A Comissão Europeia prevê que a adopção de novas tecnologias para a redução dos consumos e das emissões dos navios permitirá poupanças anuais de 1,2 mil milhões de euros e terá um impacto positivo na criação de emprego e na saúde pública.
A iniciativa europeia surge num momento em que a IMO se prepara para discutir uma proposta das Ilhas Marshall para reduzir as emissões poluentes do transporte marítimo a nível mundial.
O presidente da IMO já avisou para os riscos de uma atitude unilateral da União Europeia ser mal recebida pelos demais estados. A exemplo, recorde-se, do que aconteceu aquando da inclusão do transporte aéreo no comércio de licenças de emissões.
O relator do Parlamento Europeu para o novo Regulamento foi o eurodeputado português José Inácio Faria (Partido da Terra).
Fonte: T e N

MSC Oliver entra em operação e iguala gémeo 'Oscar'


O mega navio "MSC OLIVER” junta-se ao seu irmão gémeo MSC OSCAR nas operações da MSC, ambos com 19.224 TEUs. O novo navio foi apresentado esta semana no estaleiro DSME, em Busan, Coreia do Sul.

O navio “MSC OLIVER” é o segundo de um conjunto de 20 mega porta-contentores que estão planeados para serem entregues até ao final deste ano.

Habitualmente, os navios porta-contentores da MSC são baptizados com nomes femininos de familiares dos colaboradores da MSC, sendo que até à data houve apenas cinco excepções: MSC Aniello, MSC Don Giovanni, MSC Diego, MSC Oscar e agora, o MSC Oliver.

“Uma vez que esta é a nova geração de navio porta-contentores da MSC, achámos adequado que estes fossem baptizados com os nomes dos netos do nosso fundador, Gianluigi Aponte”, explicou Pierfranco Vago durante a cerimónia. Ainda segundo o Presidente Executivo da MSC Cruzeiros, “as nossas crianças são o futuro da nossa família, e estes navios representam o futuro do Grupo MSC”.

“MSC OSCAR” e “MSC OLIVER” são navios da mesma classe, não só transportam mais contentores que qualquer outro navio, como são mais amigos do ambiente e têm uma maior eficiência de combustível.

No final desta semana, o “MSC OLIVER” será integrado no Serviço ALBATROZ que opera entre a Ásia e a Europa.

Fonte: Cargo

terça-feira, 28 de abril de 2015

MSC Genève estreia alargamento de porta-contentores

Foi construído para transportar 4 800 TEU mas agora pode acomodar 6 300. O MSC Genève é o primeiro navio porta-contentores do mundo a ser alargado.


A ideia da Reederei NSB (armador alemão com uma frota de 65 porta-contentores) remonta a 2013. A primeira operação de alargamento do navio foi agora concretizada, em quatro meses, nos estaleiros chineses da Huaran Dadong.
As próximas transformações deverão demorar menos tempo. À espera estão o Buxhai e o MSC Carouge. Mas os dirigentes do armador germânico sustentam que o mercado potencial é enorme.
O alargamento dos navios, dizem, pode aumentar a sua capacidade de transporte em 20% ao mesmo tempo que mantém os custos operacionais e permite igualar a eficiência energética (medida pelo índice EEDI da IMO) das construções novas.
Serão elegíveis para a operação todos os porta-contentores Panamax posteriores a 2005. Dependendo do navio, o alargamento permitirá acrescentar duas ou quatro filas de contentores a bordo. Ainda com ganhos de estabilidade.
Em favor desta opção, a Reederei NSB sustenta que alargar os navios da frota, ou mesmo comprar navios usados e alarga-los é mais barato que encomendar novos.
Fonte: T e N

Cristas diz que actividades económicas do Mar ultrapassam 3% do PIB



A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, afirmou no Funchal, que o país dispõe de uma estratégia para o mar "robusta", sendo que o peso das actividades económicas já ultrapassou 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"O país está preparado, tem uma Estratégia Nacional do Mar, tem uma arquitectura legislativa com uma lei pioneira no mundo (...) e tem fundos comunitários para ajudar a este desenvolvimento", realçou Assunção Cristas, durante a apresentação do Documento Estratégico para o Mar da Região Autónoma da Madeira, elaborado pela Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF).
"Estou convencida que, de facto, já estamos a fazer muito, já estamos a cumprir activamente os objectivos traçados na nossa Estratégia Nacional do Mar", disse a ministra, vincando que quando o plano foi aprovado, em 2013, a `economia azul` [actividades relacionadas com mar] representava apenas 2,7% PIB.
Assunção Cristas afirmou que Portugal tem tudo para ser uma "nação liderante no mar" e lembrou que é ambição do Governo alargar os direitos de soberania sobre a plataforma continental, o que fará com que o país seja 42 vezes maior em oceano do que em terra.
Acrescentou que a questão deverá começar a ser tratada ao nível das Nações Unidas ainda este ano, mas a decisão final tardará cerca de três anos.
Entretanto, o país reforça a posição de "actor internacional" cada vez mais activo, sendo que Assunção Cristas destacou a realização da primeira edição da Semana Azul, 3 a 6 de Julho, em Lisboa, que inclui uma reunião internacional de ministros e membros de governo responsáveis pelo mar.
Na Madeira, o objectivo é que as actividades relacionadas com o mar atinjam 5% do PIB regional em 2020 [actualmente representam 2,4%], mas a presidente da ACIF, Cristina Pedra, diz que para isso é fundamental encetar um processo negocial para retornar à condição de Objectivo Um, no que respeita ao acesso aos fundos estruturais da União Europeia.
"É um caminho longo e difícil porque implica uma disputa com os outros 27 Estados membros, mas se tal não for feito, o investimento em áreas produtivas marítimas ficará sempre condicionado", vincou.
Durante a apresentação do Documento Estratégico para o Mar, Cristina Pedra defendeu que o transporte de passageiros deve ser encarado como uma alternativa ao transporte aéreo e beneficiar do subsídio de mobilidade.
Por outro lado, realçou que a competitividade portuária passa por extingui na região as taxas de uso de porto que incidem sobre as mercadorias.
Fonte: RTP

Cadeira Movida a Energia Solar Transporta Deficientes Físicos Até ao Mar







Na Grécia começou a ser implementada uma cadeira apelidada de "Seatrac" que permite a qualquer pessoa com algum tipo de deficiência física entrar e sair do mar sozinha.

O aparelho é uma cadeira movida a energia solar, tem uma rota definida e leva qualquer pessoa até ao mar, trazendo-a de volta para a areia quando assim quiser.

Várias cidades gregas estão a aderir a este equipamento, que é um criação de Ignatios Fatiou, Nikos Logothetis e Gerasimos Fessian.




Fonte: Chiado Magazine

Ericeira recebe Campeonato Nacional de Surf do… Afeganistão!


Com o apoio do Ericeira Surf Clube, as praias da Ericeira irão receber no final de maio o Campeonato Nacional Afegão de Surf
A WRAA (Wave Riders Association of Afghanistan), fundada em 2012, é a associação que está a levar a iniciativa por diante e, embora tenha sede em Cabul, a verdade é que os seus poucos mais de vinte membros estão espalhados pelo mundo. 
Afridun Amu, o presidente da referida associação, é um fã assumido de Portugal e a opção pela Ericeira é o resultado, por um lado, do Afeganistão não ter mar, e, por outro, do apreço que grande parte dos seus membros nutrem pelo país. O apoio manifestado pelo Ericeira Surf Clube também foi decisivo na sua escolha. 
Assim, com o intuito de conseguirem fundos suficientes para organizar a competição, prevista entre 22 a 25 de maio, a WRAA está a levar a cabo uma acção de crowdfunding que pode ser consultada AQUI
Quem contribuir receberá de volta brindes vários que podem ser t-shirts, pranchas de surf e licras, pois tudo depende do valor doado à iniciativa. Vamos ajudar este pessoal? 


Fonte: Beachcam

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Adidas vai usar lixo marinho para os seus produtos

A marca criou uma parceria com o grupo de artistas numa campanha conhecida como "Parley for the Oceans"

 
 
A marca alemã está a participar numa limpeza dos oceanos com objectivos de utilizar os plásticos recolhidos para desenvolver os próximos produtos.
Parley é um grupo de artistas, músicos, designers e cientistas dedicados à questão do lixo marinho. O projecto tem o nome de Parley for the Oceans. O uso do plástico recolhido no vestuário da marca deve começar no próximo ano.
As empresas estão a começar a olhar para o lixo marinho e para a reciclagem devido à pressão que o grupo Greenpeace tem exercido sobre as mesmas, ditam os próprios.
De acordo com o comunicado da Adidas, os sacos de plástico serão retirados das lojas, também como medida ambiental. Antes da Adidas, a G-Star Raw e a H&M também já se comprometeram a usar a mesma fonte de matéria prima este ano.
Todos os anos, argumenta o comunicado das Nações Unidas para o Ambiente, o capital natural perdido com o lixo marinho ronda os 13 milhões de euros.


Fonte: Jornal da Economia do Mar
 
 


terça-feira, 21 de abril de 2015

MSC traz para Sines o USA West Coast Express

A partir de meados de Maio, o porto de Sines terá mais um serviço directo para a Costa Oeste dos EUA. Será o USA West Coast Express da MSC.


Ultrapassados os constrangimentos nos portos da costa do Pacífico dos EUA, a MSC anuncia o reforço da oferta com mais uma ligação ente o Norte da Europa e a USA West Coast. A primeira saída está agendada para 16 de Maio, em Felixtowe.
Sines será o último porto europeu a ser escalado no sentido westbound e o primeiro a ser tocado à importação. A rotação completa será a seguinte: Felixstowe, Bremerhaven, Antuérpia, Le Havre, Sines, Long Beach, Oakland, Manzanillo, Cristobal, Sines, Felixstowe.
Com mais este serviço, a MSC passará a disponibilizar seis serviços semanais entre o Norte da Europa e os principais portos da América do Norte. Desses, cinco têm escala no Terminal XXI de Sines.
Ainda no passado domingo, o porto alentejano recebeu a primeira escala do Austrália Express, o novo serviço da MSC que liga Sines aos principais portos australianos. Nesta escala, o Singapore Bridge movimentou 1 712 contentores, 2 643 TEU.
Fonte: T e N

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Expedição cruzará o mundo para pesquisar poluição em Oceanos


Percorrer mais de 40 mil milhas náuticas em menos de um ano a bordo de um pequeno veleiro: não se trata simplesmente do último desafio de um aventureiro, mas de um ambicioso projecto de uma fundação suíça para investigar a poluição com plásticos que afectam os oceanos do planeta.
Baptizada como "Race for Water Odyssey", ou R4WO, a travessia partiu em 15 de Março do porto francês de Bordéus e acaba de completar sua primeira parte em Nova York, após atravessar o Atlântico com paradas nos Açores e nas Bermudas.
Seu objectivo é recolher, no menor tempo possível, dados sobre a concentração de plásticos nos mares de todo o mundo e, dessa forma, chamar a atenção para o problema e impulsionar soluções para acabar com este problema.
Segundo dados científicos, a cada ano 10% da produção global de plástico termina no mar, onde 80% da poluição está vinculada a este tipo de material.
"Estamos diante de um enorme problema ambiental, talvez o maior que enfrentamos", disse em sua chegada a Nova Iorque, o líder da expedição, Marco Simeoni, um bem-sucedido empresário suíço que é o principal impulsor da iniciativa.
Como símbolo da urgência, mas também para acelerar as pesquisas, Simeoni e os seus cinco companheiros viajam a bordo de um rapidíssimo catamarã de 21 metros de comprimento, capaz de alcançar os 43 nós de velocidade.
"Para fazer a mesma viagem com um barco normal necessitaríamos de dois ou três anos", explicou à Agência Efe o navegador suíço, que ressaltou que é necessário actuar "agora" para conter a poluição marinha.
Simeoni lembrou aos jornalistas que "os plásticos existem há 60 anos e hoje todos os oceanos estão poluídos por eles", enquanto o problema não deixa de aumentar.
A sua expedição decidiu concentrar-se em pesquisar o acumulado de plásticos em ilhas situadas nos chamados "cinco vórtices" oceânicos, áreas nas quais fortemente se concentra a poluição arrastada pelas correntes marinhas.
A pesquisa é feita através da recolha de amostras em praias e o registo da presença de plásticos nas superfícies com a ajuda de um pequeno "drone" que sobrevoa de forma autónoma e tira fotografias de altíssima resolução, que depois são analisadas por cientistas de duas universidades que colaboram com o programa.
A aposta da R4WO conta com o apoio de, entre outros, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que considera a iniciativa uma forma "inovadora e excitante" de tratar o "enorme problema que os restos de plástico no mar representa para o mundo", explicou em Nova Iorque, a sua directora para a América do Norte, Patricia Beneke.
"É um problema imenso e a cada ano é maior", disse Beneke, ressaltando os danos que os plásticos causam nos ecossistemas marítimos, mas também as consequências económicas que têm para a pesca, para o transporte marítimo e para as zonas litorais que devem-se ocupar da sua limpeza.
Após deixar Nova Iorque, a expedição se dirigirá ao sul, cruzando pelo Panamá rumo ao Pacífico e fazendo uma escala no porto chileno de Valparaíso, antes de visitar a Ilha de Páscoa e Havaí.
Desse ponto, os investigadores navegarão até Tóquio, Xangai e Singapura, para depois analisar outra área de ilhas no sul do oceano Índico e voltar ao Atlântico após uma paragem na Cidade do Cabo.
A R4WO estudará o "vórtice oceânico" do Atlântico Sul com uma escala no arquipélago de Tristán de Acuña e depois se dirigirá ao Rio de Janeiro, de onde iniciará o retorno à França, que incluirá uma escala em Cabo Verde.
Trata-se de uma volta ao mundo contra o relógio,em que os navegadores esperam terminar antes do final do ano, e que, apesar da beleza de muitas das áreas que visitará, não é uma viagem de prazer.
"Isto não é um cruzeiro, é mais um sofrimento quando olhamos para o barco. Não há banheiros, só há dois beliches que têm que ser partilhado por seis pessoas e os nutrientes que levamos a bordo só poderiam ser considerados comida por um astronauta", explicou o assessor da expedição, Franklin Servant-Schreiber.
Fonte: Exame

MSC Lisbon com recorde de 5 873 TEU no Terminal XXI

O MSC Lisbon é, desde o passado dia 11, o navio que mais contentores e TEU movimentou numa só escala em portos nacionais.


O duplo recorde foi alcançado pela MSC no porto de Sines e é, por isso, um máximo repartido entre o armador helvético, a MSC Portugal e a PSA Sines.
Nesta sua escala no Terminal XXI, o MSC Lisbon carregou/descarregou um total de 3 687 contentores, a que corresponderam 5 873 TEU.
O anterior recorde nacional já era pertença de um navio da MSC, no caso o MSC Beryl, e datava apenas de 21 de Janeiro último. Nessa altura foram movimentados 4 864 TEU.
No comunicado emitido a propósito deste novo feiro, Carlos Vasconcelos, administrador da MSC Portugal, refere: “Não fazemos dos recordes o nosso grande objectivo, mas é altamente satisfatório para nós este permanente exceder de expectativas e objectivos”.
Fonte: Cargo

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Portugal recebe o 1.º festival de Sushi da Europa


Marcado para os dias 2, 3 e 4 de Julho, nos Jardins e Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, o Sushi Fest vai reunir reconhecidos chefs de sushi e alguns dos melhores nomes da música portuguesa ao vivo.
O primeiro festival de sushi da Europa promete um programa gastronómico e musical "inovador e com uma área dedicada à cultura japonesa", onde o "público vai poder saborear um jantar com o melhor sushi e sashimi com a máxima qualidade e frescura."

Sushi Fest conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, da Embaixada do Japão, da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Japonesa, da Associação de Amizade Portugal-Japão e do Turismo de Portugal.

[ Vídeo ]: 131 segundos que mudam a sua visão sobre o Oceano

Um vídeo chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” permite-lhe uma viagem subaquática virtual que nenhum ser humano conseguiria fazer no mundo real.
Gostaria de saber mais sobre a dimensão dos oceanos, no que à profundeza diz respeito?
Imagine o Everest invertido, colocado sobre a linha do mar.
Mas sabia que não seria suficiente para tocar no fundo das águas?
Este vídeo – chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” – transporta-o para uma viagem subaquática (virtual) que nenhum ser humano conseguiria fazer.
Mergulhe nas profundezas do mar e chegue onde nenhum Homem chegaria, mas também onde o conhecimento nos permite chegar.

Cientistas pedem esforços para proteger Grande Barreira de Coral

Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação dos factores que afectam a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na Nature Climate Change.


Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação de todos os factores que afectam actualmente a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na revista Nature Climate Change, hoje divulgado.
Os cientistas pedem políticas que procurem proteger e conservar esta área, no nordeste da Austrália, declarada Património da Humanidade pela Unesco em 1981.
“O nosso texto mostra que cada um dos principais factores de ‘stress’ da Barreira aumenta há décadas — mais pesca, poluição, desenvolvimento costeiro, dragagens –, pelo que agora, nos últimos 20 anos, vemos o impacto das mudanças climáticas”, disse Terry Hugues, da Universidade James Cook, coautor do artigo.
Segundo um estudo recente, realizado pelo próprio governo australiano, a Grande Barreira de Coral perdeu, ao longo dos últimos 40 anos, mais de metade dos seus corais, esperando-se “uma maior deterioração no futuro”.
“Devemos superar a nostalgia e a resignação no sentido de identificar de que forma pode a deterioração da Grande Barreira de Coral pode ser revertida”, afirmou Terry Hugues, citado num comunicado divulgado pela Universidade James Cook.
Jon Brodie, outro dos autores do estudo, apontou que o desafio passa por “utilizar os conhecimentos científicos para prevenir maiores danos e por dar à Grande Barreira o espaço necessário que lhe permita recuperar-se”.
“Si isso significa menos dragagem, menos extracção de carvão e mais pesca sustentável, então é isso que a Austrália deve fazer”, acrescentou Jon Day, que também participou no artigo, referindo-se às medidas para travar o avanço dos factores de ‘stress’.
No documento, os cientistas australianos prescrevem seis medidas chave para restaurar o esplendor da Grande Barreira de Coral, instando nomeadamente a que seja dado maior ênfase à sua conservação e protecção, ao abandono dos combustíveis fósseis para fazer frente às mudanças climáticas e à adopção de leis contra o despejo de resíduos devido à dragagem na área protegida.
O Comité do Património da Humanidade da Unesco deve decidir este ano se inscreve a Grande Barreira de Coral na lista de lugares em perigo, uma decisão que adiou em meados de 2014 para dar a oportunidade a Camberra de demonstrar que está a adoptar medidas.
Diversas organizações ambientalistas têm advertido para os perigos, incluindo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) que alertou que a Grande Barreira de Coral corre mesmo o risco de se tornar “numa lixeira”, se Camberra não proibir totalmente os despejos nas águas próximas do local.
Para evitar que fosse colocado na lista do património em perigo, a Austrália proibiu, em Janeiro último, o despejo de resíduos provenientes de dragagens que, segundo os ecologistas, destroem a zona ao asfixiar os corais e as algas que constituem a maior formação viva no planeta, expondo-a a venenos variados.
A Grande Barreira, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: Observador

Navios cada vez mais largos ameaçam produtividade

O facto de os mega-navios estarem a crescer mais em largura do que em comprimento representa um constrangimento à resposta dos portos na movimentação das cargas e pode prejudicar a produtividade das operações.


O aviso é deixado pela Drewry Maritime Research. Que lembra, a título de exemplo, que um porta-contentores de 18 000 TEU oferece mais 150% de capacidade que um navio de 7 400 TEU mas é apenas 25% mais comprido.
Isso significa – sublinha a Drewry – que, ao contrário do que à primeira vista se poderia supor, o número de pórticos de cais colocados a operar cada navio não pode crescer de forma proporcional à dimensão das embarcações.
E, mais, e mais importante, que quantas mais filas (à largura…) de contentores se acrescentam nos navios, maior tem de ser o alcance da lança dos pórticos, e mais longe  têm eles de ir para carregar / descarregar os contentores a bordo. Daí resultando um menor número de movimentos por hora.
Para atingir o objectivo do sector de realizar 6 000 movimentos em 24 horas, um porta-contentores de 19 000 TEU necessitaria de oito guindastes a operá-lo, com um produtividade de 280 movimentos por hora. Segundo a Drewry Maritime Research, 3 000 a 3 500 movimentos em 24 horas é uma performance mais realista.
Fonte: T e N

Tempestades Perfeitas: A Ira de Deus, Lisboa (Terramoto de 1755) [ Vídeo ].

Documentário: Tempestades Perfeitas: A Ira de Deus, Lisboa (Terramoto de 1755)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Elio Canestri, a sétima vítima dos tubarões de Reunião desde 2011


Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque e a sétima morte causada por tubarões naquela ilha francesa do Índico, considerada uma das zonas com mais ataques do género.
Com apenas 13 anos, Elio Canestri passou a fazer parte de uma triste estatística: no domingo, o jovem surfista tornou-se na sétima vítima mortal de ataques de tubarões na ilha da Reunião desde 2011. De acordo com as testemunhas no local, o animal atacou os membros inferiores, superiores e o abdómen do adolescente, que surfava com um grupo de amigos em Aigrettes, na zona de Cap Homard, na costa Oeste da ilha. O ataque ocorreu durante o calendário de treinos oficiais da equipa Francesa de Surf.
Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque do género naquela ilha francesa situada no oceano Índico. Desde 2011, sucederam-se os casos fatais na ilha da Reunião, situada a leste de Madagáscar. Sete pessoas, entre banhistas e surfistas, perderam a vida nos últimos quatro anos. Outras tiveram menos má sorte: ficaram sem os membros.
Em fevereiro deste ano, uma jovem de 22 anos foi atacada enquanto nadava em Etang Sale. Embora seja considerado um paraíso para o surf, pelas ondas que oferece, o destino tem vindo a ficar manchado devido ao histórico de ataques de tubarões - sendo mesmo considerada uma das zonas do planeta com mais casos do género - com sérios prejuízos para o turismo.

Fonte: DN


Porto de Sines movimentou 9,9 milhões de Ton no 1º trimestre


Nos primeiros três meses do ano, o porto de Sines registou um movimento de 9,9 milhões de toneladas de mercadorias, o que correspondeu a um aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo período, foram movimentados 279.347 TEU, o que equivale a uma variação homóloga trimestral positiva de 3%.

Mas o destaque principal e maior impulsionador da evolução global do porto de Sines foi a subida do segmento dos granéis sólidos que cresceu 52,7%, compensando a diminuição na movimentação na carga geral. Também os granéis líquidos ajudaram bastante, com um aumento de 33.3%.

Neste primeiro trimestre, foram operados 477 navios, correspondendo a um aumento de 0,85% em comparação com o mesmo período de 2014.

Estes indicadores demonstram o crescimento sustentado desta infraestrutura portuária que deve ser associado ao empenho de toda a comunidade portuária em potenciar o desenvolvimento do Porto de Sines.

Fonte: Cargo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contentores continuam em baixa em Leixões

No primeiro trimestre, o movimento de contentores em Leixões caiu 5%. Mas em Março o recuo foi já de apenas 1%, de acordo com a concessionária.


É uma série de quebras mensais como há muito não acontecia. Nos primeiros três meses de 2014, a TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, acusou três resultados negativos, em termos homólogos, na movimentação de contentores.
Até ao final de Março, o porto nortenho processou 150 477 TEU, menos 5% que no primeiro trimestre de 2014.
O fraco primeiro trimestre (em termos relativos) prolonga a quebra já verificada no último quarto do ano passado, que todavia não impediu a TCL – e o Porto de Leixões – de registar mais um recorde anual, acima dos 659 mil TEU.
As explicações para a quebra da actividade agora verificada têm sobretudo a ver com o abrandamento das exportações nacionais para alguns mercados, em particular os mais dependentes das receitas do petróleo, com Angola à cabeça. Além do que, lembram da TCL, o primeiro trimestre de 2014 foi muito forte.
Em Março, o movimento de contentores em Leixões somou 56 536 TEU, um valor que ficou apenas 1% abaixo do registado no mesmo mês do ano transacto.
Fonte: T e N

Um ano de "Cabaz do Mar" leva toneladas de peixe para Odemira.

Pescadores de Azenhas do Mar vendem peixe directamente aos clientes do concelho. E têm vários em lista de espera.


O primeiro ano do projecto "cabaz do mar", promovido por pescadores de Azenha do Mar, levou três toneladas de peixe fresco da costa de Odemira, no Alentejo, às portas de mais de uma centena de consumidores locais.

Em média, por semana, foram entregues 30 cabazes com três quilos de peixe já amanhado pela Associação Cultural e de Desenvolvimento de Pescadores e Moradores da Azenha do Mar, uma pequena comunidade piscatória da freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira, distrito de Beja, disse esta segunda-feira à agência Lusa a coordenadora do projecto, Ivânia Guerreiro.

De acordo com a responsável, os números referem-se ao período entre Março e Dezembro de 2014, uma vez que quase não houve movimento nos primeiros três meses deste ano, por impossibilidade de os pescadores saírem para a faina devido ao estado do mar.

Em todo o mês de Fevereiro, os barcos de pesca saíram apenas em cinco dias e este é, segundo Ivânia Guerreiro, o "maior constrangimento" deste projecto pioneiro de venda directa de peixe aos consumidores, que permite eliminar intermediários e fazer reverter um valor "mais justo" para os pescadores.

A instabilidade das entregas levou, no entanto, à desistência de quatro clientes, sendo que outros seis prescindiram do serviço por desejarem com maior frequência espécies "mais nobres", como linguado, besugo, robalo e dourada. Mas, neste cabaz, "tudo o que vem à rede é peixe", literalmente, e um terço do seu peso, ou seja, um quilo, é composto por espécies menos valorizadas (choupa, rascasso ou bodião, entre outras).

O projecto começou em Março do ano passado, por iniciativa da Taipa, uma cooperativa na área da solidariedade e do desenvolvimento, cofinanciado por fundos comunitários, estando, desde Novembro, completamente nas mãos dos pescadores. Num ano, angariaram cerca de 120 clientes, compraram uma carrinha com imagem personalizada, que é agora o "cartão-de-visita" do projecto, e disponibilizaram um sítio na Internet e uma página na rede social Facebook.

O crescimento do "cabaz do mar", motivado sobretudo pela publicidade "boca-a-boca", levou a que a associação tenha começado a comprar peixe não só na lota da Azenha do Mar, mas também nas de Entrada da Barca, igualmente na freguesia de São Teotónio, e de Vila Nova de Milfontes, esta a cerca de 45 quilómetros.

Este alargamento aumenta os custos do cabaz, cujo preço de venda é de 22 euros desde o início do ano, mas impõe-se devido à necessidade de ter peixe em quantidade e variedade para entregar aos clientes, referiu Ivânia Guerreiro. O projecto, ainda assim, "paga-se a si próprio", garantiu a responsável, embora "não tenha lucro", o que é compensado pelo retorno "muito bom" em termos sociais, pela visibilidade que ofereceu à comunidade piscatória.

Actualmente, o cabaz é distribuído apenas nas freguesias do litoral do concelho de Odemira, por uma questão de gestão dos custos, mas a criação de parcerias poderá permitir a expansão para as localidades do interior, onde há clientes em lista de espera desde que a iniciativa foi criada.

Fonte: Público

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nunca deixe o seu peixe dourado num lago


Se tem peixes em casa dentro do aquário, o melhor é mesmo deixá-los onde estão. Os peixes dourados, uma vez libertados em lagos ou rios, podem desenvolver um ecossistema, de muitos outros peixes dourados e com tamanhos que as vezes podem surpreender. Passam de miniaturas que nadam num aquário a monstros do lago.

Investigadores da Universidade de Murdoch, na Austrália revelaram à revista Time, que quando deixados em lagos ou rios, estes peixes criam um ecossistema. O potencial de crescimento aumenta quando são colocados noutro habitat que não o aquário, no caso dos peixes dourados e outros peixes de aquário. Nos lagos, eles comem a comida que os peixes que lá vivem comem, criando problemas de alimentação e portanto de sustentabilidade das espécies. Além disso, trazem doenças exóticas.

"Colocar peixes de água fria (em lagos ou rios) é uma das maiores ameaças mundiais à biodiversidade aquática", diz um estudo da Universidade de Murdoch. "Os peixes dourados estão a comer os alimentos e usam o habitat que está destinado aos peixes nativos", explicou Jeff Cosgrove, investigador da Universidade de Murdoch, citado pela televisão pública australiana. Retirá-los do ambiente em que foram colocados revela-se uma tarefa difícil, sendo assim impossível recuperar alguns ecossistemas, acrescentou Jeff Cosgrove à Time.

Fonte: Sábado 

Praia Dona Ana ganha 40 metros de areal este verão


Foi considerada a praia mais bonita do mundo mas no verão não há quase lugar para estender a toalha, de tão reduzido que está o areal. A intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia. A Quercus acha que se trata de uma estratégia para "tapar o sol com a peneira".

Em 2009 ainda começou uma obra de alimentação artificial mas o plano teve que ser revisto e os trabalhos ficaram a meio. Agora, a intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia, uma obra que custará 1,8 milhões de euros.
Sebastião Teixeira responsável pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no Algarve, diz que a praia ficará com mais 40 metros de areal e mais segura, já que ninguém será obrigado a ficar junto das falésias.
A primeira obra a avançar será um esporão uma estrutura de retenção de areias, que ficará parcialmente coberto pela falésia. O enchimento artificial será feito com areia retirada de 40 metros de profundidade e repulsada para a praia por tubagem.
O trânsito e a circulação no local ficarão condicionados e, possivelmente, só nos feriados de junho a praia D. Ana poderá receber os veraneantes.
No final do ano passado, foram alimentadas artificialmente seis praias do concelho de Lagoa e Albufeira e, segundo Sebastião Teixeira, essa areia ainda se mantém.
Contactada, a Quercus vê no enchimento das praias uma estratégia de "tapar o sol com a peneira". A associação ambientalista diz que, mesmo sem invernos rigorosos, a costa portuguesa, do ponto mais a norte até à zona de Lisboa, está quase irremediavelmente condenada ao desaparecimento dos areais.
A culpa é das barragens, que impedem que os rios tragam a areia até ao litoral. João Branco, dirigente da Quercus, diz que o enchimento artificial é uma cosmética cara e com um resultado temporal muito limitado.

Fonte: TSF

Há buzinões de hora de ponta nos mares? [ Com Vídeo ].


Equipa de cientistas percorre caminhos de Fernão de Magalhães para traçar o primeiro mapa sonora dos oceanos. Expedição vai demorar quatro anos. E pode ser acompanhada em direto.
Expedição pioneira partiu este domingo de Sevilha. A equipa doLaboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) vai desenhar, pela primeira vez, o mapa sonoro dos oceanos, revela o El Mundo.

Durante quatro anos, os cientistas vão percorrer a mesma rota traçada pelo navegador português Fernão de Magalhães - naquela que seria a primeira viagem marítima em volta do mundo.


A primeira viagem de circum-navegação será replicada de modo a recolher informação sobre a poluição sonora que afeta os oceanos - um registo exaustivo sobre a contaminação acústica nos mares.
"É o oceano um santuário de silêncio tal como nos mostram os documentários na televisão? Estando as grandes cidades distantes nos mares é isso garantia de que a profundidade dos oceanos protege as espécies marítimas?". Não é! É algo parecido ao ruído de uma grande cidade em hora de ponta, explica o jornal.
Mas de onde vem tanto ruído? O homem é o principal causador dessa poluição sonora. E há exemplos - mapas já desenhados pela equipa do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha - que permitem explicar o que se passa. O ruído no Porto de Barcelona é ouvido debaixo de água na ilha de Ibiza.
O biólogo Michel André, citado pelo El Mundo, diz que o "homem só é capaz de ouvir 10% dos sons que se produzem debaixo de água". Essa incapacidade não permitia, até agora, avaliar o impacto provocado nas espécies marítimas.
O dia-a-dia da equipa que segue a bordo do veleiro Fleur de Passion, de 33 metros, poderá ser acompanhado através do siteOcean mapping expedition - "Quatro anos de viagem em redor do mundo para escrever uma nova história dos oceanos, 500 anos depois de Fernão de Magalhães".


Fonte: DN

Pesca da Sardinha continua sem selo de sustentabilidade.


A sardinha portuguesa perdeu o selo azul que a identificava como produto ambientalmente sustentável, o ano passado. E assim continua.

Em agosto de 2014, havia menos sardinhas e por isso a pesca portuguesa de sardinha perdeu a certificação internacional de sustentabilidade. Agora os armadores querem esperar pelo relatório sobre o “stock” de sardinha em Portugal para saber se têm ou não, de volta, o selo de sustentabilidade.
A Anopcerco (Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco ) representa 95% da produção de sardinha em Portugal, chegando a capturar, por ano, 50.000 toneladas.
De acordo com a responsável de comunicação da Marine Stewardship Council (MSC), Cátia Meira, “a associação decidiu aguardar pelo novo relatório que deverá ser publicado em julho de 2015. Se os resultados forem positivos, a pescaria iniciará a sua recertificação”.
A MSC, com sede em Londres, é uma organização mundial independente, sem fins lucrativos, cujo objectivo é proteger os oceanos e os recursos marinhos através de um programa de certificação internacional, que premeia as pescarias que o fazem de formas sustentável e responsável.
A certificação de pesca sustentável da MSC é feita a título voluntário por operadores e autoridades, que aceitam submeter-se a avaliações de carácter ambiental feitas por auditores independentes, que têm em conta o nível do “stock” de peixe, o impacto no ecossistema e a gestão da pescaria.
Em Portugal, a pesca à sardinha iniciou o processo de certificação em 2010 e, desde aí, foi suspensa duas vezes, porque o “stock”, ou seja, a massa total de sardinha pescável, desceu a um nível considerado demasiado baixo.
O relatório mais recente, realizado o ano passado, indicava que a biomassa da sardinha “ainda se encontrava em níveis relativamente próximos dos seus mínimos históricos alcançados em 2012″, quando foi suspensa anteriormente.
“A autorização para a pesca da sardinha recomeçou a 02 de Março, depois de cinco meses de pausa forçada, devido à proibição de captura por esgotamento da quota, imposta a 20 de Setembro de 2014, seguida de um período de defeso biológico.
Fonte: noticiasaominuto.com



Selvagens. Espanha desbloqueia expansão do mar português


Madrid retirou objecções feitas em 2013 ao projecto de extensão da plataforma continental portuguesa por causa das ilhas Selvagens.
Espanha comunicou à ONU que não tem objecções ao projecto português de extensão da plataforma continental na região da Madeira, que permitirá alargar a soberania de Lisboa sobre o leito e o subsolo marinhos das 200 milhas para as 350, verificou ontem o DN.
Madrid, na nota publicada sexta-feira em espanhol no site da ONU, diz "reiterar [a posição assumida em 2009 de] que o governo espanhol não levanta nenhuma objecção" à proposta portuguesa.
Lendo o texto, não se percebe porque é que a Espanha reafirma formalmente o que já declarou em 2009. O motivo está omisso: o governo de Mariano Rajoy, em 2013, manifestara "a sua objecção" ao documento de Lisboa, suscitando entraves políticos na apreciação pela ONU da proposta de Portugal.
Espanha invocou as ilhas Selvagens - quando este subarquipélago da Madeira não está abrangido pelos novos limites propostos por Portugal -, tornando ilógico o argumento espanhol. Mas a inesperada oposição à iniciativa de Portugal coincidiu com o agravamento das tensões entre Madrid e Londres sobre Gibraltar, oficialmente porque as autoridades do território britânico estavam a colocar recifes ao largo.
A nota verbal entregue na sexta--feira por Espanha aparenta assim ser um volte-face diplomático face a Portugal junto da ONU, um reconhecimento implícito de que a declaração oficial de 2013 constituiu um erro. E parece ainda uma contrapartida para o facto de Portugal, semana e meia antes, ter declarado que "não se opõe" a que a ONU se pronuncie sobre a proposta espanhola (entregue em Dezembro passado) de alargar a sua plataforma continental para oeste das Canárias.
Isto levou Marrocos, no passado dia 16 de Março, a reafirmar a sua oposição por estarem abrangidas as águas do Sara Ocidental. Note-se que a diplomacia de Madrid também se alterou face a Rabat: em 2009 referiu expressamente "a plataforma continental da margem continental sarauí"; em 2014, ao entregar a proposta formal, Espanha falou apenas em "direitos de terceiros que possam ser reclamados."
Em relação a Portugal, recorde-se que existe uma zona de sobreposição das duas plataformas estendidas, com mais de uma dezena de milhar de quilómetros quadrados, disputada pelos dois países e que se supõe rica em hidrocarbonetos (ver página 20).
Daqui resulta que, após a ONU aprovar a extensão da plataforma espanhola (prevista para vários anos depois de ser validada a portuguesa), Lisboa e Madrid negociarão uma fronteira marítima comum.
Submissão em 2009
O caso remonta a 2009, quando Portugal se tornou o 44.º país a submeter formalmente um projecto de extensão da plataforma continental de 200 milhas (321 km) para 350 milhas (563 km) - em 18 dossiers, com cerca de 16 mil páginas, para fundamentar o alargamento da sua jurisdição marítima dos actuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados (18 vezes a área do continente) para quase quatro milhões (40 vezes mais).
Portugal tem a terceira maior ZEE da Europa, exercendo soberania sobre as primeiras 12 milhas e jurisdição até às 200 (incluindo espaço aéreo, água, solo e subsolo, podendo aí exercer direitos de soberania sobre os recursos). Daí até às 350 milhas, o poder do Estado exerce-se só sobre o solo e o subsolo, onde os estudos realizados indicam haver recursos vivos, minerais e energéticos potencialmente muito valiosos.
Em Junho de 2013, Madrid comunicou que "o governo de Espanha não se opõe ao pedido de Portugal para que a Comissão [de Limites da Plataforma Continental] considere a documentação relativa à região das ilhas da Madeira, sem prejuízo dos direitos de Espanha relativamente à extensão da sua plataforma continental na área oeste das ilhas Canárias".
Esta posição reflectia o consenso entre as comissões técnicas bilaterais encarregues dos trabalhos, expresso na proposta que a Espanha entregou - no mesmo dia do projecto português, a 11 de maio de 2009 - para a Região do Banco da Galiza.
Testemunho disso foi a nota entregue três semanas depois por Portugal, declarando "não ter objecção" a que a ONU se pronunciasse sobre a proposta de alargamento da plataforma continental na Galiza.
Daí a surpresa com que Lisboa recebeu, a 5 de julho de 2013, a nota em que Madrid dizia "relembrar a sua objecção à submissão de Portugal" junto da ONU. "Deve notar-se que, enquanto o governo português deseja que as Nações Unidas reconheçam a sua ZEE e plataforma continental em 2015 e incluindo as ilhas Selvagens" naqueles dois espaços, "a Espanha não concorda que as ilhas Selvagens possam ter de alguma maneira uma ZEE" com 200 milhas de extensão e em direcção ao espaço das ilhas Canárias.
No entanto, Espanha "concorda que [as Selvagens] tenham mar territorial" - com 12 milhas, quase um vigésimo da extensão da zona económica exclusiva - "porque as classifica como rochas".
Portugal reagiu dois meses depois, observando que "as ilhas Selvagens não estão, em qualquer circunstância, reflectidas na submissão portuguesa" à ONU.

Fonte: DN