quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Camarão jurássico resiste no Algarve


'Triops vicentinus’ é um fóssil vivo do tempo dos dinossauros. 
 Os charcos temporários de água doce da Costa Vicentina escondem uma espécie de crustáceo única no Mundo. O camarão girino tem o nome científico de ‘triops vicentinus’ e é considerado um fóssil vivo jurássico, dado que a sua existência remonta ao tempo dos dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos. Margarida Machado e Margarida Cristo, investigadoras da Universidade do Algarve, foram coautoras da descoberta desta espécie em 2010, em conjunto com um cientista alemão, que fez o estudo genético. Agora, percorrem os charcos onde existe este crustáceo para fazerem, periodicamente, o estudo das populações. "O ‘triops vicentinus’ está confinado ao concelho de Vila do Bispo e encontramos esporadicamente em charcos em Tunes, Paderne e Faro. Não existe em mais lado nenhum do Mundo", explicou Margarida Machado, durante uma acção de campo, que o CM acompanhou. No total, a espécie habita em 20 charcos temporários. A colega, Margarida Cristo, explica que este crustáceo "tem uma existência conhecida em fósseis desde o tempo dos dinossauros". A resistência ao tempo deve-se à sua estratégia de vida: os seus ovos (cistos) podem permanecer no solo seco durante muito tempo, eclodindo com o aparecimento da água. Este crustáceo pode atingir os 7 centímetros e a cauda pode medir o mesmo tamanho. As larvas de insectos são um dos seus alimentos, contribuindo assim para controlar a proliferação de mosquitos. "É fundamental preservar os charcos para preservar esta espécie", alerta Margarida Cristo. É esse o objectivo do projecto LIFE Charcos, desenvolvido pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN), em parceria com as universidades do Algarve e de Évora.

Fonte: CM

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Portos nacionais cresceram 27% nos últimos quatro anos

O movimento de mercadorias nos principais portos nacionais atingiu os 82,5 milhões de toneladas no ano passado. Um ganho homólogo de 4% e um novo recorde, que reforça a tendência de alta dos últimos anos.


De facto, no acumulado dos últimos quatro anos a carga processada nos principais portos do Continente avançou 27%, salienta o IMT no seu relatório sectorial hoje divulgado.
Em 2014, só Lisboa e Viana do Castelo destoaram na onda de recordes: caíram 1,6% e 7,9%, respetivamente. Setúbal foi o porto que mais cresceu em termos homólogos (15%), seguido por Aveiro (13,5%) e Leixões (4,1%). Sines cresceu 2,9% e a Figueira da Foz 1,9%.
Apesar de ter ficado abaixo da média do mercado, Sines manteve-se, de longe, como o maior porto nacional, a valer 45,9% da tonelagem total movimentada nos principais portos do Continente. Leixões reforçou a sua quota para 21,7% e Setúbal já representa 9,8%. Lisboa perdeu um pouco mais de terreno, agora para os 14,4%.
Puxada pela carga contentorizada (mais 11,5% em termos homólogos), a carga geral reforçou o predomínio nos tipos de mercadorias movimentadas nos portos nacionais. Foram 35,3 milhões de toneladas, mais 10,2% que o verificado em 2013. A carga fraccionada avançou 1,1% e a carga ro-ro disparou 121,8% (muito por culpa de Leixões).
Em alta (mais 10,3%) estiveram também os granéis sólidos, com um total de 18,3 milhões de toneladas movimentadas.
A impedir maiores ganhos, a quebra nas importações de petróleo bruto e na movimentação de produtos refinados ditou um recuo de 5,8% nos granéis líquidos para um total de 28,9 milhões de toneladas.
Em Dezembro, o movimento de mercadorias nos sete maiores portos nacionais cresceu 16,9%, para os 7,1 milhões de toneladas. Leixões foi o porto que mais avançou (36,1% em termos homólogos) e Setúbal o que mais cedeu (15,6%). Sines cresceu 20,4% e Lisboa 16,1%.
Fonte: T e N

MSC continua crescimento com mais de 1 milhão de TEU's em 2014


A MSC (Mediterranean Shipping Company Portugal) fechou 2014 com um crescimento sustentado de relevo em que se destaca o número de TEUs movimentados a nível nacional que ultrapassou um milhão de TEUs.

Este crescimento foi acompanhado por um investimento nos recursos humanos da empresa, com a MSC a passar de 175 colaboradores em 2013 para um total de 210 funcionários em 2014. Um aumento na ordem dos 25% no capital humano da empresa face ao período homólogo.

Estes resultados foram revelados a todos os colaboradores no XIV Encontro Anual da MSC, onde foi apresentado um resumo do desempenho da empresa ao longo de 2014, com destaque para as alterações estruturais que têm vindo a ser implementadas desde 2013, de forma a dar resposta a todos os seus desafios comerciais e de gestão.

Carlos Vasconcelos, Administrador da MSC Portugal, recordou o admirável trabalho de equipa que a empresa levou a cabo em 2014 e que foi fulcral para o fecho do ano com resultados excelentes. No seu discurso de encerramento, Carlos Vasconcelos mencionou que “2015 será um ano muito próspero para a MSC Portugal, pleno de projectos novos e desafios, que motivarão a nossa magnífica equipa e nos farão chegar mais longe e com o mesmo nível de comprometimento e respeito para com os nossos clientes”, levantando um pouco o véu relativamente a dois megaprojectos que a empresa prevê concretizar ainda este ano.

Na sequência do crescimento verificado, Carlos Vasconcelos anunciou ainda a construção de novos escritórios em Matosinhos e Sines, cuja conclusão está prevista para 2015.

Este encontro anual contou ainda com a participação e testemunho de um cliente que foi o convidado surpresa. Gonçalo Vieira, Director de Logística no grupo Portucel Soporcel, destacou “o trabalho de excelência realizado pela MSC e a excelente relação de parceria que leva as duas empresas a atingir bons resultados conseguindo ultrapassar todas as adversidades que, eventualmente, possam surgir”.
Fonte: Cargo

Maersk negoceia aquisição de dez navios de 20 mil TEU's




A Maersk Line está a negociar, com estaleiros asiáticos, a aquisição de dez novos navios porta-contentores com capacidade para 20 mil TEU's, numa encomenda que, a concretizar-se, acarretará custos na ordem dos 1,5 mil milhões de dólares. Cada navio terá cerca de 400 metros de comprimento e 59 metros de largura.

O Wall Street Journal adianta que a encomenda pode ser concretizada já no primeiro trimestre deste ano. Estes navios serão os maiores a navegar nos mares de todo o mundo.

A concretizar-se a encomenda, as previsões apontam para que o primeiro navio dos dez seja entregue no princípio de 2018, com os restantes nove entregues entre 2018 e 2019. 

Fonte: Cargo