quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A terrível saga do navio que pediu socorro em Corfu


Estavam 970 pessoas a bordo do navio de carga de bandeira moldava de onde na manhã de terça-feira partiu um pedido de ajuda às autoridades gregas. O relato do jornal italiano Corriere della Sera, depois de o barco ter atracado cerca das 2h00 desta quarta-feira no porto de Gallipoli, em Itália, é avassalador.

Os migrantes são sírios: homens, mulheres e crianças. Um bebé nasceu a bordo e quatro mortos foram encontrados. O La Stampa diz que 130 tiveram de receber internamento hospitalar, entre os quais cerca de 30 crianças com hipotermia grave.
Os cargueiro cheio de migrantes ilegais dirigia-se inicialmente à Croácia. Mas o Blue Sky M foi mais tarde abandonado por quem o conduzia – a maior suspeita cai sobre contrabandistas – em piloto automático e “com o motor bloqueado à velocidade de 6 nós, sendo provável que fosse embater contra as rochas de Santa Maria di Leuca [Itália]”, acrescenta o Corriere della Sera.
Se tal tivesse sucedido aconteceria uma “matança porque, além das 970 pessoas, também transportava 9 toneladas de petróleo”. Os passageiros não tinham água, comida ou protecção contra o frio. O jornal cita ainda o comandante da guarda costeira de Gallipoli, que afirmou ter sido "impedido um massacre".
Adianta ainda a informação de que cada migrantes pagou 5500 dólares para fazer a viagem, sendo que a hipótese mais plausível é estar-se perante um ‘navio-mãe’, cheio de clandestinos que depois são distribuídos por balsas para chegar a terra. O Corriere cita o diário romeno Adevarul, que escreve que o Blue Sky M, de bandeira moldava, “mudou há duas semanas de proprietário e foi comprado por um cidadão sírio de que se desconhece o nome e que mudou a tripulação”.
Agora, o jornal italiano diz que é tempo de fazer perguntas. “Não se poderia ter intervindo antes? Não está claro porque o navio não foi socorrido quando estava ao largo de Corfu” e foi recebido o pedido de socorro, quando navegava em condições atmosféricas desfavoráveis e perto do local onde outro barco, um ferry que fazia a ligação Grécia/Itália, se incendiou.
O barco seria mais tarde tomado pelas autoridades italianas que o conduziram ao porto de Gallipoli, onde atracou.
Milhares de pessoas tentam todos os anos cruzar o Mediterrâneo em direcção à Europa e muitos acabam por morrer no mar, vítimas das tempestades ou do abandono de quem comanda os barcos onde viajam. Vêm do Médio Oriente e de África, tentando escapar à guerra ou a situações de enorme pobreza.
Fonte: Teresa Oliveira / Sol

Estaleiros de Viana recebem encomenda para dois navios patrulha



O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, anunciou a construção de dois novos navios patrulha oceânica (NPO), no âmbito da nova Lei de Programação Militar.

O governante afirmou que a Lei de Programação, que não era revista desde 2006, "já recebeu aval positivo do Conselho Superior de Defesa Nacional" e adiantou que "até final do ano irá apresentar o documento na Assembleia da República".

"A nova lei permite fazer e ter as condições financeiras para enquadrar o reequipamento das Forças Armadas, no caso que importa, para a Marinha Portuguesa", disse à margem da assinatura do primeiro contrato de construção naval celebrado pela West Sea desde que o grupo assumiu, em maio, a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

O governante manifestou esperança, "porque a isso obrigam as regras da concorrência", que Viana do Castelo "tenha as condições para pode ser ela a fazer estas construções".

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), empresa pública actualmente em fase de extinção, construíram dois NPO para a Marinha Portuguesa num investimento de cerca de 100 milhões de euros.

Em causa está o NRP (Navio da República Portuguesa) Figueira da Foz, o segundo Navio de Patrulha Oceânica da classe "Viana do Castelo" construído naqueles estaleiros, de uma encomenda inicial de oito que foi assumida em 2004 pelo Ministério da Defesa - entretanto revogada pelo actual Governo - para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.

Com o encerramento dos ENVC os Projectos dos dois navios passaram para a tutela do ministério tutelado por Aguiar-Branco.

O NRP "Viana do Castelo" foi entregue pelos ENVC em 2011, e o segundo navio "Figueira da Foz" em dezembro de 2013.

O contrato assinado nos estaleiros, entretanto subconcessionados à West Sea, prevê a construção de um navio-hotel para a Douro Azul, num investimento de 12 milhões de euros, para o grupo Douro Azul.

O novo barco-hotel Viking Osfrid vai reforçar a frota da Douro Azul e irá operar, a partir da primavera de 2016 no rio Douro, para a empresa norte-americana Viking River Cruises.


Fonte: Cargo

Porto de Sines chegou aos 1,2 milhões de TEU's a 22 de dezembro



Depois de ter chegado à impressionante marca do milhão de TEU's movimentados num ano, ainda durante Novembro, o Terminal XXI voltou a atingir nova marca de relevo, com a chegada aos 1,2 milhões, registo alcançado a 22 de Dezembro. O valor representa um crescimento homólogo de 32,32% e aponta para números um pouco acima disso até final do ano. 

Até ao dia em questão, Sines já tinha movimentado 36,7 milhões de toneladas, cerca de 3% mais que os 35,7 milhões de período homólogo de 2013. 

Este valor vai ao encontro das declarações que João Franco, presidente da APS, concedeu em exclusivo à CARGO aquando da chegada ao milhão de TEU's, quando referiu que "o objectivo para o final deste ano é exceder 1,2 milhões de TEU's".


Fonte: Cargo

sábado, 27 de dezembro de 2014

Dez anos depois, o mundo recordou o dia em que o mar engoliu a terra

O tsunami que atingiu vários países do Sudeste asiático, matando mais de 220 mil pessoas, é recordado em todo o mundo.



Milhares de pessoas participaram na passada quinta-feira, dia 26 de Dezembro, na Indonésia, em várias cerimónias para assinalar o décimo aniversário do terrível tsunami que provocou mais de 220 mil mortos em 14 países banhados pelo Oceano Índico.

No dia 26 de Dezembro de 2004, um sismo de magnitude 9,3 – o mais forte no mundo desde 1960 – ocorrido ao largo da ilha indonésia de Sumatra provocou vagas gigantescas nos mares que devastaram as zonas costeiras de vários países, afectando principalmente a Indonésia (quase 170 mil mortos e desaparecidos) e o Sri Lanka (mais de 35 mil mortos).

Entre as vítimas encontravam-se milhares de turistas estrangeiros que aproveitavam a férias do Natal para gozar uns dias de sol nas praias idílicas da região.

Sobreviventes desta tragédia e socorristas que participaram nas operações de salvamento juntam-se para uma cerimónia de orações na província de Aceh, próxima do epicentro do sismo, e de longe a região mais afectada pela violência das águas do tsunami.


Em Meulaboh, uma vila de pescadores que foi completamente devastada por vagas que atingiram os 35 metros de altura, as bandeiras estão a meia haste e os habitantes preparam-se para uma noite de orações.


Em Meulaboh, uma vila de pescadores que foi completamente devastada por vagas que atingiram os 35 metros de altura, as bandeiras estão a meia haste e os habitantes preparam-se para uma noite de orações.
Quando o tsunami se abateu sobre Meulaboh, milhares de pessoas morreram afogadas, esmagadas, trespassadas, as frágeis casas foram arrasadas e as árvores arrancadas da terra. Apenas algumas mesquitas mais bem construídas resistiram em pé. Com as estradas destruídas e os meios de comunicação danificados, a vila ficou isolada do mundo durante várias semanas. A população lutou desesperadamente para sobreviver entre as montanhas de destroços, dependendo da ajuda alimentar que lhes caía dos céus, lançada por aviões.

“O tsunami destruiu tudo aquilo que nos era caro, as nossas famílias, as nossas casas”, recorda hoje Seleha, de 50 anos, sem nada nem ninguém a quem chamar seu. “Mas isso não nos derrotou. Mobilizámo-nos e deixámos Deus fazer o resto.”

As principais comemorações estão previstas para a manhã de sexta-feira. Primeiro em Aceh e depois na Tailândia, onde cerimónias com velas estão previstas nas estâncias turísticas de Phuket e Khao Lak. No Sri Lanka está planeada uma cerimónia no local onde um comboio que transportava 1500 pessoas foi levado pela água. E várias capitais europeias também vão recordar os seus cidadãos mortos na tragédia de há dez anos.

Andy Chaggar, um sobrevivente britânico que estava num bungalow em Khao Lak de onde foi levado pela força das águas, regressou este ano à praia onde perdeu a sua namorada. “Quando fui arrastado para dentro de água, havia vidros, ferros, bocados de madeira, tijolos, foi como se tivesse sido atirado para dentro de um máquina de lavar roupa cheia de pregos”, recordou, em declarações à AFP.

O tsunami de 2004 suscitou uma vaga de generosidade e voluntarismo sem precedentes no mundo, tendo sido recolhidos mais 11 mil milhões de euros para a ajuda humanitária e a reconstrução das zonas mais afectadas. Cerca de seis mil milhões de euros foram consagrados à reconstrução de mais de 140 mil casas em Aceh bem como de milhares de quilómetros de estradas, escolas e hospitais. Vilas como a de Meulaboh estão agora irreconhecíveis para quem só recorda a desolação da destruição, com ruas inteiras de casa novas e as mesquitas com os seus minaretes cintilantes. A região foi também dotada de um moderno sistema de alerta de tsunami mas os peritos avisam: o pior pode voltar a acontecer.

Fonte: Público

A milionária italiana que resgata ilegais no Mediterrâneo


É responsável pelo salvamento de mais de três mil migrantes ilegais que tentam passar do Norte de África para a Europa. Regina Catrambone e o marido gastaram parte da sua fortuna para o fazerem.
A visita do Papa Francisco à ilha de Lampedusa em Julho de 2013, onde não paravam de chegar imigrantes ilegais apanhados no Mediterrâneo a tentar a travessia entre o Norte de África e as costas da Europa, foi decisiva. Regina Catrambone e o marido entenderam que algo devia ser feito.
"Olhámos um para o outro, eu e o meu marido, e comentámos: "vamos fazer alguma coisa". A primeira ideia foi a de comprar um navio e irmos para o Mediterrâneo, onde estão a morrer pessoas todos os dias", recordava recentemente à BBC a milionária italo-americana. Regina e o seu marido, Christopher Catambrone (nascido nos EUA, mas de ascendência italiana), tinham visto em primeira mão a realidade evidenciada pela visita do Papa. Meses antes, durante um cruzeiro no Mediterrâneo viram "um blusão de inverno a flutuar na água". Perguntaram ao capitão do iate como se explicava a sua presença ali e este limitou-se a dizer "que a pessoa que o vestia, muito provavelmente, já não está entre os vivos".


Fonte: DN/Abel Coelho de Morais.

Portos portugueses bateram recordes


O movimento de mercadorias registado nos sete principais portos do Continente entre Janeiro e Novembro deste ano atingiu um volume de 75,35 milhões de toneladas, o valor mais elevado de sempre, pelo que se espera que a contabilização de todo o ano de 2014 proporcione um novo máximo histórico neste capítulo.
Este crescimento do movimento da carga deveu-se aos portos de Setúbal e de Aveiro, com subidas, respectivamente, de 18,2% e de 15,7%, nos onze meses do ano até agora completos. Os portos de Leixões, de Sines e da Figueira da Foz também registaram variações positivas, embora de menor expressão, respectivamente, de 1,7%, de 1,5% e de 0,7%. Em sentido contrário, posicionaram-se os portos de Lisboa e de Viana do Castelo, com quedas respectivas de 3,1% e de 9,6%.

Fonte: PDP

Leixões movimenta 70 locomotivas com destino a África do Sul


O porto de Leixões está a movimentar 70 locomotivas que serão exportadas em navios do armador alemão MACS – Maritime Carrier Shipping – para a Cidade do Cabo, na África do Sul, até ao final de 2016.

A empresa responsável pela exportação, a Vossloh Rail Vehicles, de Valência, em Espanha, está a produzir um lote global de 50 locomotivas de 85 toneladas e 20 de 113 toneladas e escolheu o porto de Leixões para exportar a sua carga.

A Swifambo Rail Leasing, empresa importadora, assinou um contrato de 250 milhões de euros para o fornecimento de locomotivas EURODual, que podem circular tanto em linhas electrificadas como não electrificadas.

A movimentação das locomotivas em Leixões está a cargo do concessionário TCGL- Terminal de Carga Geral e Granéis de Leixões e continuará durante os próximos dois anos, sendo expectável que as últimas unidades sejam entregues em novembro de 2016.

Fonte: Cargo

.Portugal assina acordos de cooperação para facilitar chegada de produtos ao porto de Xangai


Portugal assinou, na passada sexta-feira em Xangai dois acordos de cooperação com entidades locais de logística e transportes para "melhorar o acesso" de produtos portugueses ao maior porto da China.

"O objectivo é facilitar a vida dos nossos exportadores para a China, nomeadamente no sector agroalimentar", disse à agência Lusa o administrador da AICEP (Agência para a Promoção do Investimento e Comércio Externo de Portugal), Pedro Ortigão Correia, que subscreveu os referidos acordos.

Sede de um município com cerca de 25 milhões de habitantes, Xangai é considerada a "capital económica da China" e uma das cidades mais cosmopolitas do país, juntamente com Hong Kong.

Os cossignatários dos dois acordos assinados pela AICEP foram o Centro de Logística de Transportes Marítimos do Porto de Xangai e a Associação de Transportes Marítimos Internacionais de Xangai.

Durante a sua deslocação a Xangai, o responsável da AICEP contactou também com um "grande importador e distribuidor chinês de produtos agroalimentares" estabelecido na nova Zona de Comércio Livre da cidade.

A partir de 2015, numa parceria que envolve a Sonae e a Portugal Foods, haverá naquela Zona de Comércio Livre uma "Loja de Portugal", onde estarão expostos em permanência produtos portugueses, anunciou Ortigão Correia.

"Em todas as nossas conversas (com empresários ou entidades chinesas) procuramos posicionar Portugal como um país produtores de artigos 'gourmet' de grande qualidade", disse o administrador da AICEP.

Vinhos, azeites, conservas, bolachas, sumos, chocolates, cafés e águas são alguns dos produtos agroalimentares portugueses já à venda na China, e já há mais de trinta empresas portuguesas certificadas para exportar lacticínios  para aquele país.

Em 2013, as vendas de produtos agroalimentares portugueses para a China continental subiram para 29 milhões de euros, 14,4 milhões dos quais referentes aos vinhos, que aumentaram sete vezes em apenas quatro anos, estima a AICEP.

Fonte: Cargo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Prelude: o maior navio do mundo [em vídeo]


O Prelude vai ser o maior navio do mundo. Serão 488 metros de barco. Terá mais de comprimento do que a Torre Eiffel tem de altura. O mesmo é verdade para o Empire State Building de Nova Iorque. Vai ser uma fábrica sobre as águas.
Ainda está no estaleiro. Este gigante chamado Prelude ainda está a ser construido. Um monstro marinho em gestação na Samsung Heavy Industries, na Ilha Geoje, na Coreia do Sul. E se o navio é gigantesco seja qual for o prisma pelo qual o observarmos, o mesmo acontece com o estaleiro onde está a ser montado que é um dos maiores do mundo. Só ali trabalham trinta mil pessoas.
O Prelude vai trabalhar com gás mas não é por isso que é inovador. Até agora, o gás captado no fundo dos oceanos tem sido canalizado para terra firme e só depois é liquefeito. Normalmente, isso obriga à construção de uma grande estrutura para transformar o gás e arrefece-lo para que se torne um líquido. Nesse estado, o gás torna-se 600 vezes menor em volume e, portanto, é muito mais fácil de transportar através de um navio. Ora, com o Prelude, vai ser desnecessário levar o gás para terra. O barco-fábrica tem a bordo um sistema que transforma o gás em líquido.
Quando estiver operacional, e durante os vinte e cinco anos seguintes, prevê-se que o Prelude fique a trabalhar ao largo da costa australiana. O maior barco do mundo vai trabalhar sobre um campo de gás e vai não só servir de fábrica de transportação, mas também de plataforma de distribuição de gás líquido, para que os outros navios o transportem para outras paragens.
Fonte: TSF

Foca perdida é encontrada a 32 quilómetros do mar [vídeo]


Uma foca foi resgatada pelas autoridades britânicas muito longe do seu habitat natural.
De acordo com a BBC, o exemplar foi encontrado num descampado na zona de Newton-le-Willows, a uns 32 quilómetros de distância da foz do Rio Mersey, no Reino Unido.
Crê-se que a foca terá nadado rio acima até àquela zona, onde terá depois saído das águas e errado pelos campos.
A protecção animal local afirma que nunca viu um caso semelhante, o que obrigou a cuidados especiais, uma vez que se trata de uma animal de grandes dimensões (pode chegar a 1.8 metros de comprimento) potencialmente agressivo.
O resgate, que envolveu dezenas de agentes e voluntários, decorreu com sucesso. O animal vai agora para um centro de acolhimento para uma avaliação clínica, antes de ser devolvido ao mar.
Fonte: Sol



West Sea prevê chegar aos 400 trabalhadores em 2015


A West Sea, subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), já emprega 122 trabalhadores e espera chegar aos 400 ao longo do próximo ano, afirmou o presidente da empresa.

"Estão aqui trabalhar 122, julgo que desses 122 cerca de 100 foram recuperados da antiga estrutura. Nós agora podemos chegar aos 400. Julgo que durante o ano de 2015 esse número poderá ser ultrapassado (…). Vamos fazer o nosso percurso, mas julgo que os 400 postos trabalho directos serão facilmente conseguidos", afirmou Carlos Martins.

O presidente da West Sea falava a bordo do navio Atlântida, onde decorreu a assinatura do primeiro contrato de construção naval celebrado pelo grupo português desde que assumiu, em Maio, a subconcessão dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC.

O contrato visa a construção de um navio-hotel para a Douro Azul, num investimento de 12
milhões de euros.

A West Sea conta, até agora, 22 reparações e reconversões de navios, oriundos de todo o mundo. A empresa deverá perder, entretanto, o negócio da reconversão do Atlântida em navio de cruzeiro, uma vez que a Douro Azul deverá optar por mantê-lo como ferry.

Fonte: Transportes e Negócios.

Barreiro volta a chamar pelos contentores de Lisboa



A Câmara Municipal do Barreiro (CMB) entregou, na passada sexta-feira, o parecer do Município face à Proposta de Definição de Âmbito relativo ao Estudo de Impacte Ambiental para a instalação do Terminal de Contentores no conselho. Antes de remeter o documento para a Agência Portuguesa do Ambiente, num encontro com jornalistas, Carlos Humberto, presidente da CMB, voltou a abordar o projecto portuário.

O autarca reiterou o interesse na “ampliação da atividade portuária no conselho Barreiro”, que considerou ser acarinhado pela cidade há vários anos e uma “oportunidade para o desenvolvimento económico e das acessibilidades” da cidade e da região.

No quadro económico começou por enquadrar o interesse de uma nova infraestrutura portuária na região de Lisboa. O autarca assinalou que está previsto um “aumento para o dobro do transporte [marítimo de carga] contentorizada na Europa”, e que Portugal tem de se preparar para esse “novo ciclo”. Nesse contexto a área metropolitana de Lisboa tem de se posicionar como região com porto e atividade portuária, apresentando-se o Barreiro com condições para acolher o Novo Terminal de Contentores da Administração do Porto de Lisboa, referiu.

Condições que, para Carlos Humberto, para além da área disponível para a instalação Terminal, passam por 300 ha de Área Logística, Industrial e Tecnológica Anexa (ALITA), tuteladas pela Baía Tejo. Um lugar que considera poder ser ocupado por empresas, e transformar-se num pólo agregador de emprego. Sendo que o alargamento da actividade portuária, entre Terminal e ALITA e sem contar com acessibilidades, ronda um investimento de cerca de 600 milhões de euros.

Já no quadro de acessibilidades, sublinhou o facto da terceira travessia do Tejo estar equacionada nos estudos dos protocolos assinados. E a intenção de promover as ligações rodoviárias entre Barreiro e Almada, via Seixal, e o estudo para ligar o Barreiro à Ponte Vasco da Gama via Montijo.

No encontro com jornalistas estiveram ainda presentes a Vice-presidente da CMB, Sofia Martins, e Rui Lopo, Vereador do Planeamento, Ambiente e Mobilidade.

O prazo de Consulta Pública da “Proposta de Definição do Âmbito” para o Projecto do “Terminal de Contentores do Barreiro”, proposto pela Administração do Porto de Lisboa à Agência Portuguesa do Ambiente, terminou no dia 19 de dezembro. Pode ser acedido em: http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/DA186/pda18620141124101911.pdf
Autor/fonte: Rui Ribeiro / Cargo

sábado, 20 de dezembro de 2014

Cristas desafia investigadores a afirmarem Portugal como "um País de Mar"


A "Semana Azul" irá decorrer entre 3 e 6 de Junho de 2015

A ministra da Agricultura desafiou jovens investigadores do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto a contribuírem para "afirmar Portugal como um país de mar" apresentando os seus projectos na“Semana Azul” que em 2015 decorrerá em Lisboa.

“O desafio que vos faço é que estejam na ‘Semana Azul’ para, precisamente, mostrar como estamos na frente em várias áreas e para nos afirmarmos como um país de mar, que aposta na investigação e na ligação às universidades”, afirmou Assunção Cristas durante uma visita ao UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.

A "Semana Azul" irá decorrer entre 3 e 6 de Junho de 2015, dias em que Lisboa será "a capital mundial do oceano", segundo a ministra da Agricultura, que em Julho já tinha apresentado a iniciativa aos seus homólogos europeus.

Segundo a governante, o evento prevê uma reunião de ministros do Mar “que nunca aconteceu a nível mundial”, para além de uma “feira dedicada às várias actividades económicas do mar, com uma forte componente de ‘start ups’, e a 3.ª edição da conferência mundial World Ocean Summit, organizada pela revista Economist e que reunirá especialistas, cientistas, decisores do mundo dos negócios, de organizações não-governamentais e de governos para debater a "transição de uma economia convencional do oceano para uma nova economia azul".

Segundo salientou Assunção Cristas, o evento é uma oportunidade para Portugal “ser ouvido e reconhecido” na área da economia do mar, onde o país já possui uma longa tradição e, por isso, “é mais fácil passar a mensagem”.

É que, sustentou, “não basta estudar e investigar, é preciso transferir [estes conhecimentos] para o mercado”.

Durante a visita ao UPTEC, a ministra da Agricultura e do Mar ficou a par de algumas das inovações tecnológicas para as actividades agrícola e marítima desenvolvidas por alunos da Universidade do Porto, entre as quais veículos submarinos e aéreos não tripulados, sistemas informáticos de detecção de incêndios, ‘drones’ salva-vidas para as praias portuguesas ou sensores de monitorização remota de plantações agrícolas.

Fonte: Ionline com Lusa
Foto: Inácio Rosa - Lusa

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Porto de Sines homenageou Eugénio Borralho



A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) homenageou, o Dr. Eugénio Borralho, no âmbito das comemorações do Aniversário do Porto de Sines. Numa cerimónia em que esteve presente o Conselho de Administração da APS, presidido por João Franco, foi descerrada a placa toponímica que atribui o nome de Eugénio Borralho à via portuária de acesso ao Terminal XXI.
Eugénio Fialho Borralho, economista, foi presidente da APS de Outubro de 1993 a Maio de 2002, tendo já antes feito parte do Conselho de Administração da APS enquanto vogal. A sua intervenção na construção do actual porto de Sines foi marcante, tendo sido um dos principais impulsionadores do Terminal XXI enquanto autor da ideia, defensor do projecto e ainda como um dos responsáveis pela contratualização e execução do mesmo.
De acordo com João Franco “a importância do desempenho do Dr. Eugénio Borralho tinha de ser assinalada e celebrada pela APS. O seu sonho de ter um grande Terminal de Contentores em Sines tomou forma, ganhou sustentação e concretizou-se. Hoje somos o maior porto de carga a nível nacional, um dos quatro maiores da Península Ibérica, um dos vinte maiores da Europa e um dos cem maiores do mundo. Com esta distinção, encerramos os processos de homenagem àqueles que coordenaram as equipas que foram determinantes no lançamento das bases daquilo que é hoje o Porto de Sines”.
Por seu lado, Eugénio Borralho fez questão de lembrar que “em 1998 os recursos eram abundantes e só havia duas opções, fazer uma gestão tranquila e folgada ou pensar no futuro e no desenvolvimento do Porto, nomeadamente através da aposta nas áreas de carga geral e contentorizada. Como podem ver, optámos por avançar com o investimento nos terminais multipurpose e de contentores, hoje conhecidos por Terminal XXI e em 2003 tínhamos tudo praticamente fechado com a PSA para dar início à concessão do novo Terminal. Como digo sempre, o homem sonha, Deus quer e a obra realiza-se.”

Fonte: APP

Exploração do terminal do Barreiro será de 100 anos



A Administração do Porto de Lisboa (APL) elaborou um documento no qual define que o tempo de exploração do futuro terminal do Barreiro, por parte do operador privado que ganhe o concurso, deverá ser de 100 anos. Segundo o Diário Económico, que teve acesso ao documento, a administração portuária determina que "dado o carácter estruturante deste empreendimento e a sua longevidade, arbitra-se que a fase de exploração terá uma duração de cem anos (vida útil do TCB [Terminal de Contentores do Barreiro]), admitindo-se que a fase de exploração acompanhe aquele período". No estudo, a APL, para além de assumir como definitiva a escolha do Barreiro para a construção do novo terminal, refere que "tendo como base o estudo de mercado e de viabilidade económico-financeira do novo terminal de contentores, desenvolvidos pela AT Kearney (2013) para o porto de Lisboa, é expectável que, a médio prazo, a oferta actualmente existente não consiga fazer face à procura estimada", cita o mesmo jornal. Até porque, segundo o estudo, o porto de Lisboa deverá movimentar em 2048 um montante de 2,7 milhões de TEU.

Desta forma, a APL pondera ainda uma construção faseada deste terminal de contentores, salientando que "outra situação que deverá ser devidamente avaliada e ponderada nas alternativas do projecto será o faseamento construtivo do TCB, ou seja, se a construção do terrapleno deva ocorrer numa só fase ou em duas fases, acompanhando o crescimento da carga contentorizada".

Fonte: T e N / Miguel Ribeiro Pedras

Porto de Setúbal: Crescimento de 61% nos contentores


O porto de Setúbal movimentou, até Novembro, cerca de 7,5 milhões de toneladas. Um dos destaques vai para a carga contentorizada, onde atingiu os 96 mil TEU, a que corresponde um aumento de 61,1% no volume de tráfego, o que constitui a maior taxa de crescimento de sempre nos portos do continente, no período em análise.

Por outro lado, continua a ser evidenciada a capacidade exportadora do porto de Setúbal, foi o que mais cresceu no embarque de carga, o que se traduz em mais de 5 milhões de toneladas saídas pelos terminais, 67% do total movimentado.

Por terminais, os de Serviço Público movimentaram mais 21%, com 4,5 milhões de toneladas, e os Terminais de Uso Privativo, mais de 14%, com um movimento de cerca de 3 milhões de toneladas.

Nos modos de acondicionamento, a carga geral e os granéis sólidos continuam a liderar, respectivamente, com 4 milhões de toneladas, mais 19,5% do que em 2013, e cerca de 3 milhões de toneladas, mais cerca de 23%. O movimento Roll-on Roll-off continua crescer, com mais de 137 mil viaturas movimentadas, mais de 22%, em relação a 2013.

Nas mercadorias, lidera o cimento, com 1,7 milhões de toneladas, seguido dos produtos metalúrgicos, com 1,14 milhão de toneladas, do clínquer, com 1,13 milhões de toneladas, dos adubos, com 462 mil toneladas, dos minérios, com 401 mil toneladas, e do papel, com 290 mil toneladas.


Fonte: Cargo

Amizade improvável entre uma Mulher e uma Moreia


Este vídeo mostra a amizade entre Valerie Taylor e uma Moreira. Valerie Taylor é a viúva do proeminente perito australiano Ron Taylor. Aos 79 anos, esta galardoada com inúmeros prémios relacionados com o Mar e uma mergulhadora profissional continua activa na luta pela preservação do Mar e dos habitats que por ele se escondem. Neste vídeo podemos ver a amizade travada entre Valerie e uma Moreira, A Moreira é um peixes ósseo, anguiliforme, da família dos murenídeos (Muraenidae), tendo como uma das suas principais características o corpo longo e cilíndrico. Há cerca de 200 espécies distribuídas por 15 géneros, das quais a maior mede 4 metros de comprimento. As moreias habitam cavidades rochosas e são animais carnívoros, que caçam com base num sentido de olfacto apurado. Não têm escamas , para protecção, algumas espécies segregam da pele um muco que contém toxinas. A maior parte das moreias não tem barbatanas peitorais e pélvicas. A sua pele tem padrões elaborados que servem como camuflagem.

Em Portugal, as moreias são pescadas para alimentação.
As espécies mais comuns de moreia na costa portuguesa são:
  • Moreia-pintada (Muraena helena)
  • Moreão (Gymnothorax unicolor)
  • Moreia-serpente (Enchelycore anatina)
  • Moreia-preta (Muraena augusti)
  • Moreão-amarelo (Gymnothorax vicinus)
  • Moreia-pintada-de-natura (Gymnothorax polygonius )


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Empresa japonesa pretende construir cidade debaixo de água




Uma empresa japonesa anunciou um projecto de construção de uma cidade debaixo de água, informa o jornal The Washington Post.

A companhia Shimizu Corp apresentou os planos de uma estação de pesquisa subaquática, cujo comprimento será de cerca de 15 km e o diâmetro – de 500 metros. A parte superior da estação, que tem a forma de uma espiral, será localizada na superfície da água, enquanto a inferior ficará no fundo do mar.

A estação terá hotéis, apartamentos e áreas comerciais, capazes de acomodar cerca de 5 mil pessoas.
De acordo com estimativas, o projecto, baptizado de Espiral Oceânica, custará $ 26 milhões. A construção levará cerca de cinco anos.
"É apenas um projecto, mas estamos focados no desenvolvimento de tecnologias que permitam construir um espaço habitável debaixo de água", declarou o porta-voz da empresa.
Relata-se que o objectivo principal da construção será o estudo dos métodos de extracção de energia a partir do fundo do mar. Note-se que o projecto é de interesse particular devido ao aumento do nível do mar e às mudanças climáticas.
O projecto ambicioso já foi apoiado por uma série de empresas de pesquisa e agências do governo japonês.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_11_21/Empresa-japonesa-pretende-construir-esta-o-submarina-debaixo-de-gua-0110/

Processo dos submarinos arquivado


O processo dos Submarinos foi arquivado, avança a revista "Visão".

O Ministério Público decidiu assim não levar a julgamento, nem deduzir acusação contra os arguidos, por falta de provas.
Este caso tem vindo a preocupar o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, desde a altura em que ocupava o cargo de ministro da Defesa. Curiosamente, só foi ouvido em Abril de 2014 e a Justiça nem pediu levantamento do sigilo bancário ao ministro.
Os únicos quatro arguidos, Hélder Bataglia, Luís e Miguel Horta e Costa, Pedro Ferreira Neto já sabem desta decisão, assim como Ana Gomes e uma jornalista assistente do processo. Paulo Portas não será notificado. Apesar de ter sido publicamente tratado como suspeito, nunca passou de uma testemunha para a Justiça.
Segundo a "Visão", "o despacho sugere que não terá havido intenção clara de beneficiar o consórcio alemão fabricante dos submarinos". O mesmo despacho conclui ainda que se tivesse havido corrupção, prevaricação ou outro acto criminal precedente relacionado com a assinatura do contrato de aquisição dos submersíveis, esse facto já estaria prescrito desde Junho de 2014.
A falta de colaboração de autoridades internacionais foi uma das dificuldades encontradas pelo Ministério Público. Esta situação contribuiu para que se tivesse perdido o rasto ao dinheiro das comissões pagas através de uma miríade de fundos e offshores.

Recorde-se que o negócio dos submarinos comprados aos alemães foi investigado durante oito anos e que a equipa do Ministério Público ficou com o caso há pouco mais de um ano.

Fonte: Ionline

Investigadores criam rota para levar turistas a observarem pesca da sardinha

Investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche criaram uma rota para levar turistas a observar a pesca da sardinha, projecto que pretende desenvolver a economia do mar.


João Costa, coordenador do projecto e professor naquela escola do Instituto Politécnico de Leiria, disse à agência Lusa que se trata de um projecto "inovador a nível internacional", porque não existem passeios que levem os turistas a observar, em alto-mar a poucos metros de distância, práticas tradicionais de pesca, como a arte do cerco, e a conhecer as tradições e a cultura das comunidades piscatórias.

O "FishTour" pretende ser "uma experiência única" para os turistas, oferecendo-lhes um dia diferente, a começar com a visualização de um documentário sobre os ciclos de vida da sardinha e a sua arte da pesca, passando por um passeio no mar para observar a faina e acabando num restaurante a degustar um prato gastronómico típico à base de sardinhas.
Os investigadores acreditam que, se for implementado, o "Fishtour" pode criar postos de trabalho ligados ao turismo sustentável ou à restauração e dar novas oportunidades de emprego aos pescadores, que podem vir a ser recrutados para conduzir embarcações, explicar a bordo as técnicas da arte do cerco ou relatar as suas experiências.
João Costa adiantou que o projecto foi apresentado a algumas empresas, sobretudo as que exploram em Peniche actividades marítimo-turísticas, levando a bordo turistas até às Berlengas ou acompanhando mergulhos ou pesca desportiva, "mas nenhuma implementou ainda" a ideia.
O coordenador explicou que a rota pode ser alargada não só à observação da captura de outras espécies pela pesca do cerco em Peniche ou noutros locais da costa portuguesa, desde a costa algarvia até Matosinhos, comunidades que se dedicam também àquele tipo de faina, como a outras pescarias tradicionais, como a do atum, nos Açores.
Os investigadores João Costa, Francisco Dias, Nuno Almeida, Mário Carvalho, Rui Pedrosa, Paulo Maranhão e Sérgio Leandro conceberam a imagem de marca do projecto, produziram o documentário em vídeo, a ser exibido, criaram um site destinado à promoção do produto e às reservas dos turistas (www.fishtour.pt) e desenvolveram um estudo-piloto.
Os 21 turistas, a maioria estrangeiros, levados a bordo para os investigadores testarem a ideia, não só gostaram da experiência (65%), como demonstraram intenção de a repetir (71%) e de a recomendar a amigos (95%), segundo inquéritos realizados.
O estudo-piloto veio a concluir que a rota turística da sardinha tem uma "elevada procura potencial".

Fonte: Notícias ao Minuto.

Mundial de Windsurf disputa-se em Lagos em 2015


Três dos quatro títulos mundiais de Formula Windsurfing a atribuir pela International Windsurfing Association (IWA) no próximo ano vão ser decididos no Algarve. A cidade de Lagos vai ser anfitriã do «Monsaraz World Festival Championship 2015 (Masters, Youth and Women)», patrocinado pela Carmim e organizado pelo Clube de Vela de Lagos e Associação Formula Windsurfing Portugal.
O Campeonato do Mundo de Formula Windsurfing 2015 para as categorias Masters (homens com mais de 35 anos), Juventude (Sub-20) e Mulheres vai decorrer entre os dias 27 de Abril e 2 de Maio e a base de operações vão ser as instalações do Clube de Vela de Lagos.
Vai ser a estreia do novo modelo de mundiais decidido pela IWA, que separou a competição feminina do mundial masculino absoluto (ainda sem local para 2015) e a juntou ao mundial de masters e juventude. Uma novidade que atrai maior atenção para o mundial em Lagos.
“Para os mundiais absolutos, são escolhidos locais de maior exigência técnica, o que prejudicava as senhoras. A mudança para o mundial de masters e juventude dá realce às senhoras”, explicou Vasco Chaveca, presidente da Associação Formula Windsurfing Portugal (AFWP).
Algarvio (de Alvor) e atleta de windsurf (federado pelo Clube Naval de Portimão), Vasco Chaveca é também membro do Comité da IWA e foi ele quem apresentou a proposta para a realização do mundial em Lagos.
“O Clube de Vela de Lagos é um dos mais experientes em organização de provas de windsurf e tem também a vantagem de ter alguns juízes na direcção. Havia interesse do clube em organizar o mundial e eu despoletei a situação junto do Comité IWA”, disse Vasco Chaveca.
“É uma mais-valia para o Algarve dar a conhecer locais que podem trazer mais provas e, inclusive, trazer atletas do Norte da Europa para treinar durante o Inverno”, comentou o presidente da AFWP.
O campo de regatas na Baía de Lagos é um “local premium para windsurf”, diz Vasco Chaveca. É uma zona de competição de vela muito segura, por estar dentro de uma baía e tipicamente sujeita a pouca ondulação, com vento quase constante do quadrante norte.
“Já foi um campo de regatas mais fácil. Desde há quatro a cinco anos começaram a ser construídos hotéis e prédios na costa da Meia Praia, o que tornou o vento mais incerto e o campo de regatas mais técnico”, acrescentou Vasco Chaveca.
A prova deverá juntar entre 40 a 50 atletas top mundial. Cada atleta pode fazer-se acompanhar por familiares, pelo que a organização estima uma comitiva total a rondar as 120 pessoas.
“Vão ficar alojados em hotéis no centro de Lagos e usufruir dos restaurantes, bares e comércio da cidade durante uma semana. Numa altura de época média, o mundial deverá ter algum impacto na economia local, além de projectar a imagem de Lagos no Mundo”, comentou o presidente da AFWP.
O algarvio Miguel Martinho, de Portimão é o actual vice-campeão do mundo de pesos leves (categoria que vai deixar de ter título mundial em 2015) e vice-campeão europeu masters. Bom conhecedor do campo de regatas de Lagos, Miguel Martinho é o ponta de lança para um bom resultado algarvio no mundial em Lagos.
Fonte: Sul Informação.

Eliminado em Pipeline, Tiago Pires deixa elite do surf mundial

O mais reputado surfista português falhou a qualificação para o circuito mundial da próxima temporada.


O português Tiago Pires foi eliminado na segunda ronda do Billabong Pipe Masters, no Havai, e falhou a qualificação para o circuito mundial da próxima temporada.

"Saca" entrava para a 11.ª e última etapa do circuito mundial na 28.ª posição e precisava de chegar a uma fase adiantada para garantir, pelo oitavo ano consecutivo, a presença na elite do surf mundial, algo que não veio a acontecer.

No Banzai Pipeline, em Oahu, Havai, o português foi incapaz de contrariar o brasileiro Jadson André, que com um "tubo" conseguiu 9,37 pontos, a que acrescentou 3,33 na sua última onda, alcançando um total de 12,70.

Tiago Pires conseguiu apenas 2,73 pontos, com ondas de 1,23 e 1,50.

Também na repescagem, o norte-americano Kelly Slater manteve-se na luta pelo título, ao bater o havaiano Reef Mcintosh. Para conquistar o seu 12.º título, Slater necessita de vencer pela oitava vez em Pipeline e esperar que o brasileiro Medina não passe da terceira eliminatória e que o australiano Mick Fanning seja eliminado nos quartos de final ou antes.

Fonte: Público.


Armadores portugueses satisfeitos com aumento de 18% na quota de pesca


Portugal obteve um crescimento global de dois dígitos da quota de pesca para 2015. Apesar do da captura da pesca da pescada e de bacalhau ter diminuído, o sector tem uma expectativa “muito positiva” para o futuro.
A quota de pesca global para Portugal vai aumentar 18% em 2015, face a este ano, anunciou, em Bruxelas, a ministra Assunção Cristas, após a reunião dos ministros da tutela dos 28 Estados-membros da União Europeia.

As maiores subidas são para a quota admissível da espécie carapaus, de 67%, um aumento de 14% no tamboril, de 10% no biqueirão e de 15% no lagostim, avançou a agência Lusa.

No sentido contrário, a quota de bacalhau sofre uma redução de 3% e os totais admissíveis de capturas de pescada nas águas ibéricas foram reduzidos em 15%, de acordo com a agência noticiosa.

Em reacção, o secretário-geral da Associação dos Armadores das Pescas Industriais congratulou-se com o aumento de 18% na quota de pesca global para Portugal, considerando que o sector tem agora uma expectativa "muito positiva" quanto ao futuro. "O sector da pesca está muito satisfeito. Foram conseguidos todos os objectivos a que nos propusemos", disse à agência Lusa António Cabral.

"Há um substrato de recuperação da maior parte dos 'stocks', fundamentalmente no que diz respeito ao lagostim, que é uma espécie de que a frota que opera no sul do País tem uma elevada dependência. Conseguiu-se reverter a 17ª revisão de quotas desde o final da década de 1990, passando de menos 10% para um aumento de 15%. São boas notícias", salientou.

"Diria que há um pleno. Este ano, todos os objectivos visados foram alcançados, foram atendidos por parte da Comissão Europeia e o sector da pesca tem condições e tem agora expectativas positivas em relação ao futuro, não fosse este um sector tradicional e secular", acentuou. No entender de António Cabral, o sector vê agora o caminho aberto para continuar a investir e ser um elemento estruturante da economia do mar.

No que diz respeito à diminuição nas quotas da pescada e do bacalhau, António Cabral considerou que não são significativas. "No caso do bacalhau, temos de enquadrar a diminuição num aumento de cerca 30% nos últimos anos das três quotas que temos (uma quota do lado Oeste do Atlântico e duas na Noruega) e que foram importantes para o sector", explicou o responsável, acrescentando que esta é uma situação que se pode gerir.

Já a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, afirmou que o aumento de 18% das quotas representa "o melhor resultado de sempre" para a pesca portuguesa conseguido em Bruxelas. "Tivemos um resultado absolutamente excepcional e histórico para o nosso País", afirmou Assunção Cristas, em Bruxelas, à saída do Conselho de Pescas, no qual a União Europeia fechou o acordo sobre as capturas para 2015 e repartição de quotas pelos Estados-membros.

Lembrando que esta foi a sua quarta ronda negocial desde que assumiu a tutela, Cristas sublinhou que, "somados os quatro anos", todos eles com aumentos de quotas, Portugal alcançou neste período (2012-2015) "um aumento de 46%", equivalente a "mais 32 mil toneladas de quota de peixe" neste período.

Já o Governo dos Açores, que regulamenta as capturas do chicharro nas águas da região autónoma uma vez que "a captura desta espécie apenas é permitida de segunda a sexta-feira" e "cada embarcação tem um limite para a quantidade diária a descarregar", congratulou-se igualmente com a manutenção da quota de pesca desta espécie. "A região tem um total admissível de captura (TAC) para o chicharro de 3.200 toneladas anuais", de acordo com o executivo açoriano.

Segundo o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, citado numa nota oficial divulgada, "a decisão do Conselho de Ministros das Pescas da União Europeia vai ao encontro das pretensões do Governo Regional de manter a quota para o chicharro com uma gestão efectuada pela Região Autónoma dos Açores".

"Os pescadores açorianos poderão continuar a capturar chicharros ao mesmo nível de anos anteriores", frisa Fausto Brito e Abreu, considerando ser também "o reconhecimento de que as medidas que o Governo dos Açores tem implementado na gestão da pescaria do chicharro são eficazes e visam a sustentabilidade desta espécie".

Fonte: Jornal de Negócios.

Mares europeus vão ser patrulhados por drone português


A Tekever é a empresa que vai liderar o projecto Rapsody e que tem como objectivo fazer uma vigilância marítima na Europa com recurso a sistemas aéreos não tripulados. O drone AR5 Life Ray vai estar entre os “vigilantes”.

A Tekever vai liderar um consórcio de organizações que foi escolhido pela Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA na sigla em inglês) e pela Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) para criar um sistema de vigilância marítima com base em drones.

Oceano Atlântico, Mar do Norte e Mar Mediterrâneo são algumas das localizações que o veículo não tripulado AR5 Life Ray vai percorrer quando em 2016 iniciar os primeiros testes no terreno.

Até lá a Tekever em conjunto com entidades de países como a Alemanha e o Reino Unido vai desenvolver e afinar o sistema de vigilância que tem no drone português um dos elementos mais valiosos. 

Fonte: Tek Sapo