sábado, 29 de novembro de 2014

"Pompeia subaquática" descoberta no Mar Egeu

A imprensa grega fala na descoberta de restos de uma antiga aldeia no fundo do mar, perto da ilha de Delos

A aldeia em causa desapareceu de forma misteriosa. E foi ficando escondida, por acção do mar.


Os investigadores da National Hellenic Research Foundation e da Ephorate of Underse Archeology, ambos gregos, relatam a descoberta de oficinas iguais às que se conhecem em Pompeia e Herculano.


Nesta altura já se conhecem outras estruturas que faziam parte da aldeia, como colunas ou paredes, além de vasos de terracota e restos de um forno antigo.
A imprensa grega começou a descrever o achado como "mini Pompeia" ou "Pompeia subaquática", o que tem sido replicado pela comunicação social internacional.

Fonte: TSF

Identificado o vírus responsável pela mortandade das estrelas-do-mar

Doença está a matar mais de 20 espécies na costa ocidental da América do Norte. Cientistas descobriram que o vírus já estava presente em amostras de estrelas-do-mar de 1942 conservadas em museus.



Os cientistas que andam a investigar a enorme mortandade de estrelas-do-mar identificaram o vírus responsável pela doença que já matou milhões de criaturas desde que surgiu em 2013. Baptizado densovírus associado às estrelas-do-mar, o vírus foi descoberto depois de se descartarem outras possibilidades para a origem da doença, como certas bactérias, protozoários ou fungos, segundo o artigo científico publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Mais de 20 espécies de estrelas-do-mar estão a morrer desde a costa do Sul do Alasca até ao estado mexicano da Baixa Califórnia. A doença causa primeiro lesões esbranquiçadas na pele das estrelas-do-mar. Depois, o corpo dos animais fica mole, rompe-se e os órgãos internos são expelidos. “Basicamente, as estrelas-do-mar despedaçam-se numa gosma que se acumula no leito do mar”, diz Ian Hewson, biólogo marinho e ecologista de microbiologia da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, Estados Unidos, que liderou a investigação.

Este densovírus associado às estrelas-do-mar pertence à família Parvoviridae, que incluí alguns vírus que podem causar doenças em animais e nas pessoas. Os investigadores detectaram o vírus em amostras antigas de estrelas-do-mar, de espécimes que estavam em museus desde 1942.

Segundo a equipa, este vírus poderá ter estado presente no ambiente em quantidades baixas desde pelo menos 1942. Só recentemente é que se tornou nesta ameaça de larga escala devido a algum factor novo, como uma mutação genética, uma mudança ambiental ou o grande aumento da população de estrelas-do-mar.

“É provavelmente a maior epidemia a afectar a vida selvagem marinha de que conhecemos”, diz, por sua vez, Drew Harvell, um ecologista da Universidade de Cornell, que também participou no estudo. “A pergunta de um milhão de dólares é: porquê agora? O que mudou que criou as condições para este surto? Não temos a resposta para esta questão. Mas uma mutação viral pode certamente ser uma explicação.”

A doença foi primeiro descoberta em Junho de 2013 e ainda não deu sinais de abrandar. “Há dez milhões de vírus numa gota de água do mar, por isso descobrir o vírus associado a esta doença marinha foi como procurar uma agulha num palheiro”, ilustra Ian Hewson. “Não só esta descoberta é importante por ser um vírus envolvido na morte em massa de invertebrados marinhos, como também por ser o primeiro vírus descrito em estrelas-do-mar.”

As estrelas-do-mar são equinodermes, primas dos pepinos-do-mar e dos ouriços-do-mar. A maioria delas tem cinco braços, mas algumas têm mais braços. O desaparecimento de tantas estrelas-do-mar ameaça o colapso dos ecossistemas costeiros. Estes equinodermes são predadores importantes, que ficam entre a linha costeira e o mar aberto. 

Fonte: Público

Idosa de 100 anos vê o mar pela primeira vez

© AP/Brynn Anderson

Admirar o azul do mar é um privilégio que muitos consideram garantido, mas que continua a não estar ao alcance de todos. Ruby Holt, uma idosa norte-americana, esperou um século para poder ver o oceano, mas concretizou, finalmente, esse sonho, a poucos dias do seu 101.º aniversário.
Holt passou a maior parte da sua vida numa quinta na zona rural do Tennessee, EUA, a apanhar algodão e a cuidar dos quatro filhos e nunca teve tempo ou dinheiro para viajar e ir até uma praia. Este mês, porém, tudo mudou, graças a uma parceria entre o centro de dia onde vive e uma organização norte-americana que realiza os desejos dos mais velhos.
Em conjunto, as duas entidades ofereceram-lhe uma viagem, com todas as despesas pagas, até ao Golfo do México, onde pôde molhar os pés pela primeira vez e caminhar, com a ajuda de um andarilho, pelas areias brancas da região. 

Ruby Holt ficou impressionada com a imensidão do oceano © AP/Brynn Anderson

Citada pela Associated Press, Holt confessou nunca ter visto nada tão grande como o oceano. "Já tinha ouvido pessoas a falar sobre o mar e sobre o quão maravilhoso era e queria poder vê-lo, mas nunca tive a oportunidade de o fazer", contou. 

De acordo com Mark Davis, director executivo do lar Brookdale's Sterling House, onde esta norte-americana centenária reside, duas funcionárias descobriram, em conversa, que Holt nunca tinha ido a uma praia e decidiram preencher o formulário de candidatura da associação que se dedica a concretizar sonhos.

"Quando chegámos ao quarto [de hotel] ela não parava de apontar para o oceano, e as suas expressões faciais... ela ficou sem palavras", partilhou Davis. 
Segundo Ruby Holt, a família nunca teve rendimentos suficientes para pagar uma viagem até à costa, o que fez com que a norte-americana apenas tenha saído do Tennessee uma única vez antes desta experiência. 

Fonte: Boas Notícias: Link aqui

O "demónio negro do mar" foi filmado pela primeira vez


O peixe muito raramente é visto. "Há 25 anos que mergulhamos aqui, e vimos três", contou um dos cientistas responsáveis.
Cientistas no instituto de investigação do Aquário de Monterey Bay (MBARI na sigla inglesa), na Califórnia, filmaram pela primeira vez uma fêmea de uma espécie rara de peixe abissal no seu habitat natural. A filmagem é rara porque estes peixes são muito pequenos e vivem nas profundezas do mar.
Este peixe, parente do tamboril e cujo nome em inglês é "black seadevil", ou "demónio negro do mar" (pertencente à famíliaMelanocetidae), tem uma enorme boca, e caça com a ajuda de um apêndice luminoso que lhe pende da cabeça, com a qual atrai as presas na escuridão dos abismos marítimos.
Os peixes desta espécie muito raramente são vistos, mesmo no vale submarino de Monterey. na costa da Califórnia. "Há 25 anos que mergulhamos aqui", disse o cientista Bruce Robison, do MBARI, ao jornal local San Jose Mercury News, "e vimos três".
Para Robison, o peixe não é feio. "Acho que é lindo", afirmou."Está perfeitamente adaptado ao habitat em que vive e ao tipo de vida que leva". O peixe foi filmado a dois mil metros de profundidade, mas pode viver até quatro vezes mais fundo.
Não se sabe muito sobre o peixe, que mede apenas 9 centímetros, visto que ele é difícil de observar vivo: o seu habitat natural é vasto e negro, e ele sobrevive durante pouco tempo quando capturado, devido às grandes pressões em que está habituado a viver. No entanto, este tem algumas características curiosas. Por exemplo, a fêmea tem um estômago um pouco como um balão, conforme explica o Washington Post, que lhe permite engolir presas maiores do que ela.
O macho desta espécie é muito mais pequeno do que a fêmea, existindo apenas para viver como um parasita dela. "O macho morde o corpo da fêmea, e os seus tecidos fundem-se", explicou Bruce Robison à televisão local KSBW. A pouco e pouco, o corpo do macho vai definhando, vivendo dos nutrientes, oxigénio e hormonas que a fêmea fornece, até se tornar apenas nuns testículos.
O espécime observado pelo MBARI foi capturado, e mantém-se num tanque frio e escuro para ser observado, mas deverá morrer em breve.

Fonte: DN

Porto de Sines: Impacte ambiental da expansão do TXXI sob consulta




Encontra-se em consulta pública, até 15 de Dezembro, o estudo de impacte ambiental da terceira e quarta fases do projecto de expansão do terminal de contentores do porto de Sines.

Em causa está a ampliação do cais do Terminal XXI, que, na terceira fase, fica com capacidade para movimentar anualmente 2,3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés) e, na quarta fase, aumenta para três milhões de TEU, é indicado no resumo não técnico, avança a Lusa.


A ampliação do cais implica ainda a extensão do terrapleno e do respectivo molhe de protecção, pode ler-se no mesmo documento.


Actualmente, estão em curso as obras de alargamento do cais de 730 para 940 metros, previstas na segunda fase de expansão, que deixam o porto alentejano com uma capacidade de movimentação de 1,3 milhões de TEU anuais.


O investimento respeitante à terceira fase do projecto tem sido negociado, nos últimos meses, entre a PSA Sines, empresa concessionária do Terminal XXI, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve e o Governo.


A aprovação está também dependente de Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável, emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou pelo secretário de Estado do Ambiente. Em comunicado enviado hoje à Lusa, a APA informa que tal declaração "deverá ser emitida" até 20 de Janeiro do próximo ano.


De acordo com a mesma nota, o estudo de impacte ambiental, incluindo o resumo não técnico, está disponível para consulta pública, até 15 de Dezembro, na APA, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, na Câmara Municipal de Sines e na Internet.


Fonte: PDP

Seminário «Economia do Mar: Mitos e Realidades»


No âmbito do curso de Pós-Graduação em Shipping and Ports Management, o ISEG promove o seminário “Economia do Mar: Mitos e Realidades”, com intervenção do Eng.º Jorge de Almeida.

Data: 02 de Dezembro de 2014 | terça-feira 
Hora: 19h00 – 20h30
Local: Instituto Superior de Economia e Gestão | Rua do Quelhas, 6 – Edifício Quelhas (sala a indicar)

Assinala-se que o seminário é de entrada livre; sinta-se, pois, à vontade para alargar o convite a amigos / colegas que tenham particular interesse nesta área. 

Por questões de organização solicita-se a confirmação da participação para o email cege3@iseg.utl.pt até ao dia 1 de Dezembro. 

Fonte: PDP