segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Doença anda a desmembrar Estrelas do Mar no Pacífico.


Vários locais na costa oeste da América do Norte estão a tornar-se cemitérios de estrelas-do-mar que chegam à costa desmembradas e acabam por morrer, ficando os seus cadáveres amontoados em vários pontos da faixa costeira.
Uma doença misteriosa, que os cientistas ainda não conseguiram identificar, faz com que estes animais marinhos comecem por desenvolver lesões que mais tarde infectam e levam à perda dos braços. Pouco tempo depois, os animais entram em necrose, começam a desintegrar-se e acabam por morrer.
“É uma espécie de lixeira zombie”, classifica Emily Tucker, bióloga da Universidade da Califórnia que está a acompanhar o caso, cita o Quartz. “Vêem-se braços a rastejar para longe do corpo”, descreve. Neil McDaniel, naturalista marinho da Columbia Britânica, que também tem acompanhado o caso. “As paredes do corpo estão a entrar em ruptura e os órgãos internos a sair para o exterior através de ulcerações”, descreve.
A misteriosa doença está a atingir as populações de estrelas-do-mar desde o verão e também já está a afectar ouriços-do-mar e as lagostas californianas. Os investigadores ainda não identificaram a causa da doença, mas as possibilidades são várias, desde agentes infecciosos, toxinas ambientais, doenças auto-imunes, acidificação dos oceanos, baixos níveis de oxigenação ou aumento da temperatura média da água.
Em 1983 e 1997 ocorreram surtos de morte de estrelas-do-mar semelhantes, mas os animais infectados eram de uma só espécie, que habita as águas quentes da Califórnia. O surto actual está a afectar sete espécies destes animais, que tanto habitam em águas tépidas como é locais mais frios.

Fonte: Greensavers

Desenvolver as riquezas


Para Joaquim Silva, se Portugal quiser desenvolver as suas riquezas no mar e explorá-las, "precisa de ter na sua costa o apoio necessário" a actividades como a exploração da pesca e a petrolífera e actividades científicas.
É, por isso, necessário desenvolver as estruturas navais para esse efeito. O capitão da Marinha Mercante realça que "a colocação geográfica da nossa costa tem uma importância" bem patente na história do País. Recorda que Portugal "constituiu-se no apoio que deu às naus e às barcas das cruzadas" e, na época moderna, "está no eixo de todas as rotas mundiais de navegação"

Alerta para mau estado de conservação de áreas costeiras


A associação ambientalista Quercus partilhou hoje das preocupações resultantes do relatório da Agência Europeia do Ambiente de que as áreas costeiras europeias encontram-se em "mau estado de conservação".

Citando o relatório, a Quercus salienta que é nas áreas costeiras que se concentram as áreas mais decisivas para o desempenho da economia, pelo que este é um relatório que deve ter a maior atenção dos decisores políticos.
A Agência Europeia do Ambiente publicou recentemente o relatório denominado "Balancing the future of Europe's coasts", com o qual faz uma análise ao estado atual das regiões costeiras, avalia as políticas utilizadas na sua gestão e propõe uma nova abordagem europeia para a melhoria desta.
O relatório refere que a economia europeia está fortemente dependente das áreas costeiras, constatando-se que 40 por cento da população europeia vive numa faixa litoral de 50 quilómetros, 40 por cento do produto interno bruto é gerado nestas regiões e 75 por cento do volume do comércio exterior da União Europeia é feito por via marítima.
"Contudo, esta realidade tem um enorme custo ambiental, devido à pressão sobre as áreas marinhas e costeiras, exercida por atividades económicas tais como o transporte de mercadorias, a extração de recursos minerais, as energias renováveis (nomeadamente as infraestruturas de aproveitamento hidráulico) e a pesca", diz a Quercus.
Esta pressão tem resultado na perda de habitats, no aumento da poluição e no acelerar da erosão costeira. Dos estudos realizados sobre áreas costeiras, o estado de conservação de espécies e habitats costeiros é, em geral, considerado mau ou desconhecido (cerca de 73 por cento), e somente em 13 por cento das avaliações sobre espécies costeiras feitas no âmbito da Diretiva-Habitats é apontado como favorável.
Segundo a Quercus, com as alterações climáticas, as expectáveis elevações do nível médio do mar constituem riscos naturais para a faixa costeira que, no caso de Portugal, são muito preocupantes, segundo as projeções para o ano de 2100.
Entre outras figuram um aumento significativo da erosão costeira, recuo da linha de costa e a destruição de bens materiais a ela inerentes, bem como inundações mais frequentes e mais catastróficas de zonas ribeirinhas.
O aumento dos riscos de intrusão salina e consequente salinização de aquíferos e sua inutilização para consumo humano e agrícola e a ampliação do assoreamento nas zonas estuarinas e lagunares, com uma redução significativa dos materiais exportados para a costa, com redução do trânsito sedimentar costeiro em alguns troços, são outros dos riscos.
A Quercus aconselha os decisores políticos portugueses a fazerem uma cuidada leitura do relatório e a empenharem-se em fazer sair do papel as diferentes estratégias aprovadas para o Litoral, para a mitigação e adaptação às Alterações Climáticas e para o Mar.
A Quercus pede um cuidado redobrado na utilização dos fundos públicos, para "não se desperdiçarem os poucos recursos disponíveis em iniciativas de eficácia duvidosa, e para não caírem na tentação de permitir que as zonas costeiras ainda protegidas sejam destruídas por agentes económicos sem responsabilidade ambiental".
A título de exemplo, a Quercus aponta a construção de quatro barragens no rio Tâmega, dizendo ser conhecido o efeito da construção de barragens na erosão costeira e no desaparecimento dos areais das praias, pelo que seria desejável, para minimizar estes impactos, que o governo "suspendesse a construção destas barragens, uma vez que as obras ainda não começaram".

Fonte: DN

Vírus terá matado mais de mil golfinhos na Florida



Mais de mil golfinhos terão morrido em 2013 contagiados por um vírus presente nas águas da costa Este dos Estados Unidos da América, desde Nova Iorque à Florida, revelou uma bióloga marítima.

Erin Fougeres, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, explicou ao Miami Herald que o vírus, similar ao sarampo, está a ter um "significativo impacto" sobre os golfinhos.
O número de cetáceos mortos neste ano excede os 740 animais desde o último grande surto do vírus, em finais da década de 80 do século passado.
Ao número de golfinhos encontrados adicionam-se os que terão morrido no alto mar, cujos restos não chegaram à costa, pelo que o número de vítimas mortais poderá ser maior.
Os investigadores estão a tentar averiguar os motivos por que o vírus está a ter alta incidência nos golfinhos, que migram com a chegada de temperaturas baixas.
"A última vez que isto sucedeu fui há uns 25 anos e os animais que sobreviveram tinham de ter anticorpos naturais. Mas, à medida que estes animais morriam lentamente, os novos não estiveram expostos e podiam não ter essas defesas", disse Fougeres.
Segundo dados oficiais, havia cerca de 40.000 golfinhos em 2010 na costa Este dos Estados Unidos.
À morte dos golfinhos junta-se a do peixe-boi, com mais de 800 exemplares da espécie a morrerem em águas do estado da Florida este ano, de acordo com dados recentes da Comissão para a Proteção da Vida Selvagem e Pesca.

Fonte: DN


Mau tempo impede resgate de navio russo preso no gelo


O mau tempo na Antártida continua a impedir o resgate de 74 pessoas que se encontram a bordo do navio russo Akademik Shokalskiy, preso no gelo desde o passado dia 24, informou hoje a imprensa local.
O navio quebra-gelo australiano Aurora Australis, que partiu em auxílio à missão científica, deveria ter alcançado o Akademik Shokalskiy na noite de domingo, mas as dificuldades para avançar vão atrasá-lo, pelo menos, até ao final do dia de hoje.
O Aurora Australis "está lentamente a abrir caminho, mas as condições meteorológicas não são boas. Há tempestades de neve e a visibilidade é muito fraca", disse a porta-voz da Autoridade Marítima Australiana à agência local APP.
Outros navios quebra-gelo, que responderam ao pedido de ajuda antes do australiano, desistiram da sua tentativa de avançar entre a espessa camada de gelo que rodeia o barco russo.
O Aurora Australis - o quebra-gelo mais potente da Austrália - figura como a última opção para resgatar, por mar, os tripulantes do Akademik Shokalskiy, antes de as autoridades australianas considerarem evacuar o barco com recurso a um helicóptero.
Este sábado, um helicóptero chinês sobrevoou o Akademik Shokalskiy, cujos tripulantes se encontram a salvo, com o capitão do barco a manter contacto radiofónico regular.
O Akademik Shokalskiy encontra-se preso no gelo a aproximadamente 2.778 quilómetros a sul da cidade australiana de Hobart e perto da base francesa Dumont d'Urville.
O navio realizava uma viagem que combina uma missão científica com a comemoração da expedição à Antártida levada a cabo, há um século, por Douglas Mawson.

Fonte: DN

domingo, 29 de dezembro de 2013

Carapaças de caranguejos pilados poderão ajudar a reconstruir pele e ossos


A indústria farmacêutica e biomédica está interessada em explorar recentes descobertas sobre novos usos a dar aos caranguejos pilados, entre as quais, segundo uma investigação, a reconstrução de tecidos a partir de compostos extraídos das suas carapaças.
Francisco Avelelas, estudante de 23 anos da Escola de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, defendeu há uma semana a investigação de mestrado, segundo a qual compostos extraídos das carapaças dos crustáceos têm actividade antibacteriana, antifúngica, antioxidante e até proteica.
"Pode ser utilizado em revestimentos de próteses para aumentar o tempo de não rejeição da prótese e em pensos que, com estas actividades antibacterianas e antifúngicas, permitem uma cicatrização mais rápida dos tecidos", explicou à Lusa o biólogo.
Além disso, têm também reaproveitamento no revestimento de frutas e outros produtos para aumentar o tempo de prateleira, no revestimento de comprimidos ou na composição de pesticidas agrícolas menos nocivos para a saúde e para o ambiente.
Segundo o estudo, pode integrar a formulação de comprimidos para emagrecimento, permitindo que "os lípidos não sejam absorvidos e processados pelo organismo para prevenir calorias quando vamos ter uma alimentação mais calórica".
Apesar de serem capturados com outras espécies pelas artes de pesca, os caranguejos pilados não têm qualquer valor económico para a pesca, uma vez que não são consumidos.
Mas, com a investigação em torno das carapaças dos crustáceos, os biólogos pretendem conferir valor ao recurso, colocando não só os pescadores a capturar o pescado mas também a indústria farmacêutica e biotecnológica a explorar comercialmente esses novos usos - e já há interesse de uma empresa dessa área.
Além da aplicação industrial desta matéria-prima, a empresa tenciona vir a instalar uma nova fábrica em Peniche: um investimento de um milhão de euros que pode vir a criar meia dúzia de postos de trabalho qualificados, adiantou à Lusa Sérgio Leandro, investigador que coordenou o mestrado.
O investigador defendeu que há condições para instalar um cluster biotecnológico na cidade, uma vez que, à semelhança dos caranguejos, existem outros recursos marinhos que podem vir a ser estudados e ser explorados para outros usos que não os da pesca.

Fonte: Lusa/ SOL

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Bisnau, um golfinho para lembrar o respeito pela natureza



A estátua de um golfinho de cinco metros que agora reside no Parque Urbano da Albarquel, em Setúbal, foi criada com 50 quilos de resíduos apanhados nas praias do concelho com a ajuda de centenas de voluntários. A obra apresentada nesta tarde de quinta-feira tem a assinatura do colectivo de artistas Skeleton Sea, conhecido por aproveitar o lixo que polui os mares para criar novas formas de arte.
 
A história que envolve Bisnau, nome com o qual a estátua foi baptizada, carrega uma mensagem que se centra sobretudo na preservação do meio ambiente. João Parrinha, que integra o Skeleton Sea com Luis de Dios e Xandi Kreuzeder, refere que o grupo pretende lembrar com esta nova obra que "é necessário mantermos os oceanos limpos e respeitar a natureza".
 
Ao todo foram recolhidas duas toneladas de resíduos das praias com a ajuda dos voluntários da GRACE e da Amar Setúbal. Paula Pereira, da organização deste último grupo setubalense, refere que "é um orgulho imenso que o lixo que apanhámos se transforme numa peça de arte". O Amar Setúbal recolheu em várias acções resíduos na Praia dos Coelhos e na Doca dos Pescadores. "Desde as nossas limpezas a doca tem sido mantida sempre limpa. Acredito que as pessoas e sobretudo os pescadores estão mais sensibilizados", explica.
 
Este trabalho conjunto entre várias pessoas que partilham o interesse pela defesa do ambiente foi baptizado como "Bisnau", nome atribuído em honra de Carlos Silva que partilha o mesmo apelido e que desempenha funções de vigilante da natureza no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), estando encarregado de monitorizar a vida dos golfinhos que habitam no Sado.
 
João Parrinha conta que a estátua do golfinho é uma fêmea, já que Carlos Silva foi responsável pela descoberta de uma fêmea juvenil no rio, tendo-lhe também atribuído o nome de "Bisnau". O apelido é ainda partilhado pelo pai e pelo tio do vigilante da natureza, pescadores que ficaram conhecidos em Setúbal por esse mesmo nome.
 
A Bisnau vai integrar a arquitectura do futuro centro comercial Alegro Setúbal
 
A construção de uma obra de arte pelo colectivo de artistas Skeleton Sea surgiu de uma proposta da Immochan Portugal, empresa responsável pela construção do Alegro Setúbal. A Bisnau está integrada no projecto "Arte em Toda a Parte", que pretende envolver a população na construção do centro comercial.
 
Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, elogia esta "forma de interagir com as populações" e destaca a acção desenvolvida até agora, que "começou com os tapumes que embelezaram a obra de betão" e que teve continuidade com a escultura do golfinho, "símbolo muito caro para o nosso município".
 
Mário Costa, director-geral da Immochan, também esteve presente nesta inauguração tendo destacado que "é um prazer dar este contributo à cidade". O representante da empresa destacou a importância deste projecto que une as "acções de limpeza ambiental à criação artística".
 
Juntamente com as telas de grandes dimensões pintadas pelos membros da Galeria de Arte Urbana da autarquia de Lisboa, a Bisnau vai integrar a arquitectura do Alegro Setúbal, a partir do último trimestre de 2014, data prevista para a abertura oficial do futuro centro comercial da cidade.

Fonte: obocagiano

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Museu de Marinha distinguido com o prémio «Melhor Catálogo» 2013


A edição cultural “Tesouros do Museu de Marinha” foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com o prémio “Melhor Catálogo” 2013, numa cerimónia realizada no dia 13 de Dezembro de 2013 na Fundação Portuguesa das Comunicações. O prémio foi recebido pelo Director do Museu de Marinha, Capitão-de-fragata Costa Canas.

Fonte: APP

Portugal consegue aumentar quotas de pesca em 2014


Portugal terá em 2014 mais 7,8% nas quotas pesqueiras, comparativamente a 2013, como resultado do acordo alcançado esta terça-feira em Bruxelas entre os ministros das Pescas da União Europeia, mas registou também perdas, como no lagostim (-10%).
O compromisso alcançado em Bruxelas numa negociação invulgarmente rápida - tradicionalmente estes encontros de Dezembro para fixar os totais admissíveis de capturas (TAC) e quotas tornam-se "maratonas negociais" que se arrastam pelas madrugadas - prevê, para Portugal, aumentos de quotas individuais como na pescada (mais 15%, o equivalente a mais 634 toneladas), no carapau (mais 10%) e no tamboril (6%).
Do lado das perdas, registam-se por exemplo diminuições das quotas de lagostim, que sofreram um corte de 10%, ou menos 18 toneladas, comparativamente ao ano ainda em curso, e de raias, também de 10%, ou menos 117 toneladas.
Noutras espécies, Portugal mantém as quotas que lhe foram atribuídas em 2013, casos do biqueirão, juliana, linguado e solha.

Fonte: APP

Terminal de contentores de Sines com crescimento de 70% em 2013


A nível internacional, o segmento de carga contentorizada cresce anualmente, em média, 6%, enquanto em Sines o crescimento deverá situar-se, no final deste ano, perto dos 70%, explicou o presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco.
"É um crescimento simpático, é o mínimo que se pode dizer", referiu o responsável durante um encontro de balanço de actividade com jornalistas, realizado hoje em Sines, embora admitindo que tal "era imprevisível". Estes resultados permitem que a infraestrutura do litoral alentejano se posicione como quinto maior porto ibérico, muito próximo de Las Palmas e a aproximar-se de Barcelona, estando Algeciras e Valência mais afastados (os quatro na vizinha Espanha).
"No final da década queremos estar entre os três maiores da península Ibérica, em resultado do aumento do terminal de contentores", afirmou João Franco.
No entanto, o presidente da APS salientou que, no próximo ano, "não vai ser assim", sendo esperado um crescimento máximo de 10% na movimentação de contentores, o que já será motivo para "lançar foguetes".
A expectativa deve-se às obras de ampliação do cais do Terminal XXI em 210 metros, cujo início está previsto para Janeiro.
Enquanto a intervenção não terminar, o que só irá acontecer no último trimestre do ano, "não há espaço" para o terminal de contentores crescer mais, porque a capacidade de movimentação anual continuará a ser de 1,1 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés).
Em 2015, "as perspectivas são completamente diferentes", indicou João Franco, pois o cais já terá uma extensão de 940 metros e capacidade para 1,7 milhões de TEU.
Segundo as estimativas apresentadas, no geral, o crescimento do porto de Sines deverá situar-se nos 26% em relação a 2012, com uma movimentação de 36 mil toneladas de carga.
O volume de negócios deverá atingir os 36 milhões de euros, com 11,8 milhões de euros de resultado líquido e sem endividamento da APS.
No próximo ano, João Franco espera ainda que fique definido se a PSA Sines, concessionária do Terminal XXI, poderá ampliar o cais em mais 290 metros, ficando com capacidade para mais de dois milhões de TEU.
A concretização da obra está dependente de decisão do Governo, que poderá ser conhecida, de acordo com o presidente da APS, até ao final de Março.
Havendo "luz verde" do Governo, os trabalhos poderão ter início em 2015, envolvendo um investimento de mais de 90 milhões de euros da PSA Sines e perto de 50 milhões de euros da APS (para mais uma ampliação do molhe leste).
A APS irá também investir cerca de 400 mil euros, em 2014, na construção de um armazém na Zona de Actividades Logísticas (ZAL) do porto, para arrendar a empresas que pretendam ter aí um espaço, uma vez que, até agora, apenas a Sitank (agência de navegação) construiu as suas próprias instalações nessa zona.

Fonte: RTP

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Último navio construído nos estaleiros deixou docas de Viana


O segundo navio-patrulha construído pelos Estaleiros de Viana, que terá sido o último em 69 anos de actividade da actual unidade, deixou esta segunda-feira as docas da empresa e deverá assumir a primeira missão operacional em Janeiro.
A informação foi confirmada pelo comandante do "NRP (Navio da República Portuguesa) Figueira da Foz", o mais recente Navio de Patrulha Oceânica (NPO) entregue à Marinha, que custou cerca de 50 milhões de euros.
"Estamos a concluir um plano de treino de segurança, de uma semana e dois dias de mar, para assegurar que o navio está em condições de segurança para navegar. Em Janeiro concluiremos esse plano de treino operacional, habilitando-nos a cumprir com os níveis de prontidão da Marinha", disse o capitão-tenente Ricardo Manuel Correia Guerreiro, citado pela Agência Lusa.
Acrescentou que "é expectável" a realização das primeiras missões oficiais, de patrulhamento, fiscalização ou socorro, já no início de 2014, perspectivando uma "alta taxa de emprego operacional" deste novo meio, face aos recursos actualmente ao dispor da Marinha.
O "NRP Figueira da Foz" é o segundo NPO da classe "Viana do Castelo" construído naqueles estaleiros desde 2011, de uma encomenda inicial de oito que foi assumida em 2004 pelo Ministério da Defesa - entretanto revogada pelo actual Governo - para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.
A saída do novo navio das docas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) aconteceu pelas 14.30 horas desta segunda-feira, levando a bordo os 39 elementos que compõem a guarnição e mais nove operacionais responsáveis pelas equipas de treino.
Os ENVC estão em processo de encerramento, com o despedimento dos 609 trabalhadores, decorrendo em paralelo a subconcessão de terrenos e infraestruturas ao grupo Martifer, após concurso público internacional. Várias dezenas de trabalhadores concentraram-se por isso nas docas para assistirem à partida daquele que terá sido o último navio construído por aqueles estaleiros públicos e que aconteceu sem qualquer tipo de cerimónia.
O navio foi formalmente entregue pelos ENVC à Marinha a 25 de Novembro, passando então a integrar o efectivo daquele ramo das Forças Armadas, sendo esperado na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a 19 de Dezembro.
"É uma emoção muito grande ser o comandante do mais recente navio da Marinha e sei que tenho comigo também uma grande guarnição, muito motivada", afirmou Ricardo Guerreiro, sublinhando igualmente o "grande esforço" dos trabalhadores dos estaleiros na construção deste navio.
"A automação e a redundância dos equipamentos que foram montados dão-nos uma grande confiança, não existem noutros navios. Essa é uma das características, assim como a sustentabilidade e a autonomia, já que o navio tem capacidade para 31 dias de missão no mar e até 'produz' água", sublinhou o comandante do NRP Figueira da Foz. "É um grande navio", apontou ainda.
Com desenho próprio dos ENVC, estes navios têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas e podem transportar um helicóptero Lynx.
Concebidos como navios militares não combatentes, podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar.

Fonte: JN

sábado, 14 de dezembro de 2013

Ajudas aos estaleiros de Viana são ilegais


Fonte da Comissão Europeia corrobora à Renascença a tese do ministro da Defesa. Para Bruxelas, a principal motivação do Governo parece ter sido a de antecipar uma decisão europeia que, ao que tudo indica, será negativa.

A investigação ainda decorre, mas para a Comissão Europeia a situação é bastante clara: as ajudas de Estados recebidas pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) são incompatíveis com a legislação comunitária.
Esta avaliação foi avançada à Renascença por uma fonte comunitária que está a acompanhar o processo e vai ao encontro das declarações do ministro da Defesa, Aguiar-Branco. “Parece bastante claro que a ajuda de Estado concedida no passado era incompatível” com as regras europeias, diz a fonte.
A posição oficial do executivo europeu é mais contida. O porta-voz do comissário responsável pela Concorrência, Antoine Colombani, admite apenas que o facto de Bruxelas ter lançado esta “investigação aprofundada” em Janeiro, depois de uma análise preliminar, significa que as dúvidas acerca da legalidade de toda a situação são mesmo muito sérias.

“É claro que, se decidimos abrir uma investigação formal, é porque temos suficientes dúvidas acerca da compatibilidade desta ajuda com as regras para o fazer”, disse o porta-voz, acrescentando que o simples facto de se ter lançado a investigação “não pode antecipar o seu desenlace", já que apenas significa se está "a investigar o assunto em profundidade”.
Quanto à concessão dos estaleiros à Martifer, a Comissão Europeia sublinha que não foi “notificada” de uma decisão que diz ser da exclusiva responsabilidade das autoridades portuguesas. Bruxelas mantém, contudo, contactos informais com Lisboa, acompanhando a situação “de perto”.

Do ponto de vista de Bruxelas, a principal motivação do Governo parece ter sido a de antecipar uma decisão europeia que, ao que tudo indica, será negativa: “Aparentemente, querem encontrar uma nova solução que evite que o novo concessionário tenha que devolver qualquer ajuda de Estado ilegal, caso nós cheguemos à conclusão de que se tratou de facto de uma ajuda ilegal”.
Em causa estão 181 milhões de euros injectados nos ENVC - 101 milhões pelo actual Executivo, o restante no tempo de José Sócrates, a partir de 2006.

A abertura da investigação agora em curso foi decidida por Bruxelas em Janeiro, depois de intensas trocas de informação com o Governo, ao longo das quais as autoridades nacionais nunca apresentaram justificações convincentes. As mesmas são rotuladas pela Comissão como “pouco claras” ou escassas em detalhes.
Em circunstâncias normais, uma decisão negativa acerca deste auxílio financeiro aos estaleiros obrigaria a empresa a devolver o dinheiro ao Estado, mas, se ficar provado que o novo concessionário não mantém qualquer relação com a entidade que recebeu as ajudas, a Martifer não terá que devolver nem um euro e o processo pode ser pura e simplesmente encerrado.
Fonte: RR

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Cisnes Negros a fazerem Surf.

NATO vai usar novo 'software' português para operações marítimas


A NATO vai utilizar no futuro um programa informático de apoio a operações navais desenvolvido pela empresa portuguesa Edisoft, em parceria com a Marinha e com as universidades de Lisboa, Porto e Évora.
O protótipo do "SAFEPORT" foi apresentado na quinta-feira no quartel-general da organização, em Bruxelas, e insere-se no quadro do Programa de Defesa contra o Terrorismo da Aliança Atlântica, que foi proposto a Portugal e financiado pela organização num valor a rondar os dois milhões de euros.
Este sistema informático tem como objectivo "aumentar o nível de protecção de forças expedicionárias em portos e permitir, simultaneamente, manter a actividade portuária normal".

Fonte:Lusa/SOL

Maersk não vai usar mais o Canal do Panamá.


Maersk Line, a maior empresa de transporte de contentores do mundo, vai parar de operar através do Canal do Panamá para transportar mercadorias da Ásia para a costa leste dos EUA porque navios maiores ajudam a empresa a obter mais mais lucro através do Canal de Suez. A última passagem pelo Panamá será em 7 de Abril e o primeiro serviço através do Suez será uma semana depois, disse a empresa num comunicado por e-mail .
" A economia está muito, muito melhor através do Canal de Suez , simplesmente porque você tem a metade do número de navios ", disse Soeren Skou, CEO da Maersk . "Uma das razões por que isso está acontecendo agora é que é o custo para passar pelo Canal do Panamá subiu. No final do dia, o que nos interessa a nós é o custo . "
As linhas de navegação , como a Maersk Line e Neptune Orient Lines Ltd., tem de fazer cortes , impor velocidade reduzida na sua frota reduzida e vendeu alguns navios no qual as  taxas de frete estão abaixo dos níveis de equilíbrio . Maersk Line , com sede em Copenhaga , disse a pressão sobre os custos vão-se manter em 2014.
As taxas para navios que passam pelo Canal do Panamá triplicaram nos últimos cinco anos , para US $ 450.000 por passagem para um navio de transporte de 4.500 contentores , disse Skou . A distância da China para a costa leste dos EUA , através do Canal de Suez é de cerca de 4 por cento para 5 por cento a mais , disse ele. 
A expansão no valor de 5,24 Biliões do Canal do Panamá , a via marítima que  controla 5 por cento do comércio global , vai abrir em Junho de 2015, seis meses mais tarde do que o previsto inicialmente. O canal liga os oceanos Atlântico e Pacífico e é usado por quase 14 mil embarcações por ano.
Se a Maersk vai usar o Canal do Panamá , após a expansão, vai depender da economia, disse Skou .



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Morreu a lontra Amália do Oceanário de Lisboa


A lontra marinha Amália, do Oceanário de Lisboa, morreu hoje de madrugada no local que a acolheu há 16 anos, foi hoje anunciado.

De acordo com um comunicado hoje divulgado pelo Oceanário de Lisboa, Amália morreu devido "à sua idade avançada, tal como aconteceu com a lontra macho Eusébio", em maio de 2010.

Amália, que era proveniente do Alasca, chegou ao Oceanário de Lisboa há 16 anos, já em idade adulta.
De acordo com a curadora do Oceanário de Lisboa, "em média, as lontras marinhas podem viver cerca de 20 anos".
"Pelas nossas estimativas esta já teria ultrapassado essa idade. Pela sua idade avançada observávamos já sinais de envelhecimento natural", referiu Núria Baylina.
A lontra, refere a nota hoje divulgada, "foi vista e admirada por mais de 17 milhões de pessoas de todo o mundo" e "foi embaixadora da sua espécie e da conservação dos oceanos".
O casal de lontras Amália e Eusébio teve várias crias, tendo duas destas, Maré e Micas, com 15 e 12 anos, respectivamente, regressado ao Oceanário de Lisboa em 2010, depois de terem estado no Jardim Zoológico de Roterdão, na Holanda, no âmbito de um programa de conservação.

Fonte: Noticias ao Minuto.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pescas e Mar. Portugal vai receber 387 milhões de euros até 2020


Portugal tem muito mais direitos de pesca do que aqueles que está a utilizar. É um mito pensar que somos um país de marinheiros e pescadores: o país tem barcos a mais
O Parlamento Europeu aprovou ontem a nova Política Comum das Pescas, que vai dar ao sector 7,5 mil milhões de euros até 2020, dos quais Portugal terá direito a uma fatia de 387 milhões de euros - menos do que aquilo que gasta por ano em importações, quase tudo bacalhau: 407 milhões de euros.
Este orçamento representa, no total, quase o dobro do anterior. Entre 2007 e 2013, os Estados-membros receberam 3,8 mil milhões de euros. Contudo, estes valores destinavam-se apenas à pesca, enquanto o próximo quadro inclui o mar (investigação, ciência, biotecnologia, etc.).
Portugal não ganha grande coisa, mas também não tem muito a perder, numa actividade que representa hoje menos de 1% do produto interno bruto (PIB) e gera um volume de negócios anual da ordem dos 1200 milhões de euros.
A ideia de que somos um país de marinheiros e pescadores é um mito. O retrato do sector mostra uma frota envelhecida e excessiva, com direitos de pesca que ficam por utilizar.
Os números do governo mostram um universo de 16 559 pescadores para 4653 embarcações licenciadas, das quais 1064 beneficiam de subsídio de gasóleo. Perto de 90% da frota total tem menos de dois metros e apenas 53 navios pescam em águas longínquas.
Os pescadores portugueses capturam, em média, o mesmo que os seus congéneres europeus, cerca de 23 kg por habitante/ano. No entanto, Portugal consome mais do dobro de peixe que a média dos países europeus, cerca de 57 kg/pessoa/ano.

AS REGRAS QUE MUDAM 
O ambiente e a sustentabilidade são dois dos principais objectivos fixados por Bruxelas, que quer acabar com a sobrepesca, as devoluções ao mar e o arrastão.
Dados da Comissão Europeia revelam uma clara sobreexploração de recursos, 88% no caso das populações mediterrânicas e 39% ao nível das atlânticas. A actual reforma pretende repor, já a partir de 2015, as unidades populacionais de peixe e trazê--las para níveis sustentáveis, em alguns casos fundamentando- -as em pareceres científicos. Em casos excepcionais, este prazo poderá ser alargado até 2020.
Deitar peixe borda fora também vai ser proibido. A devolução ao mar das espécies capturadas sem querer, actualmente de cerca de 25%, deverá ser gradualmente eliminada. A partir de 2015, com calendários diferentes para os vários tipos de pesca, os navios terão de desembarcar pelo menos 95% do que capturarem, com algumas excepções.
Tudo o que vem à rede é peixe, mas o que não pode é ser utilizado para consumo humano. Apesar da crise e da fome, o receio de que o pescado entregue a instituições de solidariedade social volte a entrar no mercado foi mais forte e, a partir de Janeiro, apenas será permitido utilizar as espécies inferiores ao tamanho mínimo de referência para fazer farinhas e óleos de peixe, alimentos para animais de companhia, aditivos alimentares ou produtos farmacêuticos e cosméticos.

MAIS OLHOS QUE BARRIGA
Bruxelas aprovou ontem, também, o acordo de pesca entre a União Europeia e Marrocos, que autoriza 14 navios portugueses a pescar em águas marroquinas, de um total de 126 embarcações da UE (contra as anteriores 137). Actualmente, Portugal tem autorizados dez navios, mas apenas três pescam naquelas águas.
O texto do acordo foi renegociado depois de o anterior ter sido rejeitado em Dezembro de 2011, por a relação custo-benefício ser considerada muito limitada. Foi aprovado por 310 votos a favor e 204 contra, e terá uma duração de quatro anos.
A relatora da comissão parlamentar das Pescas, Carmen Fraga Estévez (do Partido Popular Europeu), considera que "o novo protocolo contém melhorias de grande importância" e salienta o esforço para responder às preocupações do Parlamento Europeu. A aprovação do acordo "pode permitir retomar as relações de pesca com Marrocos em novas bases, muito mais adaptadas ao requerido pelo PE, tanto do ponto de vista económico e financeiro, como da sustentabilidade social e ambiental", disse.
As possibilidades de pesca sobem 33%, com uma contrapartida financeira anual de 40 milhões de euros.

Fonte: Ionline

Portimão quer atrair mais cruzeiros ao Algarve


A concretizar-se a ampliação da capacidade de acolhimento de mais navios de cruzeiros marítimos, Portimão poderá disputar com a Lisboa e Funchal a captação de turistas, que já começaram a chegar ao Algarve por esta via.
Habituado a ser uma das regiões portuguesas que mais turistas estrangeiros capta durante todo o ano, mas sobretudo no verão, o Algarve começa timidamente a ganhar espaço nas rotas dos cruzeiros marítimos, mas está longe de competir com o Lisboa e o Funchal, capazes de receber navios de grande porte. A confirmarem-se as expectativas do Porto de Portimão, 2013 deverá registar um total de 44 escalas efectuadas em Portimão, correspondendo ao acolhimento de 22.500 passageiros. Uma subida significativa para o porto que no ano anterior tinha registado 36 escalas de navios de cruzeiro, que trouxeram até ao Algarve 18.506 passageiros.

Foi precisamente de visita ao Algarve que António Pires de Lima, ministro da Economia, anunciou um investimento de 10 milhões de euros no porto de Portimão, "para dotar este porto de capacidades adicionais ao nível da captação de Turismo de cruzeiros, que é uma área que está a crescer muito em Portugal», explicou na altura o ministro. Pires de Lima explicava também, nessa visita, que as intervenções previstas permitirão ao porto de Portimão receber navios de cruzeiro de grande porte, actualmente impedidos de aceder à infraestrutura por falta de desassoreamento dos canais de navegação e de um rebocador, embarcação usada no apoio às manobras dos navios. 
 

José Pedro Soares, administrador da Administração do Porto de Sines - entidade que entretanto passou a administrar também o porto de Portimão - revela que "os investimentos prioritários passam pela dragagem dos actuais 8mtr ZH (zero hidrográfico) para os 10mtr ZH, pelo alargamento do canal de navegação para os 250mtr, pela ampliação da bacia de rotação dos navios dos actuais 300mtr para os 500mtr e pelo prolongamento do cais em 370mtr, perfazendo 700mtr de cais linear". Estas obras deverão constituir a chave da mudança do actual cenário, que deixa o Algarve obrigatoriamente de fora das principais rotas de cruzeiros marítimos. José Pedro Soares confirma, efectivamente, que "estes investimentos permitem acolher a quase totalidade dos navios de cruzeiro em circulação e que diariamente passam ao largo da costa algarvia, não efectuando escala por falta de condições técnicas".

Não tendo em Sines esta vertente de captação de passageiros, através de cruzeiros marítimos, a Administração do Porto de Sines prepara-se agora para explorar esta nova área de negócio em Portimão, tirando partido de todas as características que já fazem do Algarve uma das regiões mais populares de Portugal em mercados além-fronteiras. "Portugal tem na sua riqueza histórica, cultural, gastronómica e nos diversificados produtos turísticos um elemento catalisador de novos mercados, não sendo indiferente para o segmento dos cruzeiros, que pela sua mobilidade pode proporcionar novas experiências a cada dia, em cada porto, aumentando o grau de satisfação dos seus passageiros e maior retorno para as companhias. Uma realidade que se verifica em Portugal e no Algarve em particular", constata José Pedro Soares.

E a importância deste mercado ultrapassa largamente o provável impacto económico na região, acrescenta o administrador do porto. "Sendo um sector de actividade que tem registado ao longo dos últimos anos um crescimento mundial, com os portos portugueses a obterem consecutivos registos históricos, e um mercado cada vez mais dinâmico, é expectável que o crescimento individual e colectivo se mantenha, aumentando a sua contribuição para a estabilização da balança comercial", antecipa José Pedro Soares.

Fonte: OJE

Aliança P3 escolheu Sines como porto de águas profundas


A Aliança P3, constituída por três maiores armadores mundiais – Maersk, MSC e CMA CGM – escolheu o Terminal XXI do porto de Sines, para terminal de águas profundas em Portugal, segundo avançou o administrador da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, no 8º Encontro da Transportes em Revista, que decorreu em Lisboa, no passado dia 10 de Dezembro

A Aliança P3, cuja constituição ainda está sujeita aos pareceres favoráveis das autoridades da concorrência da União Europeia, Estados Unidos e China, tem como objetivo o estabelecimento de um acordo operacional de longo prazo na rota comercial Leste – Oeste com vista à melhoria e optimização das operações e ofertas de serviços. A rede P3 irá operar uma capacidade de 2,6 milhões de TEU’s, com 255 navios e 29 ‘loops’, em três rotas comerciais: Ásia- Europa, Trans-Pacífico e Trans-Atlântico.

No painel subordinado ao tema “Concorrer para Crescer” e inquirido se haveria mercado para um novo mercado de águas profundas em Portugal, o responsável da MSC Portugal referiu que Portugal apresenta algumas vantagens comparativas – localização geográfica, ambiente económico, paz social, entre outras – mas adiantou que «quem escolhe os portos de escala são os armadores e os parceiros da Aliança P3 já decidiram que o terminal de águas profundas em Portugal será em Sines». Neste contexto, Carlos Vasconcelos considera que em termos de mercado não se justifica o investimento num outro terminal de águas profundas para ‘transhipment’.

Fonte: Transportes Em Revista.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ENV: Subconcessão é “janela de oportunidade” diz a Empordef


O responsável rejeita assim a hipótese de encerramento dos ENVC
O presidente da Empordef garante que a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) representa uma "janela de oportunidade" para o sector, rejeitando que o objectivo para a empresa fosse no sentido do seu encerramento.
"Não aceito que se possa dizer que todo o caminho que se percorreu nestes dois anos e meio é o encerramento dos estaleiros. Isso é completamente falso", afirmou Rui Vicente Ferreira, em entrevista à Lusa.
O administrador da Empresa Portuguesa de Defesa (Empordef) - que detém a totalidade do capital social dos estaleiros -, sustenta esta posição com a solução de reprivatização, que foi a primeira apresentada. Acabaria por ser abandonada já este ano, devido à investigação de Bruxelas às ajudas públicas atribuídas à empresa.
"[O processo de subconcessão] É mais custoso e é mais oneroso que o processo de reprivatização. As contas não estão completamente feitas, mas são valores significativos, ainda assim eu julgo que vale a pena", sublinhou Vicente Ferreira, que hoje é ouvido na comissão parlamentar de Defesa Nacional.
A liquidação dos ENVC e o consequente concurso internacional para a subconcessão foi a solução definida pelo Governo português para evitar a devolução de 181 milhões de euros de ajudas públicas não declaradas à Comissão Europeia, atribuídas desde 2006, no âmbito de uma investigação lançada por Bruxelas.
"Esta é uma janela de oportunidade que se cria, em termos sócio-laborais, tecnológicos e macroeconómicos, regionais", afirmou o presidente da Empordef.
Ao longo de 69 anos de actividade, os ENVC já construíram mais de 220 navios, mas apresentam hoje um passivo superior a 300 milhões de euros.
O grupo Martifer anunciou entretanto que vai assumir em Janeiro a subconcessão dos terrenos, infraestruturas e equipamentos dos ENVC, pagando ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, até 2031, conforme concurso público internacional que venceu.
"A situação que nós encontramos em 2011, em termos de gestão e organização dos ENVC, foi de ?faz de conta', de adiar a busca e a implementação de soluções. Nos últimos dois anos enfrentaram-se os problemas e encontraram-se soluções", assumiu o administrador.

A nova empresa West Sea deverá recrutar 400 dos atuais 609 trabalhadores dos estaleiros, que estão a ser convidados a aderir a um plano de rescisões amigáveis que vai custar 30,1 milhões de euros.

Fonte: Ionline

Pescadores capturam tubarão por engano, mas devolvem-no ao mar



Na semana passada, um grupo de pescadores australianos apanhou, por engano, um raro tubarão-tigre, na praia de Coral Bay, oeste do País. Quando perceberam o que tinham feito, três dos homens tentaram desesperadamente tirar o anzol da boca do tubarão.
A certa altura, um dos homens sobe para cima do tubarão, tentando levá-lo a abrir a boca para retirar o anzol. Depois de três minutos de luta e a ajuda de um alicate, conta o Perth Now, o grupo conseguiu libertar o tubarão, que pesaria cerca de 200 quilos. Antes, foi colocada uma toalha vermelha na cabeça do tubarão.
O passo seguinte foi fazer o tubarão regressar ao mar, um desafio que também se mostrou complicado. É que o tubarão-tigre, para além do seu peso, tem a reputação de ser uma das mais agressivas espécies dos mares.
O tubarão vive nas áreas tropicais e subtropicais, incluindo no oeste australiano e costa de Nova Gales do Sul, e é considerado extremamente perigoso para a população.
“Numa altura que muitos australianos tentam reduzir o número de tubarões da costa, estes pescadores colocaram a vida em risco para salvar o animal”, escreve o Perth Now.

Fonte: Green Savers.

Mariscadores querem fiscalização para evitar apanha excessiva


Mariscadores de percebes queixaram-se hoje em Sines de falta de fiscalização da actividade, que faz com que exista apanha excessiva na costa portuguesa, comprometendo o futuro deste recurso e o sustento dos profissionais.

"Tem de aparecer o chicote, senão vamos dar cabo de tudo", afirmou António Bessone, representante da Associação Nacional de Mariscadores em Apneia e da Associação de Mariscadores das Berlengas.

Segundo o dirigente, no arquipélago das Berlengas, realidade que melhor conhece, os mariscadores apanham mais percebes do que a quantidade permitida por lei e mesmo em altura de defeso, em que não se pode mariscar, apontando o dedo sobretudo aos apanhadores lúdicos.
António Bessone apelou a uma "simbiose" entre "todas as entidades" envolvidas no sector, desde as associações de mariscadores, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), autoridades governamentais e Finanças, para "acabar com estes abusos todos".
O profissional considerou que as autoridades portuguesas "não podem fazer mais com as condições que lhes dão" e apresentou o exemplo da vizinha Espanha, onde a Polícia Marítima está "bem equipada".
"Se não houver união entre as entidades as reservas vão acabar", o que já está a acontecer na zona do cabo da Roca, onde "nem o mês de defeso é respeitado", alertou António Bessone.
O responsável falava durante um debate sobre a apanha do percebe em Portugal, que decorreu esta tarde no Centro de Artes de Sines, evento no qual foram apresentados os resultados de um estudo promovido pela Universidade de Évora.
A percepção de que existe apanha excessiva e fiscalização insuficiente foram dois dos resultados da investigação, com base em mais de 100 inquéritos efectuados a apanhadores de percebes profissionais da Reserva Natural das Berlengas, da costa centro (entre os cabos Carvoeiro e Raso) e do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Outras conclusões apontam para a desvalorização económica do percebe nos últimos cinco anos, atribuída à crise económica, e ao incumprimento da legislação, mais frequente no centro de Portugal.
Os mariscadores do PNSACV revelaram-se os mais insatisfeitos com algumas regras específicas da sua zona, como os três meses de defeso que têm de cumprir, enquanto a nível nacional está estabelecido apenas um.
O presidente da Associação de Marisqueiros de Vila do Bispo, Paulo Barata, corroborou os resultados do estudo, ao lamentar as diferenças na legislação a nível nacional e exigir que associações de profissionais e autoridades governamentais se reúnam para debater o problema.
NO PNSACV, após os três meses de defeso, entre 15 de setembro e 15 de Dezembro, os mariscadores estão "mais três meses sem trabalhar", pois "metade dos restaurantes está fechada", ou acabam por vender os percebes "a três euros [o quilo] na lota", explicou.
A "cogestão", em que a gestão da actividade é feita em parceria pelas entidades públicas e as associações de profissionais, nomeadamente na área da fiscalização, foi um dos caminhos apontados para o futuro da apanha do percebe em Portugal, onde existem cerca de 460 mariscadores licenciados.

Fonte: Notícias ao Minuto.

Descoberta praia jurássica inédita em Porto de Mós


Em S.Bento, no concelho de Porto de Mós, foram descobertos vestígios de um fundo marinho pré-histórico numa antiga exploração de pedra desactivada há já vários anos.

A descoberta desta praia do tempo jurássico foi revelada pelo geólogo/arqueólogo António José Teixeira, na última reunião da Assembleia Municipal de Porto de Mós, e já despertou o interesse de várias universidades.

Em declarações à agência Lusa, o investigador afirma que "os fósseis de equinodermes da Pedreira da Ladeira" que foram encontrados remetem ao período "Jurássico médio, há 170-166 milhões de anos". 

No âmbito da sua tese de doutoramento, António Teixeira está a estudar os vestígios que, para já, correspondem a "cerca de 60 exemplares, entre moldes e restos fossilizados, de três grupos de equinodermes: Equinoides (ouriços-do-mar), asteroides (estrelas-do-mar), Crinoides (lírios-do-mar) e ondas do mar fossilizadas, (Ripple marks)". 

Fonte: Boas Notícias. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Nigeriano salvo após 3 dias debaixo de Água.

Mergulhador salva Tubarão-Baleia de enorme sofrimento.

Um mergulhador que se encontrava ao largo da costa de Baja, no México, salvou um tubarão-baleia que tinha em torno do seu corpo um pedaço de corda que lhe estava a causar enorme sofrimento, já que a corda se encontrava presa na zona das barbatanas e estava bastante apertada.

                     Divers Save Whale Shark por Jokeroo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf


O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do "ranking" mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do "Triple Crown" havaiano, o Vans World Cup.
"Kikas", que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira - 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Cultivar o fundo do mar para salvar o Planeta


A química dos oceanos está diferente, anda a ciência a avisar-nos, e a pergunta ganha cada vez mais força: será que é legítimo baralhar os dados e tornar a dar, de maneira a mudar o mar e... o clima? O conceito anda na cabeça de Douglas Wallace , investigador em Oceanografia da Universidade de Dalhousie, na cidade canadiana de Halifax, há perto de 20 anos.
"A ideia é fertilizar o oceano para ter mais plâncton. Já fazemos agricultura em terra; será que, no mar, conseguimos o mesmo efeito?" A cobrir mais de 70% do planeta, os oceanos são um dos principais sorvedouros de dióxido de carbono de que a Humanidade dispõe. Só que, nos últimos anos, o fitoplâncton que o converte em matéria viva está a esgotar-se. Resultado? "Há mais 50% de CO2 na água do mar do que há 200 anos", alerta aquele cientista canadiano.
O plano é simples: derramar no subsolo marinho uma grande quantidade de ferro, fertilizante para muitas plantas que, no seu processo de fotossíntese, devorariam aquele dióxido de carbono. Tanto o plâncton como outros organismos marinhos extraem o CO2 da água do oceano e convertem-no em carbonato de cálcio, para construir os seus esqueletos e carapaças.
A outra opção, se esse fitoplâncton morrer, é parte do carbono acabar no fundo do oceano e formar depósitos sedimentares. "Em condições naturais", avança o investigador, "esse carbono aprisionado demorará vários milhões de anos a voltar à atmosfera." Há já experiências a decorrer, no Norte da Alemanha e na costa oeste canadiana mas rodeadas de alguma polémica: o argumento, ético, é de que, no mar, as coisas não estão sempre no mesmo sítio, o que dificulta tremendamente o controlo efectivo e a avaliação dos resultados destas investigações.
"Pode haver impactos desconhecidos, mas isso não nos deve paralisar", defende Wallace. "Alterações nas espécies que habitam o mar já ocorrem naturalmente: hoje, sabemos que o bacalhau tinha metros, e agora apenas possui alguns palmos."


Fonte: Visão

Conheça a praia com ondas gigantes protegida por rochas


A princípio, é assustador, mas passados alguns minutos todos parece estar acostumados ao cenário. Em Porto Rico, numa praia chamada de Puerto Nuevo, há uma barreira de rochas que separa o mar do areal. A magia acontece quando a maré sobe.
As ondas ficam mais altas, para não dizer gigantescas, e embatem na barreira de rochas, banhando a praia fechada de Puerto Nuevo. Os banhistas ficam assim protegidos da forte ondulação e ainda podem apreciar um cenário natural maravilhoso.
Vale a pena assistir: