sábado, 30 de novembro de 2013

Austrália: Migração da Reprodução dos Caranguejos.


Todos os anos, no final da primavera, é possível notar um chão super vermelho e móvel na Christmas Island (Ilha do Natal) na Austrália, altura em que a ilha fica coberta por caranguejos adultos bem vermelhos! São milhões de crustáceos que iniciam sua migração anual para o mar para se reproduzir! 
A migração começa com as primeiras chuvas pesadas em outubro, novembro ou dezembro. Assim, há humidade suficiente no ar para os que os crustáceos, possam fazer a sua viagem de mais ou menos cinco dias, partindo de suas “casas” nas florestas no interior da ilha e vão em direcção a costa, o Oceano Índico – chegam a andar até 9 km ao longo do caminho.

A data de desova deste ano  é esperada para o dia 6 Janeiro,  mas só ocorrerá se a chuva persistir, aí, eles têm tempo de sobra. Porém, se a chuva parar, a migração também para.

O grupo Parks Australia entra em acção durante esse período de migração para proteger os bichinhos fechando estradas, construindo de cercas e túneis subterrâneos para estes. Até os motoristas tem que parar e esperar os vermelhinhos cruzarem as ruas se precisarem.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Investigador destaca papel dos oceanos para a existência humana



Ampliar o conhecimento sobre os oceanos é fundamental para garantir a existência da população humana. A opinião é do pesquisador José Henrique Muelbert, professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e orador no Fórum Mundial de Ciência 2013 (FMC). "Sempre que pensamos no mar lembramos da praia e dos seus animais, mas os oceanos representam muito mais do que isso para a humanidade", diz o cientista, que participa de debates no Fórum Mundial de Ciência 2013, sobre as demandas impostas às ciências do mar após a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio 20), em junho de 2012.

Muelbert destaca que o documento O futuro que queremos, redigido a partir da Rio 20, dedica 20 parágrafos ao tema, abordando desde a importância dos oceanos na regulação do clima, passando pela preservação da biodiversidade até os efeitos para a segurança alimentar.

"Isso criou a necessidade de informações de qualidade, recolhidas nas escalas apropriadas e nos tempos correctos para poder gerir os oceanos e atender aos desafios", afirma.

Ele aponta a relevância dos oceanos como meio de transporte, fonte de alimento e, em especial, como ferramenta para vários processos de limpeza ambiental -- pela absorção de poluentes como o gás carbónico -- e para controlar as mudanças climáticas. "Os oceanos regulam o clima da Terra, funcionam como um grande radiador", explica. "Setenta por cento do planeta é composto de água, e é essa água que mantém a temperatura".

Segundo o pesquisador, os mares transferem calor dos trópicos, regiões mais quentes do mundo, para locais de água mais fria, estabelecendo uma espécie de controle térmico. "Então, os oceanos são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade que a gente conhece hoje", reforça Muelbert. "Se quisermos mantê-la, precisamos tratar dos oceanos com mais carinho, para que possamos sustentá-los ao longo do tempo".

O professor também ressalta a necessidade de ampliar conhecimento sobre os mares -- condição para explorar seus recursos disponíveis de maneira sustentável. Para isso, segundo ele, é necessário utilizar mecanismos eficientes de observação dos oceanos.

"Não se consegue gerir aquilo de que não se tem informação.  "Dos oceanos, actualmente, não temos isso. E uma maneira de estimular e desenvolver o uso sustentável dos oceanos é, justamente, conhecendo-o melhor".

Estaleiros de Viana morrem aos 69 anos. West Sea nasce em Janeiro


Empresa nacionalizada em 1975 estava há mais de dois anos parada, com 620 trabalhadores que vão ser alvo de despedimento colectivo
A polémica ainda vai durar uns dias mas o destino dos Estaleiros de Viana está traçado. A empresa, criada em 1944 e nacionalizada em Setembro de 1975, acabou e vai dar lugar em Janeiro à West Sea, uma empresa privada do grupo Martifer, que ganhou o concurso para subconcessão dos terrenos e instalações dos estaleiros até 2031, mediante o pagamento de uma renda anual de 415 mil euros. Os actuais 620 trabalhadores vão ser alvo de um despedimento colectivo em que o governo espera gastar entre 25 e 30 milhões de euros. A nova empresa admite voltar a contratar alguns dos trabalhadores entretanto despedidos, até 400, mas as admissões estão obviamente condicionadas às encomendas e os contratos terão a duração de três anos.
A solução encontrada pelo governo para resolver a crítica situação dos Estaleiros de Viana, que estavam há dois anos praticamente parados, aconteceu depois de a Comissão Europeia ter impedido a sua privatização. A decisão de Bruxelas prende-se com ajudas ilegais do Estado à empresa, no valor de 181 milhões de euros, efectuadas nos governos socialistas de José Sócrates. Com esse problema entre mãos, o Ministério da Defesa optou então pela subconcessão, que teve dois concorrentes: a Martifer e um grupo russo, que entretanto foi excluído por ter apresentado a proposta definitiva fora do prazo.
400 POSTOS DE TRABALHO A nova empresa a criar pelo grupo português, que já detém a NavalRia, em Aveiro, pretende, de acordo com a Martifer, "desenvolver a sua actividade no mercado nacional e internacional e implementar, nas áreas afectas à subconcessão, um projecto de construção e reparação naval, no âmbito do qual se prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho ao longo dos próximos três anos".
Números bem diferentes dos do passado dos Estaleiros de Viana. Fundados a 4 de Junho 1944, no âmbito do programa do governo de Oliveira Salazar para a modernização da frota de pesca do largo, os Estaleiros de Viana chegaram a empregar, de forma directa, cerca de 2 mil trabalhadores e em 69 anos construíram mais de 220 navios de todos os tipos.
Apesar de o caminho estar traçado desde o lançamento do concurso da subconcessão, a decisão de despedir os 620 trabalhadores originou de imediato protestos dos visados, da oposição e da câmara local, que avançou ontem com um pedido de inquérito parlamentar. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, recebeu ontem representantes dos trabalhadores para os informar do despedimento colectivo, que vai avançar durante o mês de Dezembro, para que em Janeiro a West Sea possa entrar nos estaleiros com a empresa preparada para uma nova fase da sua vida, em mãos privadas depois de 38 anos nas mãos do Estado.


Fonte: Ionline

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tubarões no Cinema


Engraçado como os filmes sobre tubarões passaram por uma evolução desde o lançamento do clássico moderno Tubarão, de Steven SpielbergTubarões, com letra maiúscula porque estes seres ganharam notoriedade no âmbito dos vilões não humanos em narrativas de suspense e terror. Neste especial, seleccionamos 9 filmes sobre tubarões.
Nem todos eles são bons. Nem todos eles são dignos de serem contemplados numa lista. Mas eis o aviso: aqui não estamos dando ênfase aos melhores filmes sobre tubarões. Nesta lista, vamos traçar um breve panorama histórico dos filmes deste género, como uma espécie de catálogo, e no final de cada filme comentado, uma breve crítica estrutural, analisando a forma e o conteúdo de cada produção.
Preparados para sentir medo? Pois então, vamos nessa!
Tubarões: breves definições biológicas e inserção na cultura popular
De acordo com alguns pesquisadores da área de biologia, toda a mitologia acerca dos tubarões começou a ganhar força com o filme lançado por Steven Spielberg no começo dos anos 70. Essa informação consta no documentário O Mistério dos Tubarões, de Paul Spillenger, lançado em 2003. A produção é da National Geographic e mergulha nas profundezas do mar na área da Austrália para buscar compreender como esses seres vivem, contando, inclusive, com histórias pessoais de medo e horror de muitas pessoas que já passaram por apuros com estas criaturas pré-históricas.
Antes de adentrar no universo cinematográfico dos guiões que investem nos tubarões como os vilões da história, cabe traçar neste especial outro painel bem breve, com definições e conceitos destes seres carregados de mistérios. Façamos de conta, caros leitores, que esta seja uma pequena extensão das suas aulas de biologia.
Tubarão é um tipo de peixe que vive em profundezas de até 2000 metros. Actualmente, são conhecidas 375 espécies ao redor do planeta. Estes animais se alimentam de outros peixes, plâncton e lulas, sendo que alguns, raras excepções, como o tubarão de água doce e o tubarão cabeça-chata vivem tanto em água doce como água salgada.
Os mais temíveis e ferozes são o tubarão branco, tubarão tigre, tubarão azul e tubarão mako, conhecidos na biologia por encabeçarem a lista da cadeia alimentar marinha.
No que tange aos detalhes históricos, até o século XVI, os tubarões eram conhecidos como “cães marinhos”. Foi com a Expansão marítima europeia, avançando pelos mares que permitiu o achamento e registo das terras americanas, por sinal, que estes seres começaram a ser compreendidos e estudados de maneira mais ampla. Segundo o Oxford English Dictionary, a conhecida nomenclatura shark foi baptizada por Sir John Hawkins, que em 1569, exibiu um espécime em Londres.
Os tubarões podem viver entre 20 e 30 anos no geral, sendo que algumas espécies, como o inofensivo tubarão-baleia, que só assusta pelo tamanho, pode viver até 100 anos. Com olfacto e audição apurada, de acordo com alguns cientistas, estes seres dependem muito pouco da visão. Alguns directores não fazem sequer uma pesquisa básica na Internet para entenderem o modo de viver dos tubarões, entregando filmes que beiram o absurdo, como algumas produções que serão apresentadas neste especial, principalmente no âmbito da velocidade alcançada por estes seres. A velocidade média dos tubarões varia entre 19 e 30km /h. Apenas o tubarão-branco e o tubarão-mako atingem velocidade de 50 km/h em momentos de caça, principalmente quando sentem cheiro de sangue no mar.
A figura do tubarão esteve presente durante muito tempo na cultura popular, através das artes, principalmente nos relatos dos contadores de histórias (literatura oral). Existe o mito sobre os tubarões terem medo dos golfinhos. Esta questão foi investigada no documentário MythBusters, do canal Discovery Channel. Um pedaço de carne de foca foi lançado no mar, com um golfinho mecânico nadando bem próximo. No mesmo local, havia um tubarão branco que não se aproximou da carne até o momento em que o golfinho mecânico foi retirado do mar. Um episódio desses reforça a “lenda urbana” de cunho marítimo, mas ainda não há estudos científicos que comprovem essa questão.
Os tubarões habitam o imaginário popular há séculos. De acordo com alguns estudos,Jonas e a Baleia, a passagem bíblica que narra a história de Jonas, que fica dentro do ventre de uma baleia durante três dias e três noites no mar mediterrâneo, pode ter se referido a um tubarão, não a uma baleia. Esse estudo estampa uma edição da revista National Geographic, publicação que sugere ter sido um tubarão-baleia, uma vez que a versão hebraica usa a palavra tannium, que pode se referir a qualquer animal marinho de grande porte. Na seara das artes, há a pintura Watson e o tubarão, de John Singleton Copley (1778) e as obras literárias O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway e Jaws (Mandíbulas, mas Tubarão, aqui no Brasil), de Peter Benchley.
Tubarões e narrativas cinematográficas
Depois do sucesso de Steven Spielberg com Tubarão, muitos realizadores embarcaram na artimanha de colocar os tubarões como vilões sanguinários em suas histórias. A maioria foram produções fracassadas. Os guiões eram fracos, os protagonistas ruins, os efeitos especiais deploráveis e o mais interessante para um filme de terror/suspense de baixo orçamento ficava de fora: o poder da sugestão. Todos sabem que às vezes, sugerir é melhor do que mostrar explicitamente. A partir de agora, vamos navegar neste mar de ideias sobre tubarões, buscando entender como estes seres foram abordados sob a óptica de 10 produções. Filmes sobre tubarões?
01 – Tubarão: um filme de vanguarda (1975)
Clássico moderno absoluto. Estreou nos cinemas em 07 de Julho de 1975. Recebe essa alcunha por ser um filme de vanguarda. Tudo que foi produzido depois sobre tubarões assassinos tem base neste filme dirigido por Steven Spielberg. A produção ganha dos seus predecessores porque investe num bom guião.
Na sinopse oficial, somos informados que um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o Presidente da Câmara queira esconder os factos da imprensa, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.
O conflito externo é a presença do tubarão. E o conflito interno foca no xerife local, que tem hidrofobia. Como resolver os problemas da cidade se o vilão da história não é um bandido armado, mas um tubarão que habita as profundezas do mar? O poder da sugestão também faz de Tubarão um bom filme. A música tema de John Williams situa o vilão no enredo, mas nem sempre é mostrado, até mesmo por questões ligadas ao orçamento.
Tubarão foi um filme salvo na sala de montagem. Ganhou o Óscar de melhor som, trilha sonora e edição. Devido aos problemas nas filmagens, Spielberg já estava cansado do processo de produção quando a  Verna Fields entrou com as suas actividades e transformou um filme destinado ao fracasso num sucesso mundial de bilheteira e crítica. Era o preâmbulo da fase dos blockbusters. Alguns estudos alegam que na época, as pessoas ficaram com medo de adentrar no mar ou até mesmo nas praias, receosas em relação aos ataques de tubarões.

02 – Do Fundo do Mar: uma aventura bem orquestrada (2000)
Deliciosamente fora do normal. Pervertido e divertido. O enredo: A Dra. Susan McAlester (Saffron Burrows) está fazendo pesquisa com tubarões, pois pretende através deles descobrir a cura para a Doença de Alzheimer. Russell Franklin (Samuel L. Jackson), um empresário e homem de negócios, é o principal patrocinador, pois doou 200 milhões de dólares para o projecto. Quando um tubarão escapa e ataca um barco, a reacção de Russell não é boa, mas Susan consegue reverter a situação e ele decide visitar Aquática, uma antiga base no meio do oceano que foi usada para reabastecimento de submarinos e agora foi convertida em um laboratório. Neste local Susan faz alterações genéticas nos tubarões, deixando-os mais inteligentes, pois precisa que os cérebros deles estejam desenvolvidos, pois a partir daí conseguirá as enzimas necessárias para que sua experiência seja bem sucedida. Mas os tubarões se tornam também mais rápidos e não sentem vontade de colaborar, pois anseiam ir para mar aberto e, para piorar a situação, uma terrível tempestade se abate sobre Aquática.
Funciona? Sim. Apesar dos absurdos, a trama é bem orquestrada pelo Director Renny Harlin, que prefere a aventura, ao invés de levar o filme muito a sério, defeito de outras produções, como a relatada a seguir.
03 – Terror na Água: uma produção de (muito) mau gosto (2011)
Constrangimento total. Inseriu 3D, mas a produção é um lixo. Sara (Sara Paxton) resolve retornar para sua casa de verão depois de três anos sem ir ao local e leva um grupo de amigos para disfrutar uma temporada com ela. Quando chega à cidade, o passado bate à sua porta porque Dennis (Chris Carmack), seu ex-namorado, ainda guarda forte rancor pela maneira como eles se separaram e os recebe com muita agressividade. Contudo, a casa dela é longe dali, no meio do Lago Crosby e sem qualquer tipo de comunicação. A única coisa que eles não contavam era que esse isolamento poderia representar um grande perigo, uma vez que após um acidente durante a prática de wake board, descobriram que a perda de um braço foi causada pelo ataque de um tubarão enfurecido, sedento de sangue, capaz de destruir até embarcações. Agora, a morte está dentro de água e eles precisam retornar para a civilização.
Funciona? Não. Apenas um desfile de mortes e efeitos 3D não tão funcionais.
04 – Tubarão Vermelho: de Hollywood à Itália (1986)
Biólogos unem-se ao xerife de uma praia da costa da Flórida para combater um sanguinário monstro marinho, híbrido de tubarão e polvo, que está devorando veraneantes e pescadores locais. Uma versão absurda do filme de Spielberg.
Funciona? Não. Além de ser absurda a mutação, até permitida dentro dos parâmetros ficcionais do cinema, as cenas de violência erótica do mestre trash italiano Lamberto Bava não ajudam em nada.

05 – Tubarão 2 – A Vingança: e o velho estereótipo das continuações inferiores (1987)
Passaram-se quatro anos desde que o tubarão branco apavorou a população da, até então, pacífica praia de Amity. Quando tudo parecia mais calmo, uma nova criatura aparece para aterrorizar a região, agora alvo de uma intensa especulação imobiliária. O chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider) vai lutar contra o tempo para salvar toda a população da agressividade desse animal. Parte do elenco está de volta, mas a qualidade não.
Funciona? Sim. Uma continuação inferior, mas que é mais suportável do que todas as imitações fracassadas.

06 – Mar Aberto: os tubarões no episódio cinema verdade (2005)
Mar Aberto é um filme norte americano baseado na história verídica de um casal de mergulhadores que foi abandonado em alto mar por seu barco quando praticavam mergulho Não é bem um filme sobre tubarões, mas funciona. Segundo relatos documentais, uma espécie do animal marinho foi a responsável pela morte de um dos desaparecidos.
Funciona? Sim. Mar Aberto é cinema verdade de primeira qualidade. Linguagem documental, boa montagem e performance do elenco.
07 – Maré Negra: tubarões ilustrando um drama barato (2012)
Enfadonho, chato e sem rumo. Kate (Halle Berry) é uma mergulhadora profissional que se afastou de seus estudos em alto mar depois que seu mentor sofreu uma trágica morte por causa de um tubarão branco. Ela passava os dias em águas profundas, mas após o acidente ela começou a guiar excursões. Nove anos depois, Kate vê voltar à cidade seu antigo parceiro e ex-namorado Jeff (Olivier Martinez), e ele a impulsiona a abandonar seus medos e a enfrentar o oceano. Só que dessa vez ela passará por um verdadeiro teste de sobrevivência com um feroz predador.
Funciona? Não. Muito lento, sem grandes emoções e direcção irregular de John Stockwell.
08 – O Ataque do Tubarão de Duas Cabeças: sem palavras… (2012)
É difícil ficar sem ter o que dizer com um filme. Mas esta pérola inclui tsunamis, tramas paralelas sem nenhuma ligação pertinente com o eixo central. Horrível. Durante um curso de navegação marítima, o professor Babish e seus alunos acabam enfrentando grandes problemas depois que uma carcaça de tubarão fica presa na hélice do motor e danifica o barco. Na tentativa de consertar, uma pessoa acaba morta por um tubarão diferente, que possui duas cabeças e é mais ágil do que qualquer outra criatura que eles conheçam.
Funciona? Depende. Se você quiser rir muito dos absurdos, veja por curiosidade. De preferência, acompanhado dos amigos. Será diversão garantida. Esse filme ocupa a pré-salinidade da ruindade dos filmes de terror. Muito… Muito ruim.
09 – A Isca: o mesmo segmento, mas uma história com melhor desenvoltura (2012)
Um grupo enfrenta tubarões em um supermercado após um tsunami fazer os mares invadir uma cidade na costa da Austrália. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Funciona? Sim. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Pronto. Nosso especial chega ao fim. Vamos aguardar o próximo filme sobre tubarões: dessa vez, a trama vai apostar em tubarões dentro de um tornado. A aventura parece realizada por alguém com doses industriais de puro nonsense. Vamos aguardar.

Manual de Segurança Marítima Gratuito


SINCOMAR – Sindicato de Capitães e Oficiais da Marinha Mercante, publicou recentemente o livro ‘Manual de Segurança no Trabalho a Bordo dos Navios’. Publicação extremamente oportuna, vem enriquecer o conjunto de informação disponível, contribuindo para a formação e sensibilização de todos os Marítimos, sublinhando a Atitude de Segurança, que urge interiorizar em cada momento.

Onde se pode obter?
Esta publicação não se encontra à venda, sendo entregue gratuitamente aos interessados. Visite www.transportemaritimoglobal.com, onde está disponível informação detalhada, incluindo o processo de entrega ou envio por correio.

A tiragem incluiu apenas 3.000 exemplares.
Garanta já o seu antes que esgote!

Fonte: Álvaro Sardinha

Empresa norte-americana projecta mega cidade flutuante


Uma empresa da Florida, nos Estados Unidos, projectou uma cidade flutuante que passaria todo o seu tempo no mar. A Freedom Ship, como foi chamada, mede cerca de 1,6 quilómetros e pesa 2,7 milhões de toneladas. Com 25 andares, esta cidade flutuante tem capacidade para 50 mil residentes permanentes e espaço adicional para receber 30 visitantes diários e alojar 20 mil elementos da tripulação.
Tal como uma cidade convencional, a Freedom Ship alberga escolas, hospitais, espaços de lazer, espaços comerciais, um casino, parques, um aeroporto e um porto. Dadas as dimensões desta cidade navio, seria impossível atracar em qualquer porto mundial.
Caso fosse construída, o projecto custaria cerca de €7,4 mil milhões. A Freedom Ship foi concebida para uma rota mundial, com a duração de dois anos cada. A passagem por Portugal seria do mês de Outubro a cada dois anos. O local de início da rota seria na costa leste dos Estados Unidos.
“O Freedom Ship seria o maior veículo jamais construído e seria a primeira cidade flutuante”, afirma Roger Gooch, vice-presidente da Freedom Ship Internacional, empresa que concebeu o projecto. “Este seria um projecto bastante capitalizado e a economia mundial dos últimos anos não tem sido muito convidativa para projectos hipotéticos como o nosso”, explica.
Este projecto é realizável? E qual o seu impacto no ambiente e forma como planeamos as nossas cidades do futuro?
Fonte: GreenSavers.

Portos. Empresários dizem que estudos estão feitos.

   

Empresários e universidades contra investimentos em novas infraestruturas portuárias porque não há carga suficiente
No fundo, está tudo estudado, o que falta é os políticos começarem a olhar para as fundamentações técnicas e tomarem as suas decisões com base nos estudos, quer nos portos, quer nas ligações ferroviárias. Esta foi uma das mensagens mais ouvidas na conferência organizada ontem pelo Porto de Setúbal subordinada à temática da inserção desta infra-estrutura portuária na “Solução Ibérica Disponível”.
José Crespo de Carvalho, do ISCTE, Augusto Mateus, do ISEG e Marcello Di Fraia, managing director da Grimaldi Portugal, foram algumas das vozes que se levantaram contra a construção de novas infra-estruturas portuárias e ferroviárias em Portugal sem primeiro haver uma consciencialização da capacidade e complementaridade do que já existe, inserindo toda a actual logística numa rede complementar e competitiva.

“No caso dos portos de Lisboa e Setúbal, não se trata de os colocar em oposição mas em desenvolver harmoniosamente as duas infra-estruturas”, defendeu o representante da Grimaldi.


Para Augusto Mateus, parte da solução passa por acabar com a divisão  administrativa entre Lisboa e Setúbal. “Continuar com os dois distritos é um absurdo.”, disse, acrescentando que “mais de dois terços dos impostos provêm destas duas regiões. Ás vezes dá jeito que o nosso PIB seja pequenino, mas em termos práticos tem de se exigir um único sistema portuário das bacias do Tejo e do Sado”. Para o antigo ministro  da economia, “existe hoje um mito sobre uma Lisboa pública e administrativa. quando na prática temos uma capital que é a mais industrial da Europa”.


Também a construção de novas redes ferroviárias foi criticada pelos presentes. “Não sei se existe um estudo com base na origem das cargas não ficcionadas. Não se trata de construir novas ligações ferroviárias, mas fazê-lo porque há cargas. O Estado investe para ser indutor da carga. Mas o que é preciso é bater à porta das empresas e perguntar se estas estão disponíveis  para trocar a rodovia pela ferrovia para se avaliar se há carga ou não. Temos de saber pensar por nós próprios e não nos deixarmos levar por discursos fáceis”.    


Fonte: Ionline.
 





Peixe: Brasil procura parceiros e know-how para aquacultura


O ministro brasileiro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, disse hoje que o Brasil quer atingir a produção de 20 milhões de toneladas de pescado por ano, para o que pretende encontrar parceiros em Portugal e na Europa.

«Queremos encontrar parceiros que tenham tecnologia e que nos possam ajudar a chegar aos 20 milhões de toneladas de produção de pescado por ano, que é o potencial do Brasil. Portugal e a Europa, pela pequena quantidade que têm de água, acabam por fazer produções intensivas com tecnologias que facilitam a produção», disse o ministro brasileiro, referindo-se à aquacultura em água doce.
Marcelo Crivella falava aos jornalistas à entrada para o seminário ‘Aquacultura e Pescas, Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil’ que decorre na Universidade de Aveiro e em que participa também a ministra da Agricultura e do Mar de Portugal, Assunção Cristas, para além de outras entidades governamentais, representantes de associações e de empresas do sector, de Portugal e do Brasil.

O objectivo de aumentar a produção e captar investimento estrangeiro esteve presente nas intervenções dos ministros dos dois países, que expuseram as respectivas vantagens competitivas e linhas de orientação dos respectivos governos.

«No gado somos os maiores do mundo, mas agora queremos dar prioridade ao peixe. O governo reduziu os impostos, criou de maneira enérgica o programa Safra para financiar o sector, e também descomplicou o licenciamento ambiental, coisa que na Europa é muito difícil», disse Marcelo Crivella.

O ministro brasileiro colocou mesmo a simplicidade do licenciamento ambiental como um dos principais argumentos: A Europa tem pouca água e o licenciamento ambiental fica muito difícil. O Brasil tem muita água e pode utilizar uma pequena quantidade para produzir muito peixe, sem descuidar a biodiversidade e essa é a grande vantagem do Brasil, que dispões de clima e óptimas espécies.

Já Assunção Cristas acenou com o acesso ao mercado europeu e ao próprio mercado nacional, grande consumidor de pescado.
«Portugal tem boas condições para oferecer, do ponto de vista de investimentos no nosso país. Estamos a preparar áreas novas para concessionar a produção de aquacultura em mar aberto e seria muito positivo com o interesse de grupos brasileiros, para produzir pescado em Portugal, sendo certo que têm acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores, além dos 10 milhões de portugueses que consomem três vezes mais do que os europeus», salientou.

Durante o seminário ‘Aquacultura e Pescas-Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil’ são apresentados vários casos de sucesso, em ambos os lados do Atlântico, e possibilidades de apoio e financiamento a esse sector económico, «no sentido do crescimento sustentado e da valorização económica e social da Aquacultura».
Fonte: Dinheiro Digital com Lusa

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os cavalos-marinhos são exímios predadores


A forma da cabeça dos cavalos-marinhos, ao nível das narinas, funciona como um autêntico “manto de invisibilidade”, permitindo-lhes, apesar da sua proverbial lentidão, apanhar minúsculos crustáceos capazes de fugir a velocidades alucinantes. Esta é a conclusão de um estudo realizado por cientistas da Universidade do Texas e publicado na revista Nature Communications.
“Os cavalos-marinhos são os peixes mais lentos que conhecemos, mas eles são capazes de capturar presas que nadam a velocidades inacreditáveis”, diz Brad Gemmel, co-autor do trabalho, em comunicado daquela universidade.
As presas chamam-se copépodos – e são minúsculos crustáceos que, ao detectarem as ondas produzidas por um predador na água, conseguem reagir em dois a três milissegundos, desatando a nadar a uma velocidade superior a 500 vezes o comprimento do seu corpo por segundo. Para uma pessoa com um metro e oitenta de altura, explica o mesmo comunicado, isso equivaleria a ser capaz de nadar debaixo da água a 3200 quilómetros por hora!
E no entanto, os lentos e mansos cavalos-marinhos conseguem apanhar os copépodos e os cientistas quiseram saber como. Para isso, montaram um sistema que permitia, com a ajuda de um microscópio equipado com um laser e uma câmara digital de alta velocidade, filmar os rápidos movimentos dos copépodos e o comportamento dos exímios predadores que são os cavalos-marinhos-anões, uma espécie nativa das Bahamas e dos EUA.
As filmagens revelaram que a forma da cabeça do cavalo-marinho fazia com que, na zona à frente e um pouco acima das narinas, os seus movimentos não produzissem quase nenhuma perturbação na água. Também constataram que o cavalo-marinho inclinava a cabeça em relação à presa justamente de forma a minimizar os sinais da sua presença.
Para além de serem lentos, os cavalos-marinhos têm outra desvantagem: sugam as suas presas com uma força que só é eficaz num raio de… um milímetro. Mas mesmo assim, eles conseguiam aproximar-se o suficiente dos copépodos  para estes não terem qualquer hipótese de escapar. E, a seguir, em apenas um milissegundo, engoliam-nos inteirinhos.
Os cavalos-marinhos desenvolveram uma boa técnica para se aproximarem o suficiente das presas e poderem atacar a curta distância”, diz Gemmel.
Fonte: Público

A explosão de um Cachalote.



A baleia morreu de causas naturais, quando entrou em aguas pouco profundas e não conseguiu escapar. Foi deixada durante dois dias nas aguas e os intestinos começaram a fermentar e apodrecer. O resultado foi uma acumulação de pressão superior como pode ser visível no vídeo. Aconteceu nas Ilhas Faroe na passada semana.

Um parque temático sobre… sereias



Annie Collinge fotografou as mulheres que se disfarçam de sereias neste parque peculiar

Em Weeki Wachee, Flórida, permanece um dos mais antigos parques estaduais dos Estados Unidos. Este parque afirma ser o único onde se podem observar “sereias vivas”, algo que que despertou a atenção da fotógrafa Annie Collinge.

Depois de obter mais informação sobre o local, Collinge decidiu passar três dias no parque e registou um pouco de tudo, em particular, as mulheres que todos os dias se disfarçam de sereias. Estas sereias actuam em dois espectáculos que ocorrem algumas vezes por dia durante todo o ano.

A fotógrafa admitiu em declarações à revista online Slate que no parque há “uma estranha mistura de pessoas”, incluindo-se “pessoas com os seus filhos”, mas também vários “homens estranhos que têm fantasias com sereias”.

Durante os meses mais quentes, os lugares chegam a esgotar, mas quando Collinge visitou o parque em Fevereiro, apenas algumas pessoas estavam na plateia, o que lhe deu uma oportunidade para fotografar as sereias com mais detalhe.

A fotógrafa ficou surpreendida quando descobriu o quanto estas sereias adoravam o seu trabalho. Há uns anos atrás, quando o parque esteve quase a fechar, as sereias começaram uma campanha intitulada “Salvem as nossas caudas” para manter o parque aberto.

Em Weeki Wachee, Flórida, permanece um dos mais antigos parques estaduais dos Estados Unidos. Este parque afirma ser o único onde se podem observar “sereias vivas”, algo que que despertou a atenção da fotógrafa Annie Collinge.

Depois de obter mais informação sobre o local, Collinge decidiu passar três dias no parque e registou um pouco de tudo, em particular, as mulheres que todos os dias se disfarçam de sereias. Estas sereias actuam em dois espectáculos que ocorrem algumas vezes por dia durante todo o ano.

A fotógrafa admitiu em declarações à revista online Slate que no parque há “uma estranha mistura de pessoas”, incluindo-se “pessoas com os seus filhos”, mas também vários “homens estranhos que têm fantasias com sereias”.

Durante os meses mais quentes, os lugares chegam a esgotar, mas quando Collinge visitou o parque em Fevereiro, apenas algumas pessoas estavam na plateia, o que lhe deu uma oportunidade para fotografar as sereias com mais detalhe.

A fotógrafa ficou surpreendida quando descobriu o quanto estas sereias adoravam o seu trabalho. Há uns anos atrás, quando o parque esteve quase a fechar, as sereias começaram uma campanha intitulada “Salvem as nossas caudas” para manter o parque aberto.


Fonte: Visão

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Criatura bizarra capturada na costa da Flórida.


A criatura tinha um comprimento de 4,2 metros da cabeça à cauda. Mark Quartiano que capturou esta criatura, identificou o "monstro" como o clarkii Dactylobatus raramente visto, ou hookskate, de acordo com um catalogo local. O hookskate é uma espécie sobre a qual se sabe muito pouco, graças à sua propensão para viver em fundo do mar de lama até 1.000 metros de profundidade.

Mas pode ser algo completamente diferente: Falou-se com George H. Burgess, do Museu de História Natural da Flórida, que identificaram o animal como Dasyatis centroura, uma arraia que normalmente cresce apenas 660 quilos, com a sua característica mais saliente ser uma cauda venenosa.

De qualquer forma, a foto da criatura misteriosa é de cair o queixo, de facto. Depois de detectar a cerca de 500 metros de profundidade, enquanto a pescava com uma observação de uma equipa de TV japonesa, Mark Quartiano afirmou que  lutou por quatro horas para trazer a sua captura gigante para a superfície antes de tomar a sua foto e libertar de volta ao oceano.

Navios representam a nossa História


João Barbas de Oliveira não tem dúvidas de que temos de apostar mais na indústria naval. Já na infância, quando aos 11 anos começou a velejar, ouvia dizer que passavam ao longo da nossa costa "cerca de 30 mil barcos cruzeiros".

Ora "se 10% entrassem nos nossos portos para se abastecerem, isso seria, logo à partida, uma grande mais-valia para a nossa economia". Falando da sua experiência ao nível do património marítimo, o sócio gerente da Tróia Cruze diz que a indústria naval tem de ser uma aposta, já que "representa a nossa História". E também o futuro, pois estamos perante um desafio para rentabilizar as actividades ligadas ao mar.

Fonte: DN


Aquacultura é uma aposta relevante para o País.


Para o Governo é «tão importante a aquacultura que, num Orçamento do Estado restritivo, temos tudo o que é necessário para executar bem os fundos de apoio ao investimento na área do Promar», afirmou a Ministra da Agricultura e das Pescas, Assunção Cristas, acrescentando também que «negociámos com a Comissão Europeia podermos apoiar o aquaseguro com fundos europeus, e conseguimos estender o gasóleo colorido a embarcações de suporte à aquacultura, que era algo que estava excluído». Estas declarações foram feitas na abertura do seminário Aquacultura e Pescas - Oportunidades de Negócio Portugal-Brasil, em Aveiro.
Sublinhando que esta é «uma aposta relevante para o País», a Ministra lembrou que Portugal «consome, em média, três vezes mais peixe dos que o consumo médio europeu». «Há uma margem de progressão que pode ser colmatada com a aquacultura. Importamos muito peixe por causa do desfasamento entre o que se pesca e o que se consome e a aquacultura é uma boa oportunidade para o País satisfazer o mercado interno», explicou.
Assunção Cristas referiu ainda que Portugal «já importa produto da aquacultura de muitas partes do mundo, pelo que há uma margem grande para crescer na produção de peixe e de bivalves e de acrescentar valor através da indústria».
«Projectos não faltam, e sente-se um novo dinamismo no sector», sendo que «o programa Promar já apoiou em 44 milhões de euros variadíssimos projectos de aquacultura e, só no período de pouco mais de um mês, no Algarve, entraram 11 novos projectos apara aquacultura em mar aberto», afirmou a Ministra.
Questionada sobre o empreendimento da Pescanova em Mira, que tem estado inactivo, a Ministra referiu: «Temos trabalhado intensamente com o grupo galego para viabilizar este projecto, mas não através de financiamento junto do Estado português, porque este apoio já foi dado.
«É muito importante para o País que a unidade de Mira da Pescanova volte a produzir» mas «houve um problema neste investimento que implicou a paragem para fazerem os arranjos do ponto de vista técnico e das infraestruturas. A informação que temos é que a unidade se prepara para voltar a produzir».
Fonte: Governo de Portugal.

Especialista mostra ondas gigantes desconhecidas em Portugal


Portugal tem mais de um milhar de locais potenciais para o surf, em alguns desses casos são pontos com ondas enormes e ainda desconhecidas da maioria dos praticantes, revelou um especialista em física das ondas.
"São ondas que se localizam em zonas naturais, não balneares, com acessos difíceis, algumas já foram surfadas com 15 a 20 metros de altura, mas poderão atingir tamanhos maiores e existem no inverno, sobretudo no final do outono, ou no início da primavera", explicou à agência Lusa Pedro Bicudo, investigador do Instituto Superior Técnico, na área da física das ondas e mecânica quântica.
Para o especialista, estas ondas gigantes ocorrem no inverno, porque "vêm das grandes tempestades do Atlântico norte", e adquirem grandes dimensões em fundos profundos, onde as ondas "se concentram e se amplificam", percorrendo em tubo várias extensões ao longo da costa sem rebentarem.
Ao contrário de locais onde o surf tem sido promovido, como a Nazaré, Peniche, Ericeira (Mafra), Cascais ou Figueira da Foz, estes "spots" são, em muitos casos, desconhecidos dos surfistas internacionais e, mesmo, nacionais.
Em Portugal continental, Pedro Bicudo deu o exemplo do "pico louco" (São Torpes), a "onda do burrinho" (Samoqueira) e da "onda da baía" (Porto Covo), no concelho de Sines.
"Estamos perto de um cabo e ocorrem sobretudo a sul do cabo, porque há pequenas ilhotas de pedra submersas, que captam a energia do mar e permitem formar ondas gigantes", explicou o investigador, que é também surfista.
Um conjunto de outras ondas enormes com grande potencial verifica-se nos concelhos vizinhos de Sagres e Aljezur, nas praias da Arrifana, Ponta Ruiva e Beliche, onde, por haver uma "costa muito recortada por cabos e penínsulas, as ondas ocorrem no extremo de uma baia ou cabo e, em vez de rebentarem de frente para a praia, deslizam ao longo da costa em grandes extensões".
Na costa oeste, entre Ericeira e Peniche, a "onda da Peralta" é outra das que despertam a atenção dos surfistas locais apreciadores de formações gigantes.
Nas ilhas, as ondas "fajã de Santo Cristo", na ilha de São Jorge (Açores), do Jardim do Mar e Paul do Mar (Calheta) e Lugar de Baixo (Ponta do Sol), na Madeira, são outras igualmente emblemáticas.
Pedro Bicudo, que é também fundador da Associação SOS Salvem o Surf, adiantou que a organização começou a fazer um inventário nacional de ondas e "spots" de surf.
A responsável da investigação, Tânia Cale, vai começar a percorrer o país, de norte a sul e sem esquecer as ilhas, ilhas para falar com surfistas locais e fazer o estudo não só da localização, mas também da caracterização de cada onda.
Pedro Bicudo adiantou que existem muitas outras nos "mais de mil 'spots'" já identificados.
O estudo tem também como objectivos perceber o valor do surf e alertar as autoridades políticas, locais e nacionais, para o impacto económico que pode ser conseguido com as ondas e para a necessidade de preservar esses locais, mantendo-os no seu estado natural e sem obras de requalificação.

Fonte: Lusa/SOL

O Calypso do comandante Cousteau apodrece num estaleiro


Petição online pede que o icónico navio seja classificado como património nacional francês. Desentendimentos entre a família e o estaleiro onde estava a ser reparado deixaram o navio num impasse.

O Calypso é indissociável do nome de Jacques-Yves Cousteau, explorador francês, inventor, realizador de documentários sobre os oceanos, divulgador da vida marinha. Com aquele navio, Cousteau iniciou as aventuras pelos oceanos que os tornaram aos dois famosos. Mas agora, 16 anos depois da morte de Cousteau, o Calypso definha num estaleiro em Concarneau, França, pelo que uma petição online pretende que seja classificado como património nacional francês.
A petição partiu de um oceanógrafo e mergulhador científico francês Bruno Bombled, cujas odisseias submarinas de Cousteau, que passavam na televisão quando era criança, o puseram a sonhar. Ainda hoje se sente “um filho” do Calypso, por isso lançou a petição online, em que se pede à ministra da Cultura e da Comunicação francesa, Aurélie Filippetti, para que salve o navio.
Hoje, está a apodrecer em Concarneau…o que é um escândalo”, diz a petição, que conta com mais de 9500 assinaturas, e defende a classificação do navio como património nacional francês por ter feito “avançar a ciência e as consciências em França e pelo mundo”.
Este triste presente do Calypso começou a ser traçado em 1996, um ano antes da morte de Cousteau: no porto de Singapura, foi abalroado por uma barcaça e, com danos graves, afundou-se. “Gostaria que o Calypso continuasse ao serviço da ciência e da educação”, disse então Cousteau.
O navio regressou a França e daí foi rebocado, apenas em 2007, para o porto de Concarneau, onde nos estaleiros Piriou seria restaurado. Numa primeira fase, foi o conflito entre Francine Cousteau, a segunda mulher de Cousteau, e os filhos dele que atrasaram a reparação, com a disputa pela posse do navio no centro da discórdia. Mas desde o início de 2009, o desentendimento entre os estaleiros e a Equipa Cousteau (organização para a protecção dos oceanos com sede em França, presidida por Francine Cousteau), relacionado com os pagamentos, esteve na origem da paragem das obras. No ano seguinte, a Equipa Cousteau pediu ao Ministério da Cultura francês a classificação do navio.
“Mas porquê preservar os navios?”, pergunta-se na petição. “Porque os navios têm uma alma, porque fazem parte da grande história do homem”, lê-se. “Eles são a própria imagem da solidariedade, do trabalho colectivo, do caminho comum… sem a união dos homens, não vai a nenhuma parte.”
A história gloriosa do Calypso começou nos anos de 1950. Draga-minas da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, transformado depois em ferry, Cousteau descobriu-o em Malta e achou que era perfeito para as suas odisseias. Um milionário irlandês, Loel Guinness, comprou-o e alugou-o em 1950 ao explorador francês por um valor simbólico, tornando possíveis os seus sonhos (depois do naufrágio em Singapura, o neto e herdeiro de Loel Guinness vendeu-o à Equipa Cousteau por um franco).
O mundo subaquático nos ecrãs
Transformado em navio oceanográfico – e com direito a uma câmara de observação subaquática na proa, composta por oito vigias –, a aventura a sério começava em 1951, dirigindo-se o Calypso para o Mar Vermelho, para estudar corais. Em 1954, iniciava-se uma grande expedição ao Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Índico, que esteve na base do documentário O Mundo Silencioso, vencedor da Palma de Ouro de Cannes e de um Óscar. Era a primeira longa-metragem a cores do mundo subaquático.
Em 1964, o documentário O Mundo sem Sol, que relatava a vida de seis aquanautas durante um mês numa casa construída no Mar Vermelho, a 100 metros de profundidade, também ganhou um Óscar. Igualmente famosa é a série televisiva O Mundo Submarino de Jacques Cousteau.
Mas se o Calypso é indissociável do nome de Cousteau, o gorro vermelho que usava também era uma imagem de marca do explorador. Ex-oficial da marinha francesa, não era propriamente um cientista, mas permitiu que as ciências oceanográficas se desenvolvessem através da sua divulgação junto do público e nas expedições iam muitas vezes cientistas. Entre o seu legado está ainda a invenção (com o engenheiro francês Émile Gagnan), durante a II Guerra Mundial, do regulador do escafandro, uma peça que debita o ar à pressão do ambiente. Até aí, a regulação das válvulas era manual, mas com a invenção deste aparelho pôde dar-se a conquista do mar por toda a gente.
Como grande divulgador do mar, Cousteau teve o Calypso como companheiro de viagens durante mais de 40 anos. Resta agora saber o que lhe reserva o futuro, se a morte, se a preservação de um passado glorioso.
Fonte: Público


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tubarão fica encalhado após atacar presa inusitada


Um Tubarão-da-Groenlândia de quase 2 metros encalhou em uma praia da Terra Nova, no Canadá, após tentar atacar um alce e não conseguir mastigá-lo.
De acordo com o jornal CBC News, Derrick Chaulk, morador local, estava dirigindo perto da praia quando  avistou o tubarão encalhado. Após estacionar seu veículo perto do local, o canadense constatou que o tubarão de quase 2 metros e meio ainda estava vivo, porém com um pedaço de pele de alce medindo aproximadamente 60 centímetros em sua boca.
Outro morador da região, Jeremy Ball, chegou ao local e conseguiu retirar a carcaça do alce da boca do tubarão. Com dois puxões, ela simplesmente saiu da boca do animal.
Os dois homens amarraram o tubarão com cordas e conseguiram devolve-lo às águas profundas. Depois de ter feito isso, eles esperaram uma reacção do animal, que veio após alguns minutos.
“Depois de um certo tempo, a água começou a sair de suas guelras e ele começou a respirar”, disse um dos moradores.
O ecologista Iam Hamilton disse à CBC que os tubarões-da-groenlândia não costumam comer alces. “Eu não acredito que um tubarão desta espécie consiga comer um alce adulto, pois, obviamente, além de seu tamanho, os alces vivem na terra. Este tubarão provavelmente atacou um filhote que se afogou.”
Segundo o ecologista, os tubarões costumam ficar grandes períodos de tempo apenas “beliscando” peixes menores, então quando encontram uma refeição maior, se empanturram, o que ocasionalmente faz com que os tubarões se asfixiem.
Fonte: Mistério do Mundo.