quarta-feira, 26 de junho de 2013

Limitação à captura e condições climatéricas ajudam a definir o preço em lota


Muito se tem falado do substancial aumento do preço da sardinha durante a quadra dos santos populares. O consumidor diz que está mais cara e que as vendas são controladas
Conheça algumas das razões para a subida de preço daquela que é uma das espécies mais consumidas pelos portugueses: 
Científicas:
Para fazer uma boa gestão dos recursos naturais em alguns anos é necessário diminuir a captura da sardinha. É o que está a acontecer este ano, a captura está a ser reduzida para que a natureza cumpra a sua parte.Esta situação já se verificava no ano passado.
Menos peixe:
Em 2011 as embarcações de cerco, que se dedicam predominantemente à pesca da sardinha capturaram 55 mil toneladas de sardinha. No ano passado, com as regras impostas para a redução esse valor passou para as 36 mil toneladas. As restrições mantém-se este ano.
Oferta:
Com uma oferta mais reduzia em relação à procura, especialmente nesta altura do ano, santos populares, o quilo da sardinha em lota ultrapassa os valores atingidos em anos anteriores, mas próximos do ano passado.
Captura:
Apesar das limitações impostas para a captura da sardinha existem ainda as condicionantes naturais. A pesca de cerco é muito sensível às condições climatéricas, à velocidade das correntes e ao estado do mar, que este ano não têm ajudado na pesca da sardinha.
Fonte: Acope


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Conferência "Porto de Sines - A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul".



O Blogue Portal do Mar, associa-se á Conferência subordinada ao tema “Porto de Sines – A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul” e lança esta iniciativa como o seu primeiro grande evento do Mar desde da sua fundação. Numa altura em que se fala de um novo terminal na Trafaria, em que o Porto de Aveiro atinge máximos, e Lisboa e Setúbal estão em franca recuperação, falar-se-á de outras perspectivas, de outras visões sobre Sines, um farol de esperança para um crescimento ainda maior, que possui potencial para que num futuro não muito distante possa competir ao mais alto nível, com os maiores portos europeus.

Rui Pinto quer porto de Sines a destronar Barcelona nos contentores


Rui Pinto, director geral da PSA Sines, foi um dos oradores em destaque na Conferência 'Sines 2020: Expectativas e Perspectivas', levada a cabo na passada quinta-feira no porto de Sines. 

De resto, as previsões para o futuro marcaram também a apresentação do director geral da PSA Sines. "Queremos em 2014 estar no clube do milhão de TEU's e em 2020 queremos fazer 2,3 milhões, destronando Barcelona no terceiro lugar do ranking ibérico", vaticinou.

Na sua intervenção, Rui Pinto relembrou ainda o crescimento médio de 41% na movimentação de contentores em Sines entre 2005 e 2012, realçando a "nova fase de investimento que terá início no fim deste ano, extendendo o cais em mais 210 metros, num investimento de 90 milhões de euros, com mais três gruas de cais, ganhando assim capacidade de 1,7 milhões de TEU no quarto trimestre de 2014". "Se nos for permitido, não ficaremos por aqui", acrescentou.

Fonte: Cargo

domingo, 23 de junho de 2013

Estudante de 19 anos cria máquina capaz de limpar todo o plástico dos oceanos.


Um estudante de engenharia holandês, de 19 anos, desenvolveu um projecto de uma máquina capaz de retirar mais de 7 milhões de toneladas de plástico dos oceanos.

O invento de Boyan Slat chama-se Ocean Cleanup Array (Oceano Limpeza de Matriz) e consiste numa estrutura de filtro gigante. 

O estudante acredita que, posicionada em pontos estratégicos dos oceanos, a máquina seria capaz de recolher todo o material flutuante, limpando os oceanos num período de 5 anos.

Boyan prevê ainda que o plástico «limpo» seja encaminhado para a reciclagem.

Veja como funciona o invento de Boyan Slat:



Portugal de costas viradas para o Mar


Para Manuel Román, o stand up paddle (SUP) é um dos desportos com mais potencial em Portugal, já que a modalidade que tem várias vertentes, "tanto de passeio, como de corrida, como de ondas".

Para o porto riquenho radicado cá, "Portugal tem todas as condições para a prática das várias vertentes de forma segura".
O dono da escola Get Up Stand Up, na Praia de Parede, diz que os apoios não passam só pela parte económica, mas também política e social e lamenta que Portugal tenha passado tanto tempo de costas para o mar.
Fonte: DN

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Porto de Sines espera movimentar 44 milhões de toneladas dentro de dois a três anos.


O Auditório da Administração do Porto de Sines foi palco para a realização da II Conferência da Comunidade Portuária de Sines (CPSI), evento que este ano debateu o tema 'Sines 2020: Perspectivas e Expectativas". O optimismo pautou as intervenções e as metas são bastante ambiciosas: o top três ibérico, os 44 milhões de toneladas no próximo par de anos e os 2,3 milhões de TEU's.

Lídia Sequeira, presidente da Administração do Porto de Sines (APS) abriu as portas da APS para este evento da CPSI, tal como havia feito no ano passado, e foi das primeiras a falar. Na sua intervenção, a máxima responsável da APS traçou metas bastante ambiciosas, defendendo que nos próximos dois a três anos o porto de Sines deverá atingir os 44 milhões de toneladas, chegando dessa forma ao top3 ibérico. "Dos 22 milhões de toneladas que tínhamos em 2005, passaremos para os 44 milhões nos próximos dois ou três anos. Sines estará entre os três maiores portos ibéricos e entre os maiores portos europeus, esta é uma batalha ganha", referiu a presidente da APS.

Ao nível dos contentores, recordou que com um milhão de TEU's o porto de Sines será "o maior a nível nacional" mas que isso "é pouco ao nível da ambição": "Temos ambição para ir muito mais além, com o potencial de crescimento que temos poderemos ir mais além do que faz actualmente Antuérpia".

Lídia Sequeira reconheceu, porém, que todo o empenho da APS e dos players do porto de Sines não será suficiente para estas metas ambiciosas se a este porto não for dado o merecido reconhecimento na esfera política: "O que será Sines em 2020 é algo que deve ser pensado e planeado já. O patamar seguinte exige uma visão política, algo que já não está ao nosso alcance". As ligações ferroviárias, claro está, voltaram a ser apontadas como prioridade máxima.

Destaque também para uma breve referência de Lídia Sequeira aos números do porto de Sines nos primeiros cinco meses do ano: "Este ano será ainda mais importante que o ano passado, esperamos uma taxa de crescimento superior aos 20%, que poderá mesmo chegar aos 25%". Recorde-se que o ano de 2012 já tinha sido de recordes.

Fonte: Cargo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Porto de Sines fechou maio com novos máximos históricos


Depois de um início de ano promissor, o porto de Sines fechou o mês de maio com um crescimento de 29% nas mercadorias e de 72% nos contentores, valores que permitiram alcançar novos máximos históricos.

No total das mercadorias, em maio o porto de Sines movimentou 3,6 milhões de toneladas, valor que faz deste mês o melhor de sempre em Sines. Um dos destaques vai para o Terminal de Graneis Líquidos, concessionado à empresa CLT do grupo Galp Energia, que registou a sua melhor movimentação de sempre ao fechar o mês com 1,8 milhões de toneladas.

Já nos contentores, o Terminal XXI movimentou no mês de maio 72.759 TEU, o que também faz deste o melhor mês de sempre no segmento.
No acumulado anual, de Janeiro a maio foram movimentados no porto de Sines 14,3 milhões de toneladas de mercadorias e 330.043 TEU, naqueles que foram os melhores primeiros cinco meses de sempre na história do porto de Sines.

Fonte: Cargo.

O diário da viagem de Vasco da Gama à Índia inscrito na lista da Memória do Mundo


A UNESCO destaca a importância que a viagem do navegador português teve no desencadear de “uma série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo”.

Uma cópia coeva do diário da primeira viagem comandada por Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a Índia (1497-99), atribuído a Álvaro Velho, foi na terça-feira inscrito pela UNESCO na lista do património Memória do Mundo.
Este documento relevante da História dos Descobrimentos, actualmente propriedade da Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), fazia parte do conjunto de 84 pedidos de inscrição enviados à reunião que o comité da UNESCO está a realizar na cidade de Gwangju, na Coreia do Sul – simultaneamente, no Camboja, o Comité do Património Mundial da UNESCO tem sobre a mesa outro pedido português: a classificação da Universidade de Coimbra.
O diário da descoberta do caminho marítimo para a Índia foi um dos 54 documentos e testemunhos históricos agora classificados. Sobre ele, a UNESCO diz tratar-se de “um testemunho verdadeiro da forma como Vasco da Gama, à frente da sua frota, descobriu a rota marítima para a Índia”. E acrescenta que esta foi uma aventura “sem precedentes” e “um momento determinante que mudou o curso da História”. “Além de constituir uma das maiores explorações marítimas realizadas, à época, pelos europeus, a viagem de Vasco da Gama originou “uma série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo”.
A directora da BPMP, Carla Fonseca, manifestou o “grande orgulho” – “nosso e de todos os portuenses e portugueses” – proporcionado pela classificação, que considera “muito merecida”. É o sexto documento português a entrar na lista e vai figurar ao lado da Carta de Pêro Vaz de Caminha.
Lembra que a candidatura foi uma iniciativa do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e da sua vereadora do pelouro do Conhecimento e Coesão Social, Guilhermina Rego, e que foi lançada no ano passado num processo moroso. E Carla Fonseca compara mesmo a classificação do diário da viagem de Vasco da Gama à do Porto Património da Humanidade.
“Trata-se de um dos poucos documentos sobre a viagem de Vasco da Gama que sobreviveram a calamidades e incúria e está conservado na Biblioteca Municipal do Porto”, diz Francisco Bethencourt, historiador do Departamento de História do King's College de Londres e especialista em História da Expansão, numa resposta enviada por email. “É impossível reconstituir a viagem sem este relato, cópia da época, escrito por um dos participantes, muito provavelmente Álvaro Velho.”
Para Bethencourt, que fez um relatório para a candidatura – que foi também recomendada por José Marques, professor de História jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e por Jorge Flores, do Instituto Universitário Europeu de Florença –, a classificação da UNESCO sublinha “o carácter único deste relato sobre o momento decisivo de abertura das relações marítimas entre a Europa e a Ásia protagonizado pelos portugueses”. Já as interpretações sobre as consequências da viagem divergem – “desencravamento do mundo ou abertura da 'caixa de Pandora' dos males do colonialismo"  –, “mas o papel mediador dos portugueses entre a Ásia e a Europa, o Índico e o Atlântico e mesmo entre o Índico e o Pacífico é indiscutível”.
José Marques manifestou também ao PÚBLICO a sua satisfação pela decisão da UNESCO. “É uma excelente notícia para Portugal e para a difusão da nossa presença no mundo, e que vem lembrar – como a UNESCO, aliás, refere – que a viagem de Vasco da Gama deu novos mundos ao mundo”.
Este professor e historiador considera ainda que a classificação “ajuda a levantar um bocadinho o moral dos portugueses nestes tempos de crise que estamos a viver”. José Marques realça, por outro lado, que esta é uma obra também “muito interessante como objecto”. Uma peça que os interessados poderão admirar através do fac-simile disponibilizado nos sites tanto da BPMP como da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – onde pode ser consultada on line na colecção Gâmica da Biblioteca Digital, acrescentada de uma leitura crítica do próprio José Marques.
Uma réplica do diário esteve exposto, em 2008, na Biblioteca do Barreiro – terra natal do cronista Álvaro Velho, e integra actualmente a exposição Da África, da América e da Ásia, patente na BPMP, que mostra outros livros de viagens e testemunhos das conquistas e colonização portuguesa em territórios destes três continentes.
Tanto o diário da viagem de Vasco da Gama como muitas das publicações agora expostas no Porto chegaram aos fundos da BPMP por decisão do rei D. Pedro IV e pela mão de Alexandre Herculano, vindos do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1834, na sequência da lei do ministro Joaquim António de Aguiar que decretou a extinção das ordens religiosas, conventos e mosteiros e a secularização dos seus bens.
Entre a lista dos 54 novos ítems da Memória do Mundo, que no total passa a ter 299 entradas, encontram-se os documentos que testemunham a viagem que o segundo imperador do Brasil, Pedro II (1825-1891), fez no seu país e a outros de quatro continentes diferentes durante o seu reinado. Também pedido pelo Brasil, foram classificados os arquivos de arquitectura de Oscar Niemeyer, o famoso arquitecto de Brasília falecido em Dezembro do ano passado, aos 104 anos.
Os registos audiovisuais compilados pelo documentarista e foto-jornalista Max Stahl relativos ao nascimento de Timor-Leste como país independente estão igualmente na lista da Memória do Mundo; o mesmo acontecendo com os manuscritos das obras históricas de Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista O Capital, e com a colecção de documentos relativos à vida de Ernesto Che Guevara, incluindo o seu diário de guerrilheiro na Bolívia.
Fonte: Público

Normalizada encomenda de dois navios entre Venezuela e Estaleiros


A administração dos Estaleiros de Viana disse hoje que o contrato com a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA) para construção de dois navios asfalteiros foi normalizado na terça-feira, durante a visita do Presidente da Venezuela a Portugal.

"Foi a notícia mais importante e positiva para a empresa nos últimos dois anos", disse à agência Lusa fonte da administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Sublinhou que o acordo fechado com a administração da PDVSA Naval representa também uma "importante alavanca para a continuidade da construção naval" no concelho, sendo este um negócio de 128 milhões de euros.
O novo contrato para a construção dos dois navios asfalteiros, que arrancou este mês em Viana do Castelo, foi rubricado pelas administrações das duas empresas, no âmbito dos acordos bilaterais alcançados na terça-feira, durante a visita de Nicolás Maduro a Lisboa, em que se fez acompanhar de vários responsáveis venezuelanos.
Surge depois de vários meses de renegociação - o primeiro contrato foi rubricado em 2010 - e envolveu ajustes à construção, prazos de pagamento e datas de entrega dos navios, fixadas agora em 2015.
"Foi um momento decisivo para os estaleiros, quando foi assinado o protocolo entre os governos de Portugal e Venezuela, no sentido da normalização do contrato dos asfalteiros", sublinhou a administração da empresa pública portuguesa.
O corte das primeiras 1.500 toneladas de aço destinadas à construção dos navios asfalteiros arrancou a 07 de Junho, nos ENVC. Segundo a administração dos estaleiros, o plano de trabalhos e a calendarização do projecto "mantêm-se", estando prevista a entrega dos navios, com 188 metros de comprimento, entre 26 e 32 meses.
O aço que chegou a 27 de maio a Viana do Castelo custou 890 mil euros e representa apenas 15% da matéria-prima necessária à construção dos dois navios, que se destinam a transportar asfalto a cerca de 200 graus centígrados.

Fonte: Noticias ao Minuto.





Turismo de Cruzeiros nos Açores.


Turismo de Cruzeiros Duplica nos Açores

Em dois anos, o movimento de cruzeiros duplicou na Região dos Açores. Dos 60 mil turistas, em 2010, os portos passaram a receber 100 mil visitantes ao ano. A grande fatia de escalas centra-se nos terminais de Ponta Delgada e Horta."

Fonte:APP

Submarino Barracuda em Almada.



Submarino «Barracuda» em doca dentro de um mês para ser musealizado em Almada  O antigo submarino militar "Barracuda" deverá entrar em Julho numa doca de Cacilhas, Almada, para ser musealizado, disse à agência Lusa fonte oficial da Marinha. Segundo a fonte, no âmbito do acordo de cedência, o planeamento actual prevê a entrada do navio na doca n.º1 do antigo estaleiro Parry & Son, em Cacilhas, a 23 de Julho. Contudo, admitiu ainda, "podem surgir imprevistos relacionados com o sistema de fecho da doca, que esteve muitos anos inactiva".

Fonte: APP

O que torna o Canal de Suez tão importante? : Por Álvaro Sardinha.


O Canal de Suez permite aos navios poupar pelo menos uma semana, no tempo de navegação entre os portos do leste da Ásia e os portos da Europa, e claro, muito combustível. Por exemplo, são necessários cerca de 26 dias para navegar a partir de Mumbai para a Europa através do Canal de Suez, mas serão 44 dias se o navio navegar contornando o Cabo da Boa Esperança.
Cerca de 8% do comércio marítimo mundial atravessou o Canal de Suez em 2009. O número de navios que transitam pelo Canal por ano varia de acordo com a economia mundial. Em 2011 alcançou o número de 18.000 navios (50 navios por dia). A navegação de Port Said a Suez demora cerca de 15 horas. O Canal tem 210 metros de largura na maior parte da sua extensão, o que é demasiado estreito para navios de grande porte poderem passar uns pelos outros, de forma fácil e segura, pelo que os navios navegam em comboio.

Características do Canal de Suez
Comprimento do Canal: 193,30 Km
Profundidade do Canal: 24 metros
Calado Máximo de Navios: 20,12 metros
Porte Bruto Máximo de Navios: 240.000 toneladas

Simulação da navegação em comboio: http://www.suezcanal.gov.eg/simulation.aspx
Informação adicional: http://www.suezcanal.gov.eg/


Viajando pelo Canal do Suez: Vídeo



Por: Álvaro Sardinha.

EPIRBs & SARTs - Vale a pena relembrar : Por Álvaro Sardinha.



Falar de EPIRBs e de SARTs não é tarefa fácil.
- Primeiro, porque são equipamentos estratégicos para a segurança de pessoas e bens, constituindo na prática, a diferença entre vida e morte em caso de sinistros;
- Segundo, porque são componentes de um sistema alargado de segurança, da qual são parte integrante, mas totalmente dependentes do conjunto, o que obriga ao conhecimento detalhado do mesmo;
- Terceiro, porque exige um conhecimento histórico dos contextos que justificaram o seu desenvolvimento e a identificação das organizações responsáveis pela evolução, legislação e manutenção dos sistemas.
O documento EPIRB & SART explora, ao longo de 39 páginas, os 3 vectores identificados, incluindo organizações e contextos, a visão alargada de sistemas e a análise de equipamentos específicos.
Falar de EPIRBs e de SARTs não é tarefa fácil.
O mar é mesmo assim, grandes desafios!

Documento disponível em https://www.facebook.com/groups/TransporteMaritimo/files


Por: Álvaro Sardinha

Divulgação: "Um Clipper no fundo do Mar da Palha"


Estimada (o) Amiga (o)


Realiza-se no próximo dia 22 de Junho, sábado às 11 horas no Museu de Marinha uma Conversa Informal apresentada pelo Comandante José Correia Guedes sobre o tema:

«UM CLIPPER NO FUNDO DO MAR DA PALHA»

A ENTRADA É LIVRE

Com os cumprimentos


Presidente da Direcção do GAMMA

terça-feira, 18 de junho de 2013

Maersk Line, MSC e CMA CGM formam aliança para optimizar operações


A Maersk Line, a MSC e a CMA CGM estão a formar uma nova aliança, denominada rede P3, que deverá entrar em funcionamento no segundo trimestre de 2014 e que visa uma colaboração operacional a longo prazo nas rotas comerciais entre o Ocidente e o Oriente, tendo como objectivo melhorar e optimizar as operações e as ofertas de serviços das companhias, reduzindo também os problemas relacionados com o cancelamento de travessias.

A nova rede P3 tem como pano de fundo as ligações Ásia-Europa, transpacíficas e transatlânticas, e faz com que cada linha ofereça mais frequências semanais na rede combinado do que individualmente, assim como faz com que sejam escalados mais portos. Os navios serão operados de forma separada por um centro de operações conjunto, sendo que os restantes serviços continuarão na mão de cada armador. A Maersk Line vai fornecer 42% do total da capacidade da rede, a MSC 34% e a CMA CGM os restantes 24%. 

Os três gigantes armadores querem ainda chegar a um acordo definitivo no último trimestre deste ano, de forma a que a rede P3 entre em funcionamento no segundo trimestre de 2014. Para tal necessitarão ainda da autorização das autoridades competentes.

Fonte: Cargo

Luta pela compreensão na pesca submarina


Aos 14 anos, o tio de José de Sousa desafiou-o a experimentar a pesca submarina. Com o fato do tio (que lhe ficava grande) e a espingarda, mergulhou e mal sabia que as duas sarguetas que apanhou no porto de abrigo de Sesimbra lhe formatariam a vida.
"Dei uma volta ao mundo debaixo de água, cacei do cabo da Roca a Timor, mergulhei com golfinhos, baleias, jamantas, tubarões e até dugongos, apanhei peixes extraordinários", conta ao DN.
Aos 57 anos continua a pescar, "muitas vezes com o mesmo entusiasmo de menino", mas actualmente  e como presidente da Associação Portuguesa de Pesca Submarina e Apneia, tenta mostrar à sociedade e ao poder político que os constrangimentos legais a que a modalidade está sujeita são injustos, querendo evidenciar que a pesca desportiva não é poluente e que são estes praticantes quem menos pescam durante o ano.
"Nós não abandonamos no fundo anzóis, chumbadas, linhas ou redes. Ainda apanhamos todo este lixo quando o vemos. Terei de frisar que é a única [pesca] seletiva: só nós temos a possibilidade de ver o peixe antes de disparar. Ora, se estamos na presença de um juvenil ou de uma espécie protegida deixamo-los em paz. Com efeito, todas as outras formas de pesca são aleatórias", explica.
José de Sousa salienta que as limitações legais (como por exemplo a diminuição de locais onde se pode pescar) têm contribuído para um decréscimo de números de praticantes (atualmente há cerca de 12 atletas licenciados e alguns de grande qualidade internacional). "Só uma extraordinária paixão pela modalidade sustenta a sua prática regular." E Portugal é um país com excelentes condições, com destaque para a costa sul algarvia.

Fonte: DN

Kiribati: um país à espera de ser engolido pelo mar



Chama-se Kiribati. Na distante Micronésia, David Gray, da Agência Reuters apresenta um
documentário fotográfico sobre o dia a dia de um país que, por estar apenas alguns metros acima do nível do mar, deverá desaparecer nos próximos 30 a 60 anos. 

Esta é a convicção do presidente deste país do Pacífico, Anote Tong, face às previsões mundiais do aquecimento climático, e consequente subida do nível das águas dos mares. O ponto mais alto chega aos 81 metros, na ilha Banaba, mas o mar vai engoli-lo. 

Kiribati é o país mais ocidental do mundo. Composto por arquipélagos de ilhas de corais, ficou conhecido como a Ilha do Milénio por ter sido o primeiro lugar do mundo a entrar no terceiro milénio. Mas não chegará ao fim deste. 

As alterações climáticas traduzem-se numa ameaça de fatal e o desafio que se coloca agora é salvar o seu povo, pouco mais de cem mil habitantes, a maioria dedicada à pesca. Em cima da mesa está a possível compra de terrenos nas Fiji, mas o alerta mundial feito por Anote Tong em 2008, um pedido para que a comunidade internacional o ajude a evacuar o país antes que este desapareça, ainda não teve eco.

Fonte: TVI

Cientistas descobriram fractura tectónica em formação ao largo da costa portuguesa



Após os grandes terramotos de 1755 e 1969 em Portugal, já se suspeitava que algo estivesse a acontecer no fundo do Atlântico, próximo da Península Ibérica. Agora, cientistas portugueses, australianos e franceses afirmam ter descoberto os primeiros indícios desse fenómeno.

A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.
A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o Oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais de Europa e América a juntar-se num novo supercontinente.
João Duarte e a sua equipa de Monash, juntamente com Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – e ainda Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França) – detectaram os primeiros indícios de que a margem Sudoeste Ibérica – uma margem “passiva” do Atlântico, isto é, onde aparentemente nada acontecia –, está na realidade a tornar-se activa, explica em comunicado aquela universidade australiana. A formação da fractura foi detectada através do mapeamento pelos cientistas, ao longo de oito anos, do fundo do oceano nessa zona.
“Detectámos os primórdios da formação de uma margem activa – que é como uma zona de subducção embrionária”, diz João Duarte, citado no mesmo comunicado.
E o investigador salienta que a actividade sísmica significativa patente naquela zona, incluindo o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, já fazia pensar que estivesse a produzir-se aí uma convergência tectónica.
A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar que a geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos. Este tipo de fenómeno já terá acontecido três vezes ao longo de mais de quatro mil milhões de anos de história do nosso planeta, com o movimento das placas tectónicas a partir antigos supercontinentes (como o célebre Pangeia, que reunia todos os continentes actuais) e a abrir oceanos entre as várias massas continentais resultantes.
O processo de formação da nova zona de subducção deverá demorar cerca de 20 milhões de anos, fornecendo aos cientistas uma “oportunidade única” de observar o fenómeno de activação tectónica.
Fonte: Público.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Porto de Aveiro movimentou mais 22,2% nos primeiros cinco meses


Nos primeiros cinco meses do ano, o porto de Aveiro movimentou um total de 1,65 milhões de toneladas, valor que representa um crescimento homólogo de 22,2%, com mais 300 mil toneladas.

Neste período, as exportações a partir de Aveiro cresceram 42,3%, face a um crescimento mais moderado das cargas de importação (6%).
Entre os segmentos de carga, o destaque vai para a carga geral, que chegou às 712,8 mil toneladas até maio, mais 210 mil que até maio de 2012. Os granéis sólidos subiram 12,3%, para as 518,9 mil toneladas, enquanto que os granéis líquidos cresceram 8,3%, para as 420,5 mil toneladas.

No período em questão, o porto de Aveiro foi escalado por 426 navios (mais 82), com a arqueação bruta a aumentar 30%.
Quanto ao mês de maio, foram movimentadas 329 mil toneladas em Aveiro, resultado perto do recorde mensal deste porto.

Fonte: Cargo

O papel do "surf" no socorro a banhistas


Os 31 anos como nadador-salvador na Praia da Areia Branca (Lourinhã) permitem a Paulo Marques afirmar que, hoje em dia, o surf e o kitesurf são os desportos náuticos mais importantes nesta região do oeste.

Entre as modalidades, garante que o surf tem o papel principal, pois é a que "atrai os turistas a virem experimentar".
Paulo Marques, que aos 14 anos seguiu as pisadas do avô e do pai, ambos nadadores-salvadores, sublinha a extrema importância dos surfistas "no socorro aos banhistas".
Por tudo isso, lamenta que a modalidade não tenha mais apoio do poder local e central.

Fonte: DN

Mariana Lobato campeã do Mundo


A velejadora lusa foi convidada pela campeã olímpica Tamara Echegoyen para fazer parte da tripulação.

A velejadora portuguesa Mariana Lobato sagrou-se campeã do Mundo de Match Racing na última semana durante o Mundial da classe.
Mariana Lobato foi convidada pela campeã olímpica, a espanhola Tamara Echegoyen, para fazer parte da tripulação, juntamente com a também campeã olímpica Sofia Toro, Eva Gonzalez e Lara Cacabelos.
«A Tamara ganhou os Jogos Olímpicos e ao convidar-me para integrar a sua equipa para disputar o mundial é claro que senti uma grande responsabilidade. Foi um desafio para mim, confesso que tive medo de não estar à altura mas, a comunicação a bordo correu bem e a equipa estava coordenada. O bom trabalho fez-se notar e conquistámos a medalha de ouro e o título de campeãs do mundo», afirmou Mariana citada pela assessoria.
Tamara Echegoeyn teceu elogios à velejadora do Clube Naval de Cascais.
«Gostei muito de navegar com a Mariana, é uma velejadora muito completa e tem muita iniciativa. Certamente que iremos fazer mais campeonatos juntas, não vamos ficar por aqui».
Fonte: Sapo

Cenário de Sonho na Despedida de Lisboa


Sol, céu azul e vento, o cenário perfeito para a despedida de Lisboa, da frota de MOD70 e do Maxi 80, Prince de Bretagne. Às 14 horas em ponto, os cinco barcos largaram para um pequeno percurso no Tejo, entre a Praça do Comércio e a ponte 25 de Abril, seguindo depois rumo à Irlanda, onde deverão chegar na próxima quarta-feira.

Com duas passagens pontuáveis, a primeira ao largo de Cascais na bóia C1 e outra no Fastnet, a frota de MOD70 prepara-se para enfrentar condições muito difíceis de mar e vento. Em especial, junto ao Cabo Finisterra. Uma frente espera os velejadores, podendo o vento chegar a soprar acima dos 35 nós.
A boa notícia é que a manter-se o quadrante Sul das previsões meteorológicas, os barcos podem não sofrer muitos danos: “Ainda vamos ver como abordar a baixa pressão que sente em Finisterra. A boa notícia é que vamos à popa e, portanto, vai ser uma etapa rápida. Esperamos conseguir andar na luta com os MOD70, como fizemos entre Valência e Lisboa. Vai ser a minha estreia em Dublin”, afirma Lionel Lemonchois, skipper do Maxi 80 Prince de Bretagne.
Classificação 2ª etapa após bóia de Cascais
1º Spindrift
2º Edmond de Rothschild
3º Oman Air – Musandam
4º Virbac-Paprec 70

Classificação geral provisória MOD70
1. Oman Air-Musandam (Sidney Gavignet) 54 pts 
2. Edmond de Rothschild, 52 pts 
3. Spindrift (Yann Guichard) 8 pts
4. Virbac-Paprec 70 (Jean-Pierre Dick), 38 pts

Os Multi50 preparam o embate
As primeiras rajadas já se sentem. O sol e céu azul de Lisboa, desapareceu e a frota de Multi50 está no meio do cinzento. O mar escurece e o vento de sudoeste empurra o líder, o Actual, de Yves Le Blevec , para o meio da depressão centrada no Cabo Finisterra.
Após a largada de Lisboa, os Multi50 depararam-se com vento instável de direcção e intensidade. A primeira noite ainda foi tranquila e permitiu carregar baterias porque não vêm momentos fáceis.
Esta manhã, o Actual e o FenêtréA-Cardinal estavam como numa regata de match racing, separados por uma milha. A dez milhas de distância seguia o Arkéma – Région Aquitaine e a cerca quarenta, o Rennes Métropole – Saint-Malo Agglomération. Por agora, o vento ainda é fraco mas as próximas horas prometem ser duras.
Classificação Multi 50 às 16 horas
1º Actual (Yves le Blevec) a 791,78 milhas da chegada
2º FenêtreA-Cardinal (Erwan Le Roux) a 15,13 milhas
3º Arkéma – Région Aquitaine (Lalou Roucayrol) a 37,54 milhas
4º Rennes Métropole – Saint-Malo Agglomération (Gilles Lamiré) a 109,87 milhas
Citações
Pascal Bidégorry (Spindrift)
“Antes de rumarmos ao largo, tivemos de cumprir um pequeno percurso, muito simpático, no Rio Tejo que nos vai obrigar a trabalhar bastante. É muito importante sair bem do rio porque há uma passagem pontuável em Cascais. Depois, vamos tentar contornar, por Este, uma baixa pressão e chegaremos ao Cabo Finisterra, com ventos com uma intensidade média de 25 nós. Será forte mas não violento. O final da etapa será difícil porque a previsão aponta para que o vento caia entre o Fastnet e Dublin. É um percurso muito interessante ao nível da estratégia e com muita coisa a passar-se até ao Sul da Irlanda.”
Sidney Gavignet (Oman Air-Musandam) : “ Il va y avoir des choses à faire”
O que nos espera nesta etapa? Uma baixa pressão ao largo do Cabo Finisterra. Vai ser interessante porque vamos ter de fazer uma opção táctica para passarmos próximos mas não cairmos no centro. Julgo que Finisterra não será chave na decisão da etapa. Será muito mais a subida da costa portuguesa.
O nosso estado espírito é igual ao que tivemos nas inshore de Lisboa. Há bom ambiente a bordo, ganhámos a primeira etapa e a tripulação está consistente. Estamos tranquilos, esse é um factor que pode fazer a diferença e evita que cometamos erros. Estamos confiantes e satisfeitos de estarmos na luta.”
Sébastien Josse (Edmond de Rothschild) :
“Vamos encontrar condições muito diferentes. Largamos com sol mas, ao final da tarde, o céu vai ficar coberto por causa de uma baixa de pressão situada no Golfo da Gasconha. Vamos contorná-la a Leste e tentar gerir da melhor forma a aproximação do Fastnet. O final da etapa vai ser muito aleatório. Vai haver chuva e muito trabalho a bordo. De qualquer das formas, nesta etapa estamos de volta a locais que conhecemos muito bem. Penso que vai ser uma etapa muito rápida e estaremos em Dublin em menos de três dias.”
Jean-Pierre Dick (Virbac-Parec 70)
“Temos de ser prudentes nas trajectórias e nas opções tácticas. Vai ser uma etapa com condições muito “musculadas”, perto do Cabo Finisterra, com muito mar e uma depressão para evitar por Leste.
Vamos ter fases muito activas nesta regata e em que serão necessários todos os braços a bordo.”
Martin Keruzoré (Fenêtré A-Cardinal)
“Estamos a fazer 18 nós com o Gennaker e começamos a ter mar alteroso. O Actual está com o mesmo vento que nós e já não vimos o Arkema, que está atrás de nós. Estamos a ver a frente a chegar. Tudo está bem a bordo.”

Fonte: Routedesprinces.fr

Deco: “apagamento público” da ASAE “encoraja” fraudes como a do peixe-caracol


Diário de Notícias revelou caso de peixe-caracol vendido em Portugal rotulado como bacalhau. Especialistas acreditam não há risco para a saúde pública. A ASAE está a "analisar" possível fraude.

O Grupo Auchan, que gere as cadeias Jumbo e Pão de Açúcar, tinha nas suas prateleiras um produto que não apresentava “qualquer vestígio” do bacalhau anunciado no rótulo. No lugar do bacalhau estava uma espécie de comercialização não autorizada em Portugal, o peixe-caracol. A refeição pré-cozinhada era da marca Polegar, do mesmo grupo.
A notícia é avançada neste domingo pelo Diário de Notícias, que enviou para análise no laboratório Biopremier nove amostras de diferentes produtos. Entre elas, três refeições pré-cozinhadas de bacalhau com natas das marcas Continente, Pingo Doce e Polegar. Nesta última, não foi detectada “qualquer percentagem” de bacalhau. O que encontrou foi uma espécie de nome científico Liparis, vulgarmente conhecida como peixe-caracol.
O bacalhau com natas sem bacalhau foi adquirido no Jumbo de Alfragide, por jornalistas do DN. Confrontado pelo mesmo diário antes de publicada a notícia, o Grupo Auchan disse ter retirado “cautelarmente” o produto de venda e anunciou estar “a proceder a averiguações junto do fornecedor para averiguar o que terá originado esta possível irregularidade”.
O secretário-geral da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, Jorge Morgado, disse ao PÚBLICO que se trata de um caso “preocupante”, que “cria dúvida e insegurança dos consumidores em relação ao controlo de qualidade das empresas”.
Apesar de os especialistas ouvidos pelo DN acreditarem que o peixe-caracol pode ser consumido por humanos sem perigo, Jorge Morgado entende que “é preciso ter a certeza de que esta aparente falsificação não coloca em risco a saúde pública”. E considera que, em qualquer dos casos, o Ministério Público deve intervir.
O peixe-caracol tem um valor inferior ao do bacalhau, o que torna este tipo de práticas lucrativas para as empresas que o fazem. No entanto, a troca de produtos comerciais constitui uma fraude de mercadorias, que pode ser punível com pena de prisão. De resto, o peixe-caracol não consta da lista de espécies cuja comercialização é permitida em Portugal.
“O nosso interesse é também na prevenção deste tipo de situações”, sublinha Jorge Morgado. “A crise e a queda dos lucros podem levar algumas empresas menos criteriosas a enveredar por este tipo de processos”, diz o secretário-geral da DECO, que aponta, no entanto, a actual acção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como causa do problema.
“A repetição deste tipo de notícias fragiliza a imagem da própria ASAE. A redução da actividade e o apagamento público da ASAE – que tem sido prática no período de vigência deste Governo – encoraja práticas ilegais, leva a que pessoas sem escrúpulos pensem que o crime compensa.” Morgado defende que “é a visibilidade da ASAE”, que “desmotiva” estas fraudes. “Dá a ideia de que a ASAE se limita agora aos seus compromissos internacionais.”
ASAE está "no terreno"
À Lusa, o presidente da ASAE disse que “os serviços estão a actuar no terreno, a recolher e a analisar informação, para avaliar a situação que foi denunciada”. “Estamos a verificar o que aconteceu e tomaremos as medidas necessárias face às circunstâncias.” Quanto às críticas da Deco, Francisco Lopes diz que a ASAE mantém níveis de operação “suficientes” para garantir a segurança alimentar dos consumidores. “Fazemos análises aos produtos, temos planos de controlo no terreno e sempre que são detectadas estas situações actuamos rapidamente.”
“Estas situações são cíclicas, mas estamos atentos”, afirmou ainda Francisco Lopes. “Se colocarmos em todos os estabelecimentos um inspector a fazer análise, podem continuar a acontecer inconformidades. Isso não significa que a ASAE tenha diminuído a atenção [a estes casos]. Estamos cá para prevenir e para antecipar, mas não podemos ter um técnico em cada sítio, é impossível.”
A embalagem com peixe-caracol estava assinalada com a certificação de produto português, mas Jorge Morgado diz que este pré-cozinhado pode não ter sido preparado em Portugal. “O símbolo de produto português tem lacunas. Quando muito, diz que a empresa é portuguesa – e pouco mais. Resta saber se, por exemplo, não é apenas uma empresa importadora. Foi por isso que a Deco não aderiu à campanha, porque sentimos a fragilidade do processo.”
Fonte: DN

Comunidade Portuária de Setúbal agradada com progressos registados na JUP



Em comunicado, a Comunidade Portuária de Setúbal (CPS) mostra-se agradada com o facto de, desde a criação do FSP – Fórum para a Simplificação de Procedimentos no porto de Setúbal (constituído em Fevereiro de 2012 por representantes de quinze entidades e agentes económicos intervenientes nos processos relativos ao movimento de navios e cargas no porto de Setúbal) se tenha registado uma cada vez melhor resolução da maioria dos problemas anteriormente identificados.

"Durante o ano de 2012, foram resolvidos 23 procedimentos e fluxos de informação, por migração do suporte papel para a plataforma Electrónica JUP, que se traduziram em marcados benefícios para todos os intervenientes, designadamente na redução de práticas burocráticas anquilosadas e permitiram evidentes melhorias na qualidade e eficácia dos serviços prestados, com os consequentes ganhos de racionalidade e competitividade do próprio porto", pode ler-se no comunicado da CPS.

A Comunidade Portuária de Setúbal destaca ainda o aumento das operações efectuadas por meios electrónicos - mais 17 procedimentos são actualmente efectuados através da JUP e mais 2 por email, a redução de 20 procedimentos antes realizadas com recurso a papel (existiam inicialmente 29 operações) e a redução de 28 procedimentos do total de 99 que existiam inicialmente.
Dá ainda nota à melhoria dos níveis e frequência de situações de contingência, decorrentes de incidentes funcionais e os progressos na resolução de anomalias ou disfunções mediante suporte do Helpdesk.

Relativamente ao ano corrente, o FSP tem prevista a realização de outros melhoramentos, tais como, a inclusão das empresas de reboque e amarração na JUP, a possibilidade de acesso à JUP a partir das portarias dos terminais, a criação de um módulo para envio de SMS relacionados com as mensagens automáticas da JUP e, um outro, para gestão de autorizações das Autoridades.


Fonte: Cargo

Dia Internacional do Surf. Há festa na Ericeira


Na data em que se assinala o Dia Internacional do Surf, o Ericeira Surf & Skate Fest está de volta para mais um evento que celebra a cultura da modalidade. Depois do sucesso da última edição, no próximo dia 22 de Junho, a Foz do Lizandro, na Ericeira, será palco de surf e arte.
“Trazer de volta a interacção criada e fazer convergir uma vez mais o surf, a arte (nas formas da música, da fotografia e da escultura / instalação) e o ambiente num mesmo cenário”, são os objectivos da organização revelados em comunicado de imprensa.
À semelhança da última edição, este ano o público poderá contar também com o Tag Team Challenge – uma prova de surf num formato informal – que põe à prova o espírito de equipa dos participantes convidados. A par desta competição, irá decorrer também o Moche Aerial Invitational, que vai trazer os maiores especialistas em aéreos do surf nacional para um desafio aceso com espectáculo garantido.
Em terra podemos contar com a apresentação da Skeleton Sea - um colectivo de artistas que trabalha em prol da preservação dos oceanos – que, a partir de lixo recolhido nas praias, irá expor no espaço do evento as suas esculturas e organizar uma recolha de lixo na praia com a colaboração de todas as pessoas presentes.
Numa exposição fotográfica, Carlos Pinto irá mostrar uma parte do trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos. O dia termina com a Sunset Party com actuação de Herculano by Vans.

Fonte: IOnline / Beatriz Silva.

Portuscale Cruises - Armador Rui Alegre em entrevista (1a parte)


Rui Alegre, o novo Armador português, que fundou a Portuscale Cruises, concedeu ao infoCruzeiros / GlobalSea a sua primeira grande entrevista que dividimos em duas partes, sendo que a segunda será apresentada a 18 de Junho, onde apresenta a sua nova companhia de cruzeiros.

O empresário com experiência na indústria, serviços, hotelaria, imobiliário, agro-pecuária, quer agora dirigir os seus investimentos para as infraestruturas e turismo de cruzeiros, porque acredita que o futuro está no mar, a grande oportunidade e ao nível comercial, na carga e nos passageiros.

A companhia de cruzeiros que fundou em Fevereiro de 2013, Portuscale Cruises está direccionada para o “Mercado dos Clássicos”, para uma dimensão familiar e personalizado, tendo como base a excelência do serviço” diz Rui Alegre.
A grande novidade é o regresso das pessoas que tradicionalmente serviam nos navios, levando a identidade de Portugal à frota, onde não faltar a gastronomia de raízes lusas e a nossa cultura. 
Não sendo uma companhia de virada para os jovens, não deixa de criar espaços onde os jovens e os mais adultos podem interagir – pais e filhos – o Teen Room.

Como diz Rui Alegre, “a vantagem competitiva é poder ir para onde está o mercado”, e iremos ver os navios da Portuscale Cruises pelo Mediterrâneo, pelo Mar Báltico, Mar Negro, mas também por onde se fala em português, ou seja África, Brasil e naturalmente pelos portos portugueses.

Sobre o preço médio a pagar diariamente, o Armador adianta que esse deverá variar entre os 130,00€ e os 250,00€ por dia e por pessoa, sendo um “preço justo” nas suas palavras.

Apontando para o mercado dos charters como oportunidade e para a programação, Rui Alegre não descarta a possibilidade de fazer uma Volta ao Mundo, decisão que será tomada em 2014.
Saúda-se o surgimento desta companhia de cruzeiros que se apresenta com cores bem conhecidas de outrora e que vai fazer reviver memórias de muitos portugueses em particular. Este impacto não será apenas relevante para o mercado português, mas também para outros mercados europeus, do norte e orientais onde tradicionalmente estes navios operavam.

Fonte: InfoCruzeiros.

Royal Princess chega a Lisboa a 19 de Junho



O Royal Princess, novo navio da companhia Princess Cruises, vai escalar o porto de Lisboa no próximo dia 19 de Junho, naquela que é a sua viagem inaugural.
O navio iniciou a sua viagem inaugural em Southampton, onde foi baptizado no passado dia 13 pela Duquesa de Cambridge, Kate Middleton.
Seguem-se os portos de Gibraltar, Málaga e Barcelona, onde termina o itinerário do navio construído nos estaleiros Fincantieri, em Itália.
Com 320 metros de comprimento e 141 mil toneladas, o Royal Princess tem capacidade para 3 600 passageiros.
Entre as principais características, “destaca-se o facto de todas as cabines externas terem varanda, e de ser o navio com o maior deck da piscina, dos 17 que constituem a frota Princess Cruises. Novos restaurantes e bares, e outros já existentes noutros navios mas modernizados, são, também, algumas das novidades do Royal Princess, assim como a Mesa Lumiere do Chefe, existente na sala de jantar Allegro, e pela primeira vez no mar. Trata-se de uma mesa de vidro personalizado, onde os passageiros, uma vez sentados, são cercados por uma cortina de luz, proporcionando privacidade e a sensação de que estão envolvidos numa nuvem branca. O navio inclui também o “Princess Live”, o primeiro estúdio de televisão no mar, onde são apresentados eventos de transmissão directa, incluindo shows interactivos de culinária, concertos ao vivo, entre outros”, indica um comunicado do Porto de Lisboa.
Para assinalar a passagem por Lisboa. “o porto vai receber os passageiros com a actuação de um grupo com percussões tradicionais portuguesas, e presentear o comandante com a habitual placa comemorativa da ocasião, sendo que o navio será escoltado por rebocadores da empresa Svitzer até ao cais onde ficará acostado.”
Fonte: Publituris / Patrícia Afonso.